{"id":250343,"date":"2022-11-17T13:26:37","date_gmt":"2022-11-17T12:26:37","guid":{"rendered":"https:\/\/www.asbeiras.pt\/?p=250343"},"modified":"2022-11-17T13:26:37","modified_gmt":"2022-11-17T12:26:37","slug":"opiniao-o-lixo-ja-se-confunde-com-os-astros","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/critecnow.com\/diariobeiras\/opiniao-o-lixo-ja-se-confunde-com-os-astros\/","title":{"rendered":"Opini\u00e3o: O lixo j\u00e1 se confunde com os astros!"},"content":{"rendered":"<p><a href=\"https:\/\/www.asbeiras.pt\/wp-content\/uploads\/2022\/11\/NUNO-PEIXINHO.jpg\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"alignnone wp-image-250339 size-full\" src=\"https:\/\/www.asbeiras.pt\/wp-content\/uploads\/2022\/11\/NUNO-PEIXINHO.jpg\" alt=\"\" width=\"1200\" height=\"628\" \/><\/a><\/p>\n<p>No dia 18 de outubro, foi descoberto um novo objecto no sistema solar, passando a 9100 km da Terra, recebendo a designa\u00e7\u00e3o provis\u00f3ria de 2022 UQ1. O n\u00famero 2022 indica o ano da descoberta. A primeira letra, U, refere-se \u00e0 vig\u00e9sima quinzena do ano, ou seja, a quinzena de 16 a 31 de outubro \u2014 a primeira letra vai de A at\u00e9 Y saltando a letra I. A segunda letra e o \u00edndice num\u00e9rico refere-se ao n\u00famero de ordem do objeto nas descobertas dessa quinzena. Ou seja, o primeiro seria A, o segundo B, continuando at\u00e9 ao Z para o vig\u00e9simo quinto (pois tamb\u00e9m se salta a letra I), passando depois a A1 para o vig\u00e9simo sexto, B1 para o vig\u00e9simo s\u00e9timo, continuando at\u00e9 A2 para o quinquag\u00e9simo primeiro, etc. Em suma, o 2022 UQ1 foi o quadrag\u00e9simo primeiro objeto do sistema solar descoberto nessa quinzena, tendo sido descoberto por Larry Denneau, do Instituto de Astrof\u00edsica da Universidade do Hawaii, e colegas, nas imagens tiradas por um telesc\u00f3pio de 50 cm do sistema ATLAS \u2014\u201c\u00daltimo Sistema de Alerta de Impactos de Asteroides com a Terra\u201d \u2014, no Chile, e confirmado por outros tr\u00eas telesc\u00f3pios. S\u00f3 neste ano j\u00e1 se descobriram cerca de 19000 novos objetos.<br \/>\nNo dia 20, Bill Gray e Davide Farnocchia, concluem que afinal esse aparentemente novo NEO (acr\u00f3nimo para objeto pr\u00f3ximo da Terra) era nada mais nada menos que o segundo andar do foguet\u00e3o da miss\u00e3o espacial Lucy, que ainda vagueia pelo espa\u00e7o. Lan\u00e7ada em 2021, a miss\u00e3o Lucy vai estudar, at\u00e9 2033, oito objetos na Cintura de Aster\u00f3ides e sete Troianos de J\u00fapiter, uma fam\u00edlia de pequenos corpos do sistema solar que orbitam o sol essencialmente na mesma \u00f3rbita do planeta J\u00fapiter, mas cerca de 60 graus \u00e0 frente deste, ou 60 graus atr\u00e1s, se medirmos a \u00f3rbita como 360 graus em torno do sol. Esta foi a primeira vez que se confundiu um peda\u00e7o de lixo espacial com um aster\u00f3ide. Por defini\u00e7\u00e3o, qualquer corpo artificial no espa\u00e7o que j\u00e1 n\u00e3o tenha um prop\u00f3sito \u00fatil \u00e9 considerado lixo espacial. Desde o lan\u00e7amento do famoso Sputnik em 1957, j\u00e1 realiz\u00e1mos mais de 6000 lan\u00e7amentos. Todos eles deixam algum lixo. A maior parte volta a reentrar na nossa atmosfera, consumindo-se sem chegar ao solo, tal como as estrelas cadentes. No entanto, muitos s\u00e3o os peda\u00e7os que continuam a orbitar a Terra, a velocidades de v\u00e1rios quil\u00f3metros por segundo, tornando-se verdadeiras balas para tudo o que encontrarem no seu caminho. Seguimos atentamente a \u00f3rbita de mais de 32000 peda\u00e7os de lixo espacial. Por\u00e9m, h\u00e1 pelo menos 36000 objectos com mais de 10 cm de di\u00e2metro em \u00f3rbita, e n\u00e3o sabemos onde est\u00e3o todos, para n\u00e3o falar nos cerca de 1000000 de objetos de 1 a 10 cm que ainda menos sabemos por onde andam.<br \/>\nEstando a humanidade, hoje, t\u00e3o dependentes do bom funcionamento de tecnologia no espa\u00e7o, o lixo espacial \u00e9 cada vez mais uma \u00e1rea de estudo emergente e urgente para que possamos evitar colis\u00f5es com sat\u00e9lites ou mesmo com miss\u00f5es espaciais tripuladas.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Nuno Peixinho<\/p>\n","protected":false},"author":1,"featured_media":250339,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"_acf_changed":false,"footnotes":""},"categories":[31,5],"tags":[2067,100],"class_list":["post-250343","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","category-geral","category-opiniao","tag-nuno-peixinho","tag-opiniao"],"acf":[],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/critecnow.com\/diariobeiras\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/250343","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/critecnow.com\/diariobeiras\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/critecnow.com\/diariobeiras\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/critecnow.com\/diariobeiras\/wp-json\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/critecnow.com\/diariobeiras\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=250343"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/critecnow.com\/diariobeiras\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/250343\/revisions"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/critecnow.com\/diariobeiras\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=250343"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/critecnow.com\/diariobeiras\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=250343"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/critecnow.com\/diariobeiras\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=250343"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}