{"id":251692,"date":"2022-12-10T10:25:21","date_gmt":"2022-12-10T10:25:21","guid":{"rendered":"https:\/\/www.asbeiras.pt\/?p=251692"},"modified":"2022-12-10T10:25:21","modified_gmt":"2022-12-10T10:25:21","slug":"medicina-interna-considera-inoportuno-criar-especialidade-de-urgencia","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/critecnow.com\/diariobeiras\/medicina-interna-considera-inoportuno-criar-especialidade-de-urgencia\/","title":{"rendered":"Medicina interna considera inoportuno criar especialidade de urg\u00eancia"},"content":{"rendered":"<div id=\"txt\">\n<p><a href=\"https:\/\/www.asbeiras.pt\/2022\/12\/medicina-interna-considera-inoportuno-criar-especialidade-de-urgencia\/35554-professora-lelita-santos\/\" rel=\"attachment wp-att-251693\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"aligncenter wp-image-251693 size-medium\" src=\"https:\/\/www.asbeiras.pt\/wp-content\/uploads\/2022\/12\/35554-professora-lelita-santos-300x200.jpg\" alt=\"\" width=\"300\" height=\"200\" \/><\/a><\/p>\n<p>A presidente da<strong> Sociedade Portuguesa de Medicina Interna<\/strong> (SPMI) considerou hoje <strong>inoportuna<\/strong> a cria\u00e7\u00e3o da especialidade de medicina de <strong>urg\u00eancia<\/strong> proposta pelos diretores de urg\u00eancia, que vai ser <strong>votada<\/strong> na segunda-feira na Assembleia de Representantes da Ordem dos M\u00e9dicos.<\/p>\n<p class=\"text-paragraph\">Segundo L\u00e9lita Santos, a SPMI entende que, \u201cneste momento, n\u00e3o \u00e9 oportuno [a cria\u00e7\u00e3o da nova especialidade], e que h\u00e1 outras altera\u00e7\u00f5es e medidas estruturais que devem ser tomadas antes de se analisar a necessidade dessa especialidade\u201d.<\/p>\n<p class=\"text-paragraph\">\u201cPara j\u00e1 n\u00e3o concordamos, e at\u00e9 nos opomos \u00e0 cria\u00e7\u00e3o da nova especialidade. Achamos que primeiro temos de organizar ou reorganizar o Servi\u00e7o Nacional de Sa\u00fade (SNS)\u201d, disse \u00e0 ag\u00eancia Lusa a m\u00e9dica do Centro Hospitalar e Universit\u00e1rio de Coimbra (CHUC).<\/p>\n<p class=\"text-paragraph\">Cinquenta e seis antigos e atuais diretores de servi\u00e7os de urg\u00eancia do pa\u00eds subscreveram um manifesto a defender a cria\u00e7\u00e3o da especialidade de Medicina de Urg\u00eancia, que consideram indispens\u00e1vel face \u00e0s \u201cenormes insufici\u00eancias\u201d da rede hospitalar.<\/p>\n<p class=\"text-paragraph\">\u201cNuma altura em que \u00e9 bem claro para a classe m\u00e9dica, bem como para os cidad\u00e3os, a exist\u00eancia de enormes insufici\u00eancias na entrega de cuidados de urg\u00eancia na nossa rede hospitalar, torna-se indispens\u00e1vel dar este passo real na prossecu\u00e7\u00e3o da melhoria desses cuidados\u201d, refere o documento a que a ag\u00eancia Lusa teve acesso.<\/p>\n<p class=\"text-paragraph\">Os signat\u00e1rios lembram que esta \u00e9 uma especialidade com mais de 50 anos \u201cpresente na esmagadora maioria dos pa\u00edses da Europa, nos quais constitui um dos pilares fundamentais dos cuidados m\u00e9dicos\u201d, mas que s\u00f3 agora os m\u00e9dicos portugueses \u201cv\u00e3o decidir da bondade da sua cria\u00e7\u00e3o\u201d.<\/p>\n<p class=\"text-paragraph\">Antes de se avan\u00e7ar para a cria\u00e7\u00e3o desta especialidade, a especialista\u00a0L\u00e9lita\u00a0Santos preconiza uma reorganiza\u00e7\u00e3o do SNS a come\u00e7ar pelos cuidados de sa\u00fade prim\u00e1rios, que evitaria cerca de 40% de falsas urg\u00eancias nos hospitais gerais.<\/p>\n<p class=\"text-paragraph\">\u201cA n\u00edvel dos cuidados prim\u00e1rios h\u00e1 pouca resposta para os doentes pouco urgentes, menos complexos, que v\u00eam aos servi\u00e7os de urg\u00eancia porque n\u00e3o t\u00eam m\u00e9dicos nos cuidados prim\u00e1rios, onde se regista falta de m\u00e9dicos e de tempos\u201d, disse.<\/p>\n<p class=\"text-paragraph\">A presidente da SPMI defende que os centros de sa\u00fade deviam abertos mais tempo, \u201cqui\u00e7\u00e1 as 24:00, com alguns meios complementares de diagn\u00f3stico para terem possibilidade de fazer uma radiografia ao t\u00f3rax, eletrocardiograma e an\u00e1lises b\u00e1sicas nos casos necess\u00e1rios\u201d.<\/p>\n<p class=\"text-paragraph\">Com abertura mais alargada dos centros de sa\u00fade, L\u00e9lita Santos considera que, \u201cem parte\u201d, se resolvia os enormes picos de aflu\u00eancia que se tem verificado nas urg\u00eancias dos hospitais.<\/p>\n<p class=\"text-paragraph\">\u201cSe 40% das entradas para a urg\u00eancia s\u00e3o doentes que poderiam ser tratados realmente nos cuidados prim\u00e1rios, muito melhor, com mais sossego, j\u00e1 n\u00e3o vinham parar \u00e0 urg\u00eancia e t\u00ednhamos tempo para tratar situa\u00e7\u00f5es muito complexas ou agudas e que precisam de internamento ou de tratamento ou observa\u00e7\u00e3o com outros meios\u201d, sustenta.<\/p>\n<p class=\"text-paragraph\">A presidente da SPMI sublinha ainda que s\u00e3o precisas \u201cmais pessoas, nomeadamente internistas e o apoio de outras especialidades\u201d nos servi\u00e7os de urg\u00eancia dos hospitais, al\u00e9m de uma melhor assist\u00eancia aos doentes que est\u00e3o nas enfermarias para serem tratados mais rapidamente.<\/p>\n<p class=\"text-paragraph\">A especialista refere tamb\u00e9m que \u00e9 necess\u00e1rio melhorar a articula\u00e7\u00e3o para que os doentes internados e que precisam de apoio social em unidades de convalescen\u00e7a, de perman\u00eancia de m\u00e9dia ou longa dura\u00e7\u00e3o, possam ser rapidamente colocados para libertar vagas nas unidades de internamento.<\/p>\n<p class=\"text-paragraph\">Questionada sobre a falta de m\u00e9dicos no SNS, L\u00e9lita Santos salientou que aqueles profissionais \u201cn\u00e3o se sentem acolhidos e deixam vagas abertas porque preferem outras alternativas\u201d mais vantajosas.<\/p>\n<p class=\"text-paragraph\">\u201cO que falta s\u00e3o boas condi\u00e7\u00f5es de trabalho e melhor remunera\u00e7\u00e3o\u201d, sublinhou a m\u00e9dica, frisando que \u00e9 \u201cpreciso mais gente e melhor acolhida, porque as condi\u00e7\u00f5es de trabalho s\u00e3o muito importantes, nomeadamente para os internos\u201d.<\/p>\n<p class=\"text-paragraph\">A presidente da SPMI admitiu ainda que, no sul do pa\u00eds, sobretudo em Lisboa e Vale do Tejo, o encaminhamento de doentes por parte do Centro de Orienta\u00e7\u00e3o de Doentes Urgentes possa n\u00e3o estar \u201ct\u00e3o bem distribu\u00eddo\u201d e que o minist\u00e9rio deveria analisar a situa\u00e7\u00e3o para ver se \u00e9 \u201cposs\u00edvel fazer melhor\u201d.<\/p>\n<p class=\"text-paragraph\">Relativamente \u00e0s outras zonas do pa\u00eds, L\u00e9lita Santos disse que essa situa\u00e7\u00e3o n\u00e3o se verifica.<\/p>\n<\/div>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>A presidente da Sociedade 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