{"id":255296,"date":"2023-01-23T10:27:02","date_gmt":"2023-01-23T10:27:02","guid":{"rendered":"https:\/\/www.asbeiras.pt\/?p=255296"},"modified":"2023-01-23T10:27:02","modified_gmt":"2023-01-23T10:27:02","slug":"opiniao-2023-whats-next","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/critecnow.com\/diariobeiras\/opiniao-2023-whats-next\/","title":{"rendered":"Opini\u00e3o: 2023: what\u2019s next?"},"content":{"rendered":"<p><a href=\"https:\/\/www.asbeiras.pt\/wp-content\/uploads\/2023\/01\/JORGE-PIMENTA-opi.jpg\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"alignnone wp-image-255305 size-full\" src=\"https:\/\/www.asbeiras.pt\/wp-content\/uploads\/2023\/01\/JORGE-PIMENTA-opi.jpg\" alt=\"\" width=\"1200\" height=\"628\" srcset=\"https:\/\/critecnow.com\/diariobeiras\/wp-content\/uploads\/2023\/01\/JORGE-PIMENTA-opi.jpg 1200w, https:\/\/critecnow.com\/diariobeiras\/wp-content\/uploads\/2023\/01\/JORGE-PIMENTA-opi-300x157.jpg 300w, https:\/\/critecnow.com\/diariobeiras\/wp-content\/uploads\/2023\/01\/JORGE-PIMENTA-opi-1024x536.jpg 1024w, https:\/\/critecnow.com\/diariobeiras\/wp-content\/uploads\/2023\/01\/JORGE-PIMENTA-opi-768x402.jpg 768w, https:\/\/critecnow.com\/diariobeiras\/wp-content\/uploads\/2023\/01\/JORGE-PIMENTA-opi-600x314.jpg 600w\" sizes=\"auto, (max-width: 1200px) 100vw, 1200px\" \/><\/a><\/p>\n<p>Muda a folha do calend\u00e1rio e entramos em 2023. O entusiasmo parece desvanecer pois fruto dos efeitos da pandemia, guerra na Ucr\u00e2nia e recess\u00e3o, os \u00faltimos tr\u00eas anos foram alguns dos mais dif\u00edceis da hist\u00f3ria recente. Na esfera das empresas n\u00e3o foi muito diferente: nos primeiros meses da pandemia, assistimos a despedimentos e mudan\u00e7as em massa. Os trabalhadores, com a mudan\u00e7a para o paradigma de teletrabalho, procuraram novos empregos que garantissem uma melhor qualidade de vida. O fen\u00f3meno atingiu propor\u00e7\u00f5es significativas e ganhou um nome: Great Resignation. J\u00e1 em 2022, assistimos a um novo fen\u00f3meno designado por Quiet Quitting, uma atitude em que os trabalhadores procuram cumprir apenas o m\u00ednimo que era esperado, recusando-se a trabalhar em diferentes projetos ou a ter mais responsabilidades.<br \/>\n2023 arrancou marcado por crescentes tens\u00f5es no sentido de encontrar o equil\u00edbrio saud\u00e1vel entre a vida familiar, pessoal e laboral. \u00c9 um exerc\u00edcio complexo e fr\u00e1gil: as condi\u00e7\u00f5es de partida s\u00e3o diferentes para unidades industriais ou prestadores de servi\u00e7os digitais. Mas, em ambos os casos assistimos a um outro conflito que h\u00e1 muito se trava e que se tem intensificado nos \u00faltimos anos: \u201ca guerra do talento\u201d. A escassez de profissionais qualificados \u00e9 um dos maiores desafios ao crescimento econ\u00f3mico do nosso pa\u00eds. Consequentemente, os esfor\u00e7os de gestores\/empres\u00e1rios ter\u00e3o de concentrar-se nas estrat\u00e9gias de atra\u00e7\u00e3o e reten\u00e7\u00e3o de talento, ao mesmo tempo que tentar\u00e3o navegar a incerteza que se antev\u00ea.<br \/>\nO ano passado recordou-nos uma li\u00e7\u00e3o t\u00e3o b\u00e1sica quanto essencial: os recursos humanos s\u00e3o a for\u00e7a das empresas. As empresas necessitam, mais do que nunca, de trabalhadores capazes de enfrentar desafios complexos com a adaptabilidade que os novos tempos exigem. Se os profissionais sentem que as organiza\u00e7\u00f5es n\u00e3o respondem \u00e0s suas necessidades nem mostram disponibilidade para as ouvir, o descontentamento pode tomar conta e gerar as demiss\u00f5es e a instabilidade que corroem as hip\u00f3teses de sucesso da qualquer empresa.<br \/>\nComo respostas, olho com um foco particular para o refor\u00e7o da cultura e o envolvimento das equipas na defini\u00e7\u00e3o dos objetivos e metas. As empresas t\u00eam de fazer mudan\u00e7as que coloquem um \u00eanfase verdadeiro na diversidade, equidade e inclus\u00e3o. Considero este passo decisivo para \u201couvir\u201d melhor o que as diferentes sensibilidades existentes nas equipas t\u00eam para dizer.<br \/>\nCitando uma famosa passagem: \u201cAssim, fixamos os olhos, n\u00e3o naquilo que se v\u00ea, mas no que n\u00e3o se v\u00ea, pois o que se v\u00ea \u00e9 transit\u00f3rio (&#8230;)\u201d. \u00c9 critico que cada gestor (re)fa\u00e7a o exerc\u00edcio de entender o que verdadeiramente representa uma empresa, os valores que a norteiam e o prop\u00f3sito com o qual as pessoas se possam identificar. O mundo \u00e9 cada vez menos cinzento e as empresas n\u00e3o se podem fechar em conselhos de administra\u00e7\u00e3o ermitas ou consultores \u201cde cat\u00e1logo\u201d. A diversidade de pensamento, a capacidade de ouvir e decidir tendo os olhos na mudan\u00e7a exterior, ditar\u00e3o os desafios de gest\u00e3o para os meses que se avizinham.<br \/>\nReitero o que escrevi neste jornal no in\u00edcio do ano passado: a inova\u00e7\u00e3o no contexto empresarial passar\u00e1 pelos temas da Transi\u00e7\u00e3o Tecnol\u00f3gica; Sustentabilidade e Transforma\u00e7\u00e3o da Experi\u00eancia do Cliente. A incerteza continuar\u00e1 \u201ccerta\u201d, mas h\u00e1 raz\u00f5es de sobra para olharmos para 2023 com otimismo. Num pr\u00f3ximo artigo abordarei as principais tend\u00eancias e mudan\u00e7as tecnol\u00f3gicas para este ano, mas n\u00e3o resisto a formular j\u00e1 uma previs\u00e3o: aposto que uma das palavras do ano ser\u00e1 recriar.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Jorge Pimenta<\/p>\n","protected":false},"author":8,"featured_media":255305,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"_acf_changed":false,"footnotes":""},"categories":[31,5],"tags":[1304,100],"class_list":["post-255296","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","category-geral","category-opiniao","tag-jorge-pimenta","tag-opiniao"],"acf":[],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/critecnow.com\/diariobeiras\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/255296","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/critecnow.com\/diariobeiras\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/critecnow.com\/diariobeiras\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/critecnow.com\/diariobeiras\/wp-json\/wp\/v2\/users\/8"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/critecnow.com\/diariobeiras\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=255296"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/critecnow.com\/diariobeiras\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/255296\/revisions"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/critecnow.com\/diariobeiras\/wp-json\/wp\/v2\/media\/255305"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/critecnow.com\/diariobeiras\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=255296"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/critecnow.com\/diariobeiras\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=255296"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/critecnow.com\/diariobeiras\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=255296"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}