{"id":245116,"date":"2022-09-03T12:35:34","date_gmt":"2022-09-03T11:35:34","guid":{"rendered":"https:\/\/www.asbeiras.pt\/?p=245116"},"modified":"2022-09-03T12:35:34","modified_gmt":"2022-09-03T11:35:34","slug":"opiniao-os-pimentos-desalinhados-de-pretoria","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/critecnow.com\/diariobeiras\/opiniao-os-pimentos-desalinhados-de-pretoria\/","title":{"rendered":"Opini\u00e3o &#8211; Os pimentos desalinhados de Pret\u00f3ria"},"content":{"rendered":"<p><a href=\"https:\/\/www.asbeiras.pt\/2020\/12\/opiniao-a-falta-de-transparencia-da-ue\/carlos-henriques-opi\/\" rel=\"attachment wp-att-207722\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"aligncenter size-full wp-image-207722\" src=\"https:\/\/www.asbeiras.pt\/wp-content\/uploads\/2020\/12\/Carlos-Henriques-opi.jpg\" alt=\"\" width=\"1200\" height=\"628\" \/><\/a><\/p>\n<p>Ao contr\u00e1rio da Europa, onde por estes dias todos parecem viver em ester\u00f3ides e a salada de lentilhas, o que mais preocupa os sul-africanos \u00e9 o encarecimento desalinhado dos seus pimentos!<br \/>\nEm apenas uma semana, o pre\u00e7o do pimento vermelho disparou mais de 40% na <strong>\u00c1frica do Sul<\/strong>, que \u00e9 a economia mais desenvolvida no continente. Alguns produtores apontaram o dedo \u00e0s nuvens para justificar o dr\u00e1stico aumento para 20.05 rands\/kg (1,16 euros).<br \/>\nAparentemente, como est\u00e3o a demorar mais tempo para colorir devido \u00e0s altera\u00e7\u00f5es clim\u00e1ticas, os pimentos sul-africanos \u201cest\u00e3o a ficar maiores\u201d. E n\u00e3o s\u00f3. Est\u00e3o a aparecer tamb\u00e9m com maior frequ\u00eancia tamanhos \u201cm\u00e9dios\u201d e \u201cextra-grandes\u201d nas colheitas, segundo os produtores sul-africanos.<br \/>\nNeste pa\u00eds, h\u00e1 mais de 40 mil grandes fazendas agr\u00edcolas comerciais. Na prov\u00edncia de Gauteng, por exemplo, com mais de 16 milh\u00f5es de habitantes e onde se situa Joanesburgo, a capital econ\u00f3mica, a agricultura comercial contribuiu 32,2 mil milh\u00f5es de rands (cerca de 1,9 mil milh\u00f5es de euros) para o PIB, em 2020, sendo o 6\u00ba maior mercado agr\u00edcola do pa\u00eds, e o maior produtor de pimentos nacional com mais de 6.400 toneladas.<br \/>\nO atual contexto de crise instalado no hemisf\u00e9rio norte, que agora dificulta tamb\u00e9m a exporta\u00e7\u00e3o de citrinos sul-africanos para a UE, \u00e9 ainda apontado como causa do encarecimento dos custos de importa\u00e7\u00e3o, nomeadamente fertilizantes, combust\u00edveis e de outros insumos usados na produ\u00e7\u00e3o de pimentos.<br \/>\nAo contr\u00e1rio da Europa, a \u00c1frica do Sul tem vindo a apelar \u00e0 paz na Ucr\u00e2nia e acusa os l\u00edderes europeus de \u201cbullying\u201d e \u201cpaternalismo\u201d, afirmando que n\u00e3o tem de decidir entre os EUA, a Europa, a China ou a R\u00fassia, e muito menos de aceitar \u201cajudas financeiras ao desenvolvimento\u201d em troca de uma nova alian\u00e7a, sublinhando que a invas\u00e3o russa da Ucr\u00e2nia, que n\u00e3o \u00e9 pa\u00eds membro da UE, deve ser resolvida e mediada pelas Na\u00e7\u00f5es Unidas.<br \/>\nA c\u00f4rte a Pret\u00f3ria tem sido frequente ultimamente, mas os sul-africanos n\u00e3o se esquecem da discrimina\u00e7\u00e3o e isolamento a que foram votados pela Europa, incluindo Portugal, quando proibiram todos os voos da \u00c1frica do Sul por os cientistas sul-africanos terem alertado a comunidade internacional para as variantes do v\u00edrus que causa a covid-19, enquanto os europeus infetados viajavam sem restri\u00e7\u00f5es dentro da UE e para fora dela.<br \/>\nNeste quadro de \u201cdesalinhamento\u201d, a Europa e os Estados Unidos certamente que estar\u00e3o cientes de que a \u00c1frica do Sul \u00e9 tamb\u00e9m uma pot\u00eancia nuclear, sendo um dos maiores produtores de ur\u00e2nio e carv\u00e3o do Mundo, entre outros min\u00e9rios, e que encontrar\u00e1 uma solu\u00e7\u00e3o interna para a valoriza\u00e7\u00e3o dos seus pimentos vermelhos, a exemplo do que fez com o \u201capartheid\u201d.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Carlos Henriques<\/p>\n","protected":false},"author":1,"featured_media":207722,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"_acf_changed":false,"footnotes":""},"categories":[31,5],"tags":[3842,936,100],"class_list":["post-245116","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","category-geral","category-opiniao","tag-africa-do-sul","tag-carlos-henriques","tag-opiniao"],"acf":[],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/critecnow.com\/diariobeiras\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/245116","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/critecnow.com\/diariobeiras\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/critecnow.com\/diariobeiras\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/critecnow.com\/diariobeiras\/wp-json\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/critecnow.com\/diariobeiras\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=245116"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/critecnow.com\/diariobeiras\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/245116\/revisions"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/critecnow.com\/diariobeiras\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=245116"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/critecnow.com\/diariobeiras\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=245116"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/critecnow.com\/diariobeiras\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=245116"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}