{"id":247845,"date":"2022-10-13T20:34:21","date_gmt":"2022-10-13T19:34:21","guid":{"rendered":"https:\/\/www.asbeiras.pt\/?p=247845"},"modified":"2022-10-13T20:34:21","modified_gmt":"2022-10-13T19:34:21","slug":"cientistas-iniciam-investigacao-na-costa-portuguesa-para-perceber-alteracoes-climaticas-do-passado","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/critecnow.com\/diariobeiras\/cientistas-iniciam-investigacao-na-costa-portuguesa-para-perceber-alteracoes-climaticas-do-passado\/","title":{"rendered":"Cientistas iniciam investiga\u00e7\u00e3o na costa portuguesa para perceber altera\u00e7\u00f5es clim\u00e1ticas do passado"},"content":{"rendered":"<p><a href=\"https:\/\/www.asbeiras.pt\/wp-content\/uploads\/2022\/10\/Navio.jpg\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"alignnone size-medium wp-image-247846\" src=\"https:\/\/www.asbeiras.pt\/wp-content\/uploads\/2022\/10\/Navio-300x157.jpg\" alt=\"\" width=\"300\" height=\"157\" \/><\/a><\/p>\n<p>Mais de duas dezenas de cientistas internacionais iniciaram hoje uma expedi\u00e7\u00e3o na costa portuguesa para investigar sedimentos marinhos e atrav\u00e9s deles perceber como se processaram as altera\u00e7\u00f5es clim\u00e1ticas h\u00e1 milhares de anos.<\/p>\n<p class=\"text-paragraph\">A expedi\u00e7\u00e3o \u00e9 uma iniciativa do \u201cInternational Ocean Discovery Program\u201d (IODP), uma organiza\u00e7\u00e3o cient\u00edfica de investiga\u00e7\u00e3o marinha que estuda a din\u00e2mica do planeta recuperando dados registados em sedimentos e rochas do fundo do mar.<\/p>\n<p class=\"text-paragraph\">Num comunicado a prop\u00f3sito da \u201cExpedi\u00e7\u00e3o 397\u201d os organizadores notam que as temperaturas est\u00e3o a subir e que o planeta est\u00e1 a viver um momento em que o clima global est\u00e1 a mudar, sendo necess\u00e1rio entender o que vai acontecer a seguir.<\/p>\n<p class=\"text-paragraph\">\u201cPor vezes, para conhecermos o futuro, temos de olhar para o passado. A \u00b4Expedi\u00e7\u00e3o 397\u00b4 visa recolher n\u00facleos de sedimentos marinhos ao largo da costa de Portugal que ir\u00e3o fornecer dados de alta resolu\u00e7\u00e3o sobre as varia\u00e7\u00f5es do clima antigo da Terra\u201d, explicam os respons\u00e1veis, acrescentando que quanto mais se entenderem os ambientes do passado mais f\u00e1cil ser\u00e1 avaliar como o planeta est\u00e1 a mudar hoje e como vai mudar no futuro.<\/p>\n<p class=\"text-paragraph\">Segundo o comunicado, a expedi\u00e7\u00e3o decorre at\u00e9 meados de dezembro e realiza-se ao largo da costa a sudoeste de Lisboa. Os 26 cientistas ir\u00e3o investigar \u00e1reas onde os sedimentos marinhos se acumulam rapidamente, permitindo um registo altamente fi\u00e1vel das altera\u00e7\u00f5es clim\u00e1ticas em escalas temporais de centenas a milhares de anos, podendo retroceder at\u00e9 tr\u00eas a seis milh\u00f5es de anos.<\/p>\n<p class=\"text-paragraph\">Explica-se no comunicado que os sinais clim\u00e1ticos da margem ib\u00e9rica ser\u00e3o depois comparados com os recolhidos no gelo dos dois hemisf\u00e9rios, fornecendo uma liga\u00e7\u00e3o entre as altera\u00e7\u00f5es oce\u00e2nicas e atmosf\u00e9ricas, incluindo a concentra\u00e7\u00e3o de gases com efeito de estufa.<\/p>\n<p class=\"text-paragraph\">Os cientistas v\u00e3o recolher amostras de n\u00facleo sedimentar em diferentes profundidades, entre 1.300 e 4.700 metros abaixo do n\u00edvel do mar, o que lhes vai permitir estudar a forma como a circula\u00e7\u00e3o em profundidade e a qu\u00edmica do oceano mudaram no passado, incluindo o seu papel no armazenamento de carbono em \u00e1guas profundas e nas altera\u00e7\u00f5es do di\u00f3xido de carbono atmosf\u00e9rico.<\/p>\n<p class=\"text-paragraph\">A maioria dos sedimentos no mar profundo acumula-se a taxas relativamente lentas, um a dois cent\u00edmetros a cada mil anos, mas os sedimentos na zona que os cientistas v\u00e3o trabalhar s\u00e3o depositados em mais quantidade, 10 a 20 cent\u00edmetros a cada mil anos.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Mais de duas dezenas de cientistas internacionais iniciaram hoje uma expedi\u00e7\u00e3o na costa portuguesa para investigar sedimentos marinhos e atrav\u00e9s deles perceber como se processaram as altera\u00e7\u00f5es clim\u00e1ticas h\u00e1 milhares de anos. 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