{"id":254147,"date":"2023-01-09T09:52:56","date_gmt":"2023-01-09T09:52:56","guid":{"rendered":"https:\/\/www.asbeiras.pt\/?p=254147"},"modified":"2023-01-09T09:52:56","modified_gmt":"2023-01-09T09:52:56","slug":"opiniao-ano-novo-vida-nova-2","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/critecnow.com\/diariobeiras\/opiniao-ano-novo-vida-nova-2\/","title":{"rendered":"Opini\u00e3o: Ano Novo. Vida Nova?"},"content":{"rendered":"<p>&nbsp;<\/p>\n<p><a href=\"https:\/\/www.asbeiras.pt\/wp-content\/uploads\/2023\/01\/Christophe-Coimbra-opi-1.jpg\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"alignnone size-full wp-image-254149\" src=\"https:\/\/www.asbeiras.pt\/wp-content\/uploads\/2023\/01\/Christophe-Coimbra-opi-1.jpg\" alt=\"\" width=\"1200\" height=\"628\" srcset=\"https:\/\/critecnow.com\/diariobeiras\/wp-content\/uploads\/2023\/01\/Christophe-Coimbra-opi-1.jpg 1200w, https:\/\/critecnow.com\/diariobeiras\/wp-content\/uploads\/2023\/01\/Christophe-Coimbra-opi-1-300x157.jpg 300w, https:\/\/critecnow.com\/diariobeiras\/wp-content\/uploads\/2023\/01\/Christophe-Coimbra-opi-1-1024x536.jpg 1024w, https:\/\/critecnow.com\/diariobeiras\/wp-content\/uploads\/2023\/01\/Christophe-Coimbra-opi-1-768x402.jpg 768w, https:\/\/critecnow.com\/diariobeiras\/wp-content\/uploads\/2023\/01\/Christophe-Coimbra-opi-1-600x314.jpg 600w\" sizes=\"auto, (max-width: 1200px) 100vw, 1200px\" \/><\/a><\/p>\n<p>O ditado popular \u00e9 antigo e certamente usado pela maioria de n\u00f3s. Quando \u00e0 meia-noite do dia 01 de Janeiro um novo ciclo se inicia, todos n\u00f3s colocamos nas nossas 12 passas os desejos de uma nova e melhor vida. Se na passagem de ano para 2022 um dos desejos mais pedidos foi certamente o t\u00e9rmino de uma maldita pandemia, este ano t\u00ea-lo-\u00e1 sido certamente o desejo de que um acto divino possa colocar t\u00e9rmino a uma est\u00fapida guerra que decorre na Europa com impacto a n\u00edvel Mundial. E se este desejo consumiu uma das 12 passas, que desejos ter\u00e3o levado as 11 sobrantes? Dependendo de cada um e o que cada um de n\u00f3s mais anseia, obviamente que a diversidade de desejos pedidos ao \u201cTodo Poderoso\u201d ter\u00e1 sido enorme, mas face ao que vivemos actualmente, acredito que em Portugal uma delas possa ter sido destinada a uma gen\u00e9rica melhoria das condi\u00e7\u00f5es de vida.<br \/>\nEste novo ano tr\u00e1s com ele um aumento do sal\u00e1rio m\u00ednimo nacional, bem como a perspectiva de que os restantes sal\u00e1rios possam sofrer actualiza\u00e7\u00e3o. Os dados mais recentes sobre a infla\u00e7\u00e3o d\u00e3o nota de um ligeiro abrandamento apesar de se manter a n\u00edveis m\u00e1ximos dos \u00faltimos 30 anos. Os dados relativos ao desempenho da economia do nosso pa\u00eds parecem permanecer no terreno positivo, ainda que de forma cada vez mais t\u00e9nue. \u00c0 escala mundial, as not\u00edcias mais recentes apontam para um abrandamento generalizado dos pre\u00e7os das mat\u00e9rias-primas. O \u00edndice Dow Jones, que agrupa as principais mat\u00e9rias-primas (energia, alimentos, metais, entre outros), mostra uma descida de cerca de 7% dos pre\u00e7os, consequ\u00eancia do abrandamento econ\u00f3mico e de diminui\u00e7\u00e3o da procura. Isto depois de ter chegado aos 15% nas primeiras semanas ap\u00f3s o in\u00edcio da guerra. No sector alimentar, que t\u00e3o importante \u00e9 para todos n\u00f3s, segundo a Organiza\u00e7\u00e3o das Na\u00e7\u00f5es Unidas para a Alimenta\u00e7\u00e3o e a Agricultura (FAO) a cota\u00e7\u00e3o dos alimentos tem seguido a mesma tend\u00eancia, mostrando uma queda consecutiva nos \u00faltimos nove meses, tendo fechado Dezembro em n\u00edveis pr\u00e9-guerra. Estas s\u00e3o not\u00edcias que nos trazem algum \u00e2nimo. Do ponto de vista do consumidor parece haver condi\u00e7\u00f5es para perspectivar uma \u201cnormaliza\u00e7\u00e3o\u201d dos pre\u00e7os. A realidade ser\u00e1 tamb\u00e9m assim?<br \/>\nNa economia real, que \u00e9 aquela que verdadeiramente interessa &#8211; e em particular no sector alimentar que \u00e9 onde me incluo profissionalmente &#8211; o que posso retratar fica ainda muito longe deste desej\u00e1vel horizonte \u201cnormal\u201d. Consequ\u00eancia do aumento dos custos de m\u00e3o-de-obra, na minha realidade o que me tem chegado s\u00e3o, por parte da cadeia de fornecimento, novas tabelas de pre\u00e7os a entrar em vigor no imediato e em que a tend\u00eancia \u00e9 un\u00e2nime: aumento de pre\u00e7os. A consequ\u00eancia na nossa opera\u00e7\u00e3o \u00e9 natural e para o curto prazo. Com margens que actualmente j\u00e1 ficam aqu\u00e9m do desej\u00e1vel por consequ\u00eancia de um 2022 com constantes encurtamentos das mesmas, o reflexo ser\u00e1 inevitavelmente suportado pelo consumidor final. O Ano Novo Vida Nova para j\u00e1 parece ser mais Ano Novo Velhos H\u00e1bitos, pelo menos no arranque deste novo ano. Que o passar dos meses nos consiga trazer para a economia real o que aparentemente para j\u00e1 s\u00f3 existe na economia dos estudos promovidos pelos diversos organismos nacionais e internacionais e que o aumento dos sal\u00e1rios possa significar efectivamente um aumento no poder de compra e consecutivamente na melhoria das condi\u00e7\u00f5es de vida de todos os Portugueses.<br \/>\nA prop\u00f3sito. Dados os elevados pre\u00e7os, ter\u00e1 o nosso Primeiro-Ministro abdicado das suas passas na passagem do ano? E tal estar\u00e1 a ter como consequ\u00eancia o desgoverno que tem marcado a governa\u00e7\u00e3o desta maioria absoluta? \u00c9 que a confian\u00e7a nos pol\u00edticos &#8211; e em particular em quem nos governa &#8211; \u00e9 um ponto fundamental para que o Pa\u00eds se recupere. Dr. Ant\u00f3nio Costa, acho que ainda vai a tempo de consumir as suas passas e pedir os seus desejos. Sugiro que numa delas coloque orienta\u00e7\u00e3o. E se poss\u00edvel noutra coloque respeito por todos os que ainda acreditam na pol\u00edtica portuguesa.<br \/>\n*Por decis\u00e3o pessoal, o autor do texto n\u00e3o escreve segundo o novo Acordo Ortogr\u00e1fico.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Christophe Coimbra<br \/>\nGerente da empresa Frisalgados, Lda<\/p>\n","protected":false},"author":8,"featured_media":254149,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"_acf_changed":false,"footnotes":""},"categories":[31,5],"tags":[114,594,595,30,596,597],"class_list":["post-254147","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","category-geral","category-opiniao","tag-ano-novo","tag-christophe-coimbra","tag-desejos","tag-economia","tag-inflacao","tag-precos"],"acf":[],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/critecnow.com\/diariobeiras\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/254147","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/critecnow.com\/diariobeiras\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/critecnow.com\/diariobeiras\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/critecnow.com\/diariobeiras\/wp-json\/wp\/v2\/users\/8"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/critecnow.com\/diariobeiras\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=254147"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/critecnow.com\/diariobeiras\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/254147\/revisions"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/critecnow.com\/diariobeiras\/wp-json\/wp\/v2\/media\/254149"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/critecnow.com\/diariobeiras\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=254147"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/critecnow.com\/diariobeiras\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=254147"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/critecnow.com\/diariobeiras\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=254147"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}