{"id":249383,"date":"2022-11-04T13:28:39","date_gmt":"2022-11-04T12:28:39","guid":{"rendered":"https:\/\/www.asbeiras.pt\/?p=249383"},"modified":"2022-11-04T13:28:39","modified_gmt":"2022-11-04T12:28:39","slug":"opiniao-contacto-de-emergencia","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/critecnow.com\/diariobeiras\/opiniao-contacto-de-emergencia\/","title":{"rendered":"Opini\u00e3o: Contacto de emerg\u00eancia"},"content":{"rendered":"<p><a href=\"https:\/\/www.asbeiras.pt\/wp-content\/uploads\/2022\/10\/CATARINA-MOLEIRO-opi.jpg\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"alignnone size-full wp-image-248341\" src=\"https:\/\/www.asbeiras.pt\/wp-content\/uploads\/2022\/10\/CATARINA-MOLEIRO-opi.jpg\" alt=\"\" width=\"1200\" height=\"628\" \/><\/a><\/p>\n<p>Fa\u00e7o muitas viagens, seja de comboio ou avi\u00e3o, a t\u00edtulo pessoal ou profissional. Os tempos parecem ter voltado \u00e0 era pr\u00e9-covid, e viajar sem restri\u00e7\u00f5es continua a ser pr\u00e1tica corrente, mesmo tendo cada vez mais em considera\u00e7\u00e3o a pegada ecol\u00f3gica.<\/p>\n<p>Vou a Portugal pelo menos 3 a 4 vezes por ano: normalmente, algures entre Mar\u00e7o e Maio, no Ver\u00e3o, quando d\u00e1 no Outono, e no Natal. (Passo bem sem estar \u201cem casa\u201d na P\u00e1scoa, nos anivers\u00e1rios &#8211; deles e meus &#8211; j\u00e1 me habituei a estar longe, mas n\u00e3o consigo conceber o Natal sem estar com a fam\u00edlia!) Para al\u00e9m das viagens pessoais, realizo viagens em trabalho \u2013 em comboio quando poss\u00edvel, de avi\u00e3o nos restantes casos.<\/p>\n<p>E foi numa dessas reservas de avi\u00e3o que bloqueei num dos passos da reserva online. Al\u00e9m dos meus dados pessoais, a companhia a\u00e9rea pedia-me o contacto de algu\u00e9m para \u201ccaso de emerg\u00eancia\u201d. Pensei para os meus bot\u00f5es: ora bem, um caso de emerg\u00eancia relacionado com um voo, em que n\u00e3o me possam contactar a mim directamente&#8230; obviamente que \u00e9 um acidente! Portanto, tenho de decidir neste momento quem quero que seja o primeiro a ser informado das m\u00e1s not\u00edcias!<\/p>\n<p>E dei por mim a pensar: mas agora tenho de escolher quem ser\u00e1 informado da minha morte? E em vez de respostas, o meu pensamento deu-me mais perguntas: mas v\u00e3o telefonar e falar em franc\u00eas, flamengo, ingl\u00eas? Espero que haja algu\u00e9m que fale portugu\u00eas! \u00c9 que v\u00e3o-se ver gregos at\u00e9 algu\u00e9m perceber as m\u00e1s not\u00edcias&#8230; V\u00e3o disponibilizar um psic\u00f3logo, pronto a falar ao telefone em portugu\u00eas? \u00c9 melhor dar este contacto, porque aquele outro nunca est\u00e1 atento ao telem\u00f3vel e depois fartam-se de ligar e ningu\u00e9m atende&#8230; Se calhar forne\u00e7o o contacto de um amigo, para o choque n\u00e3o ser t\u00e3o grande \u2013 e assim esse amigo \u00e9 que comunica posteriormente com a fam\u00edlia&#8230; Enfim, todo o g\u00e9nero de dilema me atravessou a mente naqueles instantes!<br \/>\nNao tenho medo de voar e o meu pensamento quando h\u00e1 mais turbul\u00eancia, mau tempo ou aterragens falhadas \u00e9 sempre \u201cN\u00e3o podes fazer nada, por isso deixa-te ir. Se acontecer alguma coisa, ao menos \u00e9 depressa!\u201d. No entanto, senti mais apreens\u00e3o ao preencher estas informa\u00e7\u00f5es sobre o \u201ccontacto de emerg\u00eancia\u201d do que alguma vez senti a voar!<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Fa\u00e7o muitas viagens, seja de comboio ou avi\u00e3o, a t\u00edtulo pessoal ou profissional. Os tempos parecem ter voltado \u00e0 era pr\u00e9-covid, e viajar sem restri\u00e7\u00f5es continua a ser pr\u00e1tica corrente, mesmo tendo cada vez mais em considera\u00e7\u00e3o a pegada ecol\u00f3gica. 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