{"id":253406,"date":"2022-12-31T12:49:06","date_gmt":"2022-12-31T12:49:06","guid":{"rendered":"https:\/\/www.asbeiras.pt\/?p=253406"},"modified":"2022-12-31T12:49:06","modified_gmt":"2022-12-31T12:49:06","slug":"opiniao-prestacoes-sociais","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/critecnow.com\/diariobeiras\/opiniao-prestacoes-sociais\/","title":{"rendered":"Opini\u00e3o: Presta\u00e7\u00f5es sociais"},"content":{"rendered":"<p><a href=\"https:\/\/www.asbeiras.pt\/wp-content\/uploads\/2020\/12\/DIOGO-CABRITA-opi.jpg\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"alignnone wp-image-207228 size-full\" src=\"https:\/\/www.asbeiras.pt\/wp-content\/uploads\/2020\/12\/DIOGO-CABRITA-opi.jpg\" alt=\"\" width=\"1200\" height=\"628\" \/><\/a><\/p>\n<p>Os dados sobre a pobreza em Portugal s\u00e3o demolidores e devem-se sobretudo a duas d\u00e9cadas de incompet\u00eancia governativa. https:\/\/www.pordata.pt\/portugal\/taxa+de+risco+de+pobreza+antes+e+apos+transferencias+sociais-2399-183339<br \/>\nAntes das transfer\u00eancias sociais 43% das fam\u00edlias portuguesas s\u00e3o pobres. Depois dos apoios sociais s\u00e3o 23%. O que d\u00f3i nestes n\u00fameros \u00e9 que a maioria destas fam\u00edlias trabalha. Hoje 23 de Dezembro pelas 11h e 45\u2019 estive a ouvir um programa da Antena 1 em que Raquel Varela teve uma presta\u00e7\u00e3o intoc\u00e1vel, curta, precisa, concisa, assertiva. Em 1994 era muito diferente para melhor. Ou seja, desde que pagamos mais impostos (subida do IVA, escal\u00f5es brutais de IRS, IRC dos mais excessivos da europa, cri\u00e1mos taxas acopladas a pagamentos, subimos o IMI, Imposto sobre Circula\u00e7\u00e3o autom\u00f3vel, pagamentos \u00e0s Entidades Reguladoras, etc) congelaram os sal\u00e1rios, afogaram a classe m\u00e9dia, perdemos milhares de camas no SNS, temos pior justi\u00e7a, ou seja, desde ent\u00e3o que vivemos muito pior.<br \/>\nH\u00e1 portugueses em sofrimento real, sem aquecimento da habita\u00e7\u00e3o, sem obras de benefic\u00eancia da habita\u00e7\u00e3o, sem uma \u00fanica visita a um dentista. H\u00e1 milhares a recorrer a ajudas alimentares. Mas n\u00e3o h\u00e1 dinheiro? Mas n\u00e3o h\u00e1 capacidade financeira para vivermos todos melhor? Claro que sim. Houve lucros importantes da cobran\u00e7a de impostos devido \u00e0 infla\u00e7\u00e3o. Houve fim de gastos com as medidas pand\u00e9micas. H\u00e1 um PRR a insuflar vontades governativas. O que Portugal tem que o consome e destr\u00f3i \u00e9 uma d\u00edvida externa colossal que urge abater. Portugal carece de uma solu\u00e7\u00e3o energ\u00e9tica que pode e deve ser discutida de modo aberto e p\u00fablico. Carecemos de uma op\u00e7\u00e3o pela \u00e1gua, uma pol\u00edtica de gest\u00e3o da \u00e1gua e talvez de dessaliniza\u00e7\u00e3o. O que n\u00e3o precisamos \u00e9 de mais estruturas p\u00fablicas que impe\u00e7am a prioridade \u2013 reduzir a d\u00edvida. Depois de reduzir a d\u00edvida temos de avan\u00e7ar com a reforma administrativa e reduzir o n\u00famero de munic\u00edpios, mais que a demagogia que sempre fala nos deputados. Portugal precisa de ser governado e isso significa ter um foco nas pessoas, ter uma estrat\u00e9gia de melhoria de vida, ter uma pol\u00edtica p\u00fablica de colocar dinheiro nas m\u00e3os dos cidad\u00e3os. As presta\u00e7\u00f5es sociais s\u00e3o um penso para que todos tenhamos esta ferida social menos sangrante, menos dolorosa.<br \/>\nNum pa\u00eds ideal todos trabalham, todos recebem com dignidade, todos t\u00eam fun\u00e7\u00f5es adequadas \u00e0s suas capacidades. N\u00e3o somos todos iguais e nem todos produzimos com a mesma efici\u00eancia, mas todos podemos ser necess\u00e1rios. O problema \u00e9 que o ideal \u00e9 id\u00edlico, \u00e9 ut\u00f3pico e temos de nos ficar pelo melhor ganho para todos. A pobreza \u00e9 uma chaga que n\u00e3o beneficia ningu\u00e9m, mas nas pol\u00edticas de redu\u00e7\u00e3o desta n\u00e3o pode haver contradi\u00e7\u00f5es, falta de transpar\u00eancia e sobretudo tem de haver combate duro \u00e0 fraude. Os lucros excessivos da pandemia, como os excessivos das energias, da banca e das farmac\u00eauticas devem ser um contributo essencial \u00e0 redu\u00e7\u00e3o da pobreza tamb\u00e9m.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Diogo Cabrita<\/p>\n","protected":false},"author":1,"featured_media":207228,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"_acf_changed":false,"footnotes":""},"categories":[31,5],"tags":[548,100],"class_list":["post-253406","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","category-geral","category-opiniao","tag-diogo-cabrita","tag-opiniao"],"acf":[],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/critecnow.com\/diariobeiras\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/253406","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/critecnow.com\/diariobeiras\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/critecnow.com\/diariobeiras\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/critecnow.com\/diariobeiras\/wp-json\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/critecnow.com\/diariobeiras\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=253406"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/critecnow.com\/diariobeiras\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/253406\/revisions"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/critecnow.com\/diariobeiras\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=253406"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/critecnow.com\/diariobeiras\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=253406"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/critecnow.com\/diariobeiras\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=253406"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}