{"id":253222,"date":"2022-12-29T15:47:59","date_gmt":"2022-12-29T15:47:59","guid":{"rendered":"https:\/\/www.asbeiras.pt\/?p=253222"},"modified":"2022-12-29T15:47:59","modified_gmt":"2022-12-29T15:47:59","slug":"opiniao-a-astronomia-e-a-origem-do-tempo","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/critecnow.com\/diariobeiras\/opiniao-a-astronomia-e-a-origem-do-tempo\/","title":{"rendered":"Opini\u00e3o: A astronomia e a origem do tempo"},"content":{"rendered":"<p><a href=\"https:\/\/www.asbeiras.pt\/wp-content\/uploads\/2022\/11\/PEDRO-LACERDA-CRUZ.jpg\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"alignnone wp-image-250338 size-full\" src=\"https:\/\/www.asbeiras.pt\/wp-content\/uploads\/2022\/11\/PEDRO-LACERDA-CRUZ.jpg\" alt=\"\" width=\"1200\" height=\"628\" \/><\/a><\/p>\n<p>Acabados de virar o ano vem a calhar falar do tempo, que contamos e medimos com crit\u00e9rios intimamente ligados aos astros. Os ritmos e padr\u00f5es da sociedade t\u00eam origem nos movimentos da Terra e da Lua, de modo por vezes \u00f3bvio (dia e noite), mas nem sempre (m\u00eas), e em certos casos duvidoso (semana).<br \/>\nOra o mais antigo ritmo a influenciar a humanidade \u00e9 o do Sol, que uma vez por dia percorre o c\u00e9u de nascente a poente. Este movimento \u00e9 aparente. Na realidade resulta da rota\u00e7\u00e3o da Terra sobre si mesma \u2013 como quem gira numa cadeira rotativa em frente a uma janela e v\u00ea a mesma aparecer num lado do campo de vis\u00e3o e desaparecer do outro a cada rota\u00e7\u00e3o. A\u00ed est\u00e1: a dura\u00e7\u00e3o do dia, que gere os tempos em que acordamos e tomamos o pequeno-almo\u00e7o, em que seguimos para as nossas rotinas di\u00e1rias, at\u00e9 \u00e0 altura de ir dormir outra vez, \u00e9 o que \u00e9 devido \u00e0 rapidez de rota\u00e7\u00e3o da Terra.<br \/>\nUm ano \u00e9 o tempo que a Terra demora a percorrer a sua \u00f3rbita em torno do Sol. D\u00e1-se o caso de a Terra rodar 365 1\/4 vezes sobre si pr\u00f3pria ao longo da \u00f3rbita, o que nos d\u00e1 365 dias por ano, mais uns p\u00f3zinhos que s\u00e3o corrigidos em anos bissextos. J\u00e1 agora, V\u00e9nus demora s\u00f3 225 dias a completar a sua \u00f3rbita por estar mais perto do Sol, e Marte demora 687 dias por estar mais longe. Ou seja: a dura\u00e7\u00e3o do ano, que orquestra os nossos ciclos de trabalho e f\u00e9rias, o ritmo de celebra\u00e7\u00f5es tais como o Natal ou as festas das aldeias, e o n\u00famero a que chamamos a nossa idade, \u00e9-nos imposta pela dist\u00e2ncia do Sol \u00e0 Terra.<br \/>\nVisto do Sol, a Lua completa a sua \u00f3rbita em torno da Terra a cada 29 1\/2 dias. Esse \u00e9 o tempo entre duas luas cheias, que cabe pouco mais de 12 vezes num ano. E da\u00ed a dura\u00e7\u00e3o do m\u00eas. Embora os 12 meses se tenham tornado dominantes, ao longo da hist\u00f3ria houve quem seguisse calend\u00e1rios puramente lunares que inclu\u00edam ocasionalmente um 13\u00ba m\u00eas para acerto. Assim, a periodicidade com que recebemos o nosso vencimento e pagamos os nossos consumos resulta do sistema Lua-Terra-Sol.<br \/>\nA origem dos sete dias da semana \u00e9 mais incerta. Embora quatro semanas caibam aproximadamente num m\u00eas lunar, o n\u00famero 7 poder\u00e1 ter outra origem nos astros, nomeadamente no n\u00famero t\u00edpico de estrelas das constela\u00e7\u00f5es mais salientes no c\u00e9u, tais como a Ursa Maior ou as Pleiades. Assim, um dos ritmos mais antigos e relevantes para a nossa vida, que nos traz o t\u00e3o aguardado fim-de-semana, continua a ser alvo de estudo pelos historiadores da ci\u00eancia.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Pedro Lacerda<\/p>\n","protected":false},"author":1,"featured_media":250338,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"_acf_changed":false,"footnotes":""},"categories":[31,5],"tags":[100,10908],"class_list":["post-253222","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","category-geral","category-opiniao","tag-opiniao","tag-pedro-lacerda-cruz"],"acf":[],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/critecnow.com\/diariobeiras\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/253222","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/critecnow.com\/diariobeiras\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/critecnow.com\/diariobeiras\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/critecnow.com\/diariobeiras\/wp-json\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/critecnow.com\/diariobeiras\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=253222"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/critecnow.com\/diariobeiras\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/253222\/revisions"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/critecnow.com\/diariobeiras\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=253222"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/critecnow.com\/diariobeiras\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=253222"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/critecnow.com\/diariobeiras\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=253222"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}