{"id":251013,"date":"2022-11-29T11:35:48","date_gmt":"2022-11-29T10:35:48","guid":{"rendered":"https:\/\/www.asbeiras.pt\/?p=251013"},"modified":"2022-11-29T11:35:48","modified_gmt":"2022-11-29T10:35:48","slug":"agricultores-do-mondego-exigem-mais-uma-barragem-para-guardar-agua-no-inverno","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/critecnow.com\/diariobeiras\/agricultores-do-mondego-exigem-mais-uma-barragem-para-guardar-agua-no-inverno\/","title":{"rendered":"Agricultores do Mondego exigem mais uma barragem para guardar \u00e1gua no inverno"},"content":{"rendered":"<p><a href=\"https:\/\/www.asbeiras.pt\/wp-content\/uploads\/2022\/03\/Barragem-da-Aguieira-1920x1080-1.jpg\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"alignnone wp-image-233112 size-full\" src=\"https:\/\/www.asbeiras.pt\/wp-content\/uploads\/2022\/03\/Barragem-da-Aguieira-1920x1080-1.jpg\" alt=\"\" width=\"1200\" height=\"628\" \/><\/a><\/p>\n<p class=\"text-paragraph\">A constru\u00e7\u00e3o de mais uma barragem a montante da Aguieira, necess\u00e1ria para guardar \u00e1gua do rio Mondego no inverno para poder ser utilizada no ver\u00e3o, \u00e9 reivindicada pelos agricultores daquela zona e \u201cnecess\u00e1ria\u201d face \u00e0 seca.<\/p>\n<p class=\"text-paragraph\">Em declara\u00e7\u00f5es \u00e0 ag\u00eancia Lusa, Armindo Valente, vice-presidente da Associa\u00e7\u00e3o de Benefici\u00e1rios da Obra de Fomento Hidroagr\u00edcola do Baixo Mondego, lembrou que a constru\u00e7\u00e3o de \u201cpelo menos uma\u201d barragem a montante da barragem da Aguieira \u00e9 uma reivindica\u00e7\u00e3o antiga dos agricultores, mas ganhou nova import\u00e2ncia face \u00e0 situa\u00e7\u00e3o de seca que o pa\u00eds atravessou este ano e que se pode vir a repetir.<\/p>\n<p class=\"text-paragraph\">\u201cEu queria alertar aqui as pessoas que t\u00eam de decidir e, neste caso, o senhor ministro do Ambiente, para que tivessem aten\u00e7\u00e3o que o Mondego tem tido cheias nestes \u00faltimos anos e que era preciso segurar essa \u00e1gua quando a temos dispon\u00edvel, que \u00e9 no inverno. Para depois, quando precisamos dela, a termos para fazer a rega\u201d, afirmou o dirigente associativo e empres\u00e1rio agr\u00edcola.<\/p>\n<p class=\"text-paragraph\">\u201cE come\u00e7a a ser muito dif\u00edcil fazer a gest\u00e3o da Aguieira s\u00f3 com aquela barragem\u201d, adiantou.<\/p>\n<p class=\"text-paragraph\">Embora observando que, este ano, a seca n\u00e3o afetou o Baixo Mondego, Armindo Valente antecipou que, no futuro, a agricultura, mas tamb\u00e9m as ind\u00fastrias papeleiras, podem vir a ter problemas na sequ\u00eancia da falta de \u00e1gua.<\/p>\n<p class=\"text-paragraph\">O abastecimento \u00e0 agricultura e \u00e0s celuloses \u00e9 feita a partir do canal de rega que parte do a\u00e7ude-ponte de Coimbra e corre ao longo da margem direita do rio, servindo para a rega dos campos agr\u00edcolas. Depois, tem uma deriva\u00e7\u00e3o por debaixo do leito do Mondego para a margem esquerda, at\u00e9 chegar \u00e0s ind\u00fastrias localizadas no sul do concelho da Figueira da Foz.<\/p>\n<p class=\"text-paragraph\">Por outro lado, a pr\u00f3pria obra do regadio do Mondego, que tem quase 50 anos e ainda n\u00e3o est\u00e1 completa, previa, no estudo que a sustentou, mais quatro barragens a montante da Aguieira, mas nenhuma foi edificada.<\/p>\n<p class=\"text-paragraph\">\u201cNeste momento, temos \u00fanica e simplesmente a Aguieira a armazenar \u00e1gua. Ainda vamos tendo precipita\u00e7\u00e3o para encher as barragens, mas os agricultores come\u00e7am a ter receio de que, com a falta de chuva, possa vir um ano que ponha em causa a produ\u00e7\u00e3o agr\u00edcola no Baixo Mondego. Se noutras zonas \u00e9 bastante dif\u00edcil, um ano sem cultivar no Mondego seria uma cat\u00e1strofe. Porque a maior parte dos agricultores [no total s\u00e3o cerca de quatro mil agregados familiares numa \u00e1rea com 13 mil hectares] vive exclusivamente dos cereais, do arroz e do milho. E todo o desenvolvimento em redor assenta na produ\u00e7\u00e3o agr\u00edcola do Baixo Mondego\u201d, explicou Armindo Valente.<\/p>\n<p class=\"text-paragraph\">\u201c\u00c9 fundamental armazenar \u00e1gua quando est\u00e1 dispon\u00edvel, que \u00e9 no inverno, para depois a poder utilizar no ver\u00e3o\u201d, reafirmou.<\/p>\n<p class=\"text-paragraph\">O tamb\u00e9m presidente da cooperativa agr\u00edcola de Montemor-o-Velho lembrou, sobre a eventual constru\u00e7\u00e3o de novas barragens, que j\u00e1 existem estudos, nomeadamente relacionados com uma infraestrutura dessa natureza em Girabolhos, no concelho de Seia, distrito da Guarda.<\/p>\n<p class=\"text-paragraph\">\u201cO anterior ministro do Ambiente [Matos Fernandes] achou por bem suspender a barragem e a agricultura nunca percebeu porque \u00e9 que isso aconteceu. Mas, de facto, \u00e9 preciso olhar para a agricultura, e agora com esta guerra [na Ucr\u00e2nia] \u00e9 fundamental termos, pelo menos, a alimenta\u00e7\u00e3o humana assegurada. E, hoje, posso dar quase como garantia que a maior parte do arroz e do milho que se produz no Baixo Mondego \u00e9 para alimenta\u00e7\u00e3o humana\u201d, vincou Armindo Valente.<\/p>\n<p class=\"text-paragraph\">J\u00e1 sobre a obra de fomento hidroagr\u00edcola, nomeadamente o abastecimento ao Vale do Pranto (afluente da margem esquerda do Mondego, que corre de sul para norte na fronteira entre os concelhos de Soure e da Figueira da Foz), a associa\u00e7\u00e3o de benefici\u00e1rios promoveu um concurso de 20 milh\u00f5es de euros (que est\u00e1 aberto a propostas at\u00e9 ao in\u00edcio de dezembro), para a constru\u00e7\u00e3o de um novo adutor com 10 quil\u00f3metros de extens\u00e3o.<\/p>\n<p class=\"text-paragraph\">A interven\u00e7\u00e3o, que Armindo Valente admitiu ser \u201chist\u00f3rica\u201d, ir\u00e1 permitir a rega atrav\u00e9s do adutor \u2013 que receber\u00e1 \u00e1gua do canal da margem esquerda \u2013 ao contr\u00e1rio do que se passa atualmente em que o rio Mondego serve tanto para a rega como para a drenagem dos campos do vale do Pranto.<\/p>\n<p class=\"text-paragraph\">\u201cIsto obriga a que quando se rega toda a gente tem de regar e quando se drenam os campos, toda a gente tem de drenar. As pessoas est\u00e3o sempre dependentes umas das outras\u201d, observou.<\/p>\n<p class=\"text-paragraph\">Notou, ainda a esse prop\u00f3sito, que o vale do Pranto \u2013 onde subsistem, na cultura do arroz, cerca de mil agregados familiares, a tempo inteiro ou \u2018part-time\u2019 &#8211; \u201cest\u00e1 a cotas muito baixas, tem cotas negativas [face ao Mondego]\u201d.<\/p>\n<p class=\"text-paragraph\">\u201cHouve uma altura em que as pessoas, no Baixo Mondego, procuraram muito por terrenos, muitos estavam abandonados, hoje o vale do Pranto est\u00e1 praticamente todo cultivado, mas, se nada for feito, se esta obra n\u00e3o for executada, rapidamente os agricultores come\u00e7am a abandonar aquela zona\u201d, afirmou Armindo Valente.<\/p>\n<p class=\"text-paragraph\">Quanto ao emparcelamento do vale do Pranto, o dirigente associativo revelou que a associa\u00e7\u00e3o de benefici\u00e1rios tem em curso a execu\u00e7\u00e3o de estudos e projetos com aquela finalidade, para se poder candidatar a financiamento para execu\u00e7\u00e3o da obra.<\/p>\n<p class=\"text-paragraph\">\u201cOs agricultores daquela zona est\u00e3o com custos acrescidos em rela\u00e7\u00e3o ao resto do vale [do Mondego] que j\u00e1 tem obra [de emparcelamento]. Os agricultores do Pranto e n\u00e3o s\u00f3, os de toda a zona que est\u00e1 sem obra [tamb\u00e9m dos vales dos rios Arunca e Ega] t\u00eam sido prejudicados, porque os custos de produ\u00e7\u00e3o s\u00e3o muito maiores do que na zona de obra\u201d, enfatizou.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>A constru\u00e7\u00e3o de mais uma barragem a montante da Aguieira, necess\u00e1ria para guardar \u00e1gua do rio Mondego no inverno para poder ser utilizada no ver\u00e3o, \u00e9 reivindicada pelos agricultores daquela zona e \u201cnecess\u00e1ria\u201d face \u00e0 seca.<\/p>\n","protected":false},"author":1,"featured_media":233112,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"_acf_changed":false,"footnotes":""},"categories":[31,215],"tags":[2358,3029,11087,7085,1000],"class_list":["post-251013","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","category-geral","category-montemor-o-velho","tag-agricultores","tag-agua","tag-armazenamento","tag-barragem","tag-construcao"],"acf":[],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/critecnow.com\/diariobeiras\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/251013","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/critecnow.com\/diariobeiras\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/critecnow.com\/diariobeiras\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/critecnow.com\/diariobeiras\/wp-json\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/critecnow.com\/diariobeiras\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=251013"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/critecnow.com\/diariobeiras\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/251013\/revisions"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/critecnow.com\/diariobeiras\/wp-json\/"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/critecnow.com\/diariobeiras\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=251013"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/critecnow.com\/diariobeiras\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=251013"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/critecnow.com\/diariobeiras\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=251013"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}