{"id":255573,"date":"2023-01-26T10:46:18","date_gmt":"2023-01-26T10:46:18","guid":{"rendered":"https:\/\/www.asbeiras.pt\/?p=255573"},"modified":"2023-01-26T10:46:18","modified_gmt":"2023-01-26T10:46:18","slug":"amilcar-falcao-pela-primeira-vez-na-historia-da-universidade-a-execucao-orcamental-ultrapassou-os-200-milhoes-de-euros","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/critecnow.com\/diariobeiras\/amilcar-falcao-pela-primeira-vez-na-historia-da-universidade-a-execucao-orcamental-ultrapassou-os-200-milhoes-de-euros\/","title":{"rendered":"Am\u00edlcar Falc\u00e3o: \u201cPela primeira vez na hist\u00f3ria da Universidade, a execu\u00e7\u00e3o or\u00e7amental ultrapassou os 200 milh\u00f5es de euros\u201d"},"content":{"rendered":"<div id=\"attachment_255575\" style=\"width: 1210px\" class=\"wp-caption alignnone\"><a href=\"https:\/\/www.asbeiras.pt\/wp-content\/uploads\/2023\/01\/01-REITOR.jpg\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" aria-describedby=\"caption-attachment-255575\" class=\"wp-image-255575 size-full\" src=\"https:\/\/www.asbeiras.pt\/wp-content\/uploads\/2023\/01\/01-REITOR.jpg\" alt=\"\" width=\"1200\" height=\"628\" srcset=\"https:\/\/critecnow.com\/diariobeiras\/wp-content\/uploads\/2023\/01\/01-REITOR.jpg 1200w, https:\/\/critecnow.com\/diariobeiras\/wp-content\/uploads\/2023\/01\/01-REITOR-300x157.jpg 300w, https:\/\/critecnow.com\/diariobeiras\/wp-content\/uploads\/2023\/01\/01-REITOR-1024x536.jpg 1024w, https:\/\/critecnow.com\/diariobeiras\/wp-content\/uploads\/2023\/01\/01-REITOR-768x402.jpg 768w, https:\/\/critecnow.com\/diariobeiras\/wp-content\/uploads\/2023\/01\/01-REITOR-600x314.jpg 600w\" sizes=\"auto, (max-width: 1200px) 100vw, 1200px\" \/><\/a><p id=\"caption-attachment-255575\" class=\"wp-caption-text\">DB\/Foto de Pedro Ramos<\/p><\/div>\n<h4>Este primeiro mandato n\u00e3o foi propriamente f\u00e1cil devido \u00e0 pandemia.<\/h4>\n<p>Tomei posse a 1 de mar\u00e7o e pass\u00e1mos a n\u00e3o presencial no dia 9 de mar\u00e7o do ano seguinte.<\/p>\n<h4>De qualquer forma, apanhou a equipa reitoral desprevenida.<\/h4>\n<p>A equipa era toda nova, sem experi\u00eancia na reitoria. E quando se vem para uma equipa reitoral, \u00e9 necess\u00e1rio um tempo. Em novembro, dezembro, eu j\u00e1 tinha percebido que ia haver um problema s\u00e9rio. Como sou da \u00e1rea das Ci\u00eancias da Sa\u00fade, foi simples perceber o que estava a acontecer. J\u00e1 est\u00e1vamos a preparar-nos, nomeadamente para a passagem de ensino presencial para n\u00e3o presencial. Fomos a primeira universidade a faz\u00ea-lo, acompanhados pela Universidade de Lisboa. Foi um trabalho coletivo envolvendo os diretores das org\u00e2nicas, envolvendo especialmente a Faculdade de Medicina, as escolas m\u00e9dicas. Fui-me sempre aconselhando com especialistas. E muito pouco tempo depois coloc\u00e1mos o laborat\u00f3rio de Covid a funcionar para a comunidade acad\u00e9mica e tamb\u00e9m para a sociedade civil. Os dois primeiros anos (2020 e 2021) foram muito dif\u00edceis porque a passagem para uma situa\u00e7\u00e3o n\u00e3o presencial obrigou-nos a um esfor\u00e7o muito grande a n\u00edvel tecnol\u00f3gico. Tamb\u00e9m cri\u00e1mos uma linha de apoio \u00e0 sa\u00fade mental, porque a maior parte das pessoas n\u00e3o lidou especialmente bem com a situa\u00e7\u00e3o. E n\u00f3s t\u00ednhamos que fazer o melhor poss\u00edvel. Entretanto \u2013 ainda a pandemia n\u00e3o acabou oficialmente \u2013, vem a guerra da Ucr\u00e2nia.<\/p>\n<h4>O conflito gerou um novo tipo de problemas?<\/h4>\n<p>Sim. Eu espero que a pandemia n\u00e3o volte, pelo menos com a intensidade que j\u00e1 teve \u2013 embora esta quest\u00e3o da China seja preocupante. Mas n\u00e3o estamos, seguramente, t\u00e3o suscet\u00edveis como est\u00e1vamos no in\u00edcio. E vamos ver como \u00e9 que a guerra evolui. Uma coisa \u00e9 certa: se a guerra acabasse hoje, t\u00ednhamos seguramente efeitos colaterais, pelo menos para dois anos. Por causa das quest\u00f5es financeiras, da altera\u00e7\u00e3o geoestrat\u00e9gica, mesmo do ponto de vista de rela\u00e7\u00f5es na \u00e1rea do ensino superior, da investiga\u00e7\u00e3o, mudou muita coisa e j\u00e1 n\u00e3o voltar\u00e1 para tr\u00e1s nos pr\u00f3ximos largos anos ou d\u00e9cadas. Portanto, estamos numa situa\u00e7\u00e3o completamente diferente.<\/p>\n<h4>Al\u00e9m disso, lidou com perdas que abalaram a academia.<\/h4>\n<p>No meio de tudo isto, tivemos o falecimento de um membro do Conselho Geral muito relevante, do professor Norberto Pires e, depois, uma enorme fatalidade, que foi a perda do presidente da AAC, o Ces\u00e1rio Silva.<\/p>\n<h4>Foi o momento mais dif\u00edcil deste seu mandato?<\/h4>\n<p>Foi. Foi muito problem\u00e1tico. Desde logo, pessoalmente, marcou-me muito porque \u00e9 uma situa\u00e7\u00e3o absolutamente \u00fanica na hist\u00f3ria da universidade. Porque era um jovem de quem eu gostava muito e que a generalidade das pessoas gostava muito. E porque trouxe um problema acrescido sobre todo o impacto da pandemia na sa\u00fade mental dos jovens. De repente, os nossos jovens viram um dos seus falecer e deram-se conta que tamb\u00e9m podiam falecer. Eu vi como muitos jovens estavam destro\u00e7ados \u2013 e alguns ainda est\u00e3o. Tenho contacto com alguns dos mais pr\u00f3ximos do Ces\u00e1rio que nem sequer conseguiram continuar a estudar no ano letivo anterior e este ano tamb\u00e9m alguns desistiram. O impacto foi bastante grande. E para uma pessoa que est\u00e1 no cargo de reitor apanhar com tudo isto e com coisas ins\u00f3litas&#8230; Houve uma s\u00e9rie de situa\u00e7\u00f5es at\u00edpicas que n\u00e3o se deseja a ningu\u00e9m.<\/p>\n<h4>Dizem que \u00e9 um reitor pragm\u00e1tico, preocupado em atingir objetivos. Esse pragmatismo tamb\u00e9m o ajudou nestes quatro anos?<\/h4>\n<p>Sim. Sou uma pessoa emocionalmente est\u00e1vel. Aguento bem as situa\u00e7\u00f5es de stresse. Habituei-me a isso. Naturalmente que n\u00e3o sou imune \u00e0 press\u00e3o, mas nos momentos cr\u00edticos, sou talvez das pessoas que consegue, de forma mais l\u00facida, lidar com os problemas. Portanto, manter a tranquilidade e dar for\u00e7a \u00e0 comunidade acad\u00e9mica quando foi preciso, eu penso que o fiz, justamente porque tenho essa estabilidade, esse tra\u00e7o de personalidade. E porque para mim tamb\u00e9m era muito claro que n\u00e3o pode ser o l\u00edder a vacilar. Tive dias e noites muito dif\u00edceis, mas tinha uma determina\u00e7\u00e3o forte em que a Universidade sa\u00edsse mais forte, mais resistente depois da fase cr\u00edtica da pandemia. Nisso, como na vida, sou sempre pragm\u00e1tico. Ou\u00e7o as pessoas, formo a minha opini\u00e3o. Geralmente, as minhas decis\u00f5es s\u00e3o sempre muito bem informadas, ao contr\u00e1rio do que muitas vezes possa parecer.<\/p>\n<h4>Apesar da pandemia, a sua equipa conseguiu cumprir 85% do programa. Porque \u00e9 que se candidata a um segundo mandato?<\/h4>\n<p>Por motivos bem diferentes, embora a raz\u00e3o seja a mesma porque me candidatei h\u00e1 quatro anos. Da primeira vez que me candidatei, eu era membro da equipa do anterior reitor, era vice-reitor. E foi claro que quem se posicionava tinha ideias bastante diferentes daquelas que eram as do reitor Jo\u00e3o Gabriel Silva. Estando eu na equipa reitoral e tendo eu uma linha de pensamento mais pr\u00f3xima do reitor, foi do meu entendimento que deveria candidatar-me, independentemente do resultado. Nunca pensei em \u201cvou ganhar ou vou perder\u201d. Naquele contexto, era-me irrelevante. O que n\u00e3o me era irrelevante era que um dia algu\u00e9m dissesse que eu era o n.\u00ba 2 da equipa, que devia ter-me disponibilizado para ser reitor e que n\u00e3o o tinha feito por cobardia ou por outra coisa qualquer. N\u00e3o tenho essa personalidade. Tenho um enorme amor pela UC e achei que devia candidatar-me, apesar de saber que, na altura em que eu avancei, a elei\u00e7\u00e3o estava perdida. Estava consciente disso. Candidatei-me, fiz o meu trabalho e acabei por ganhar.<\/p>\n<h4>E desta vez?<\/h4>\n<p>Desta vez tamb\u00e9m \u00e9 um bocadinho assim. Apesar de ter concretizado uma parte importante do programa, ficaram coisas por fazer ou, entretanto, apareceram coisas que eu acho que merecem ter continuidade. Para mim, era mais f\u00e1cil n\u00e3o ser candidato. Porque para quem tem na vida a aspira\u00e7\u00e3o de ser reitor, eu n\u00e3o preciso disso, porque j\u00e1 sou reitor. Um segundo mandato n\u00e3o acrescenta nada na minha vida profissional. Mas se eu n\u00e3o fosse candidato, muito provavelmente as pessoas perguntariam por que motivo \u00e9 que algu\u00e9m que aguentou tudo o que teve que aguentar em quatro anos, agora abandonava a fun\u00e7\u00e3o. Demorei imenso tempo a tomar a decis\u00e3o porque quis ver o que \u00e9 que acontecia. Podiam ter aparecido candidatos interessantes e eu ficar numa posi\u00e7\u00e3o mais tranquila. Como percebi que n\u00e3o havia movimenta\u00e7\u00f5es, acho que n\u00e3o era l\u00f3gico haver um vazio. Portanto, era um dever moral candidatar-me. Hesitei muito porque eu tenho a no\u00e7\u00e3o do que \u00e9 ser reitor e tenho a no\u00e7\u00e3o do que \u00e9 que a\u00ed vem nos pr\u00f3ximos quatro anos. E quatro anos s\u00e3o muito tempo num cargo de reitor.<\/p>\n<h4>Que leitura faz dessa n\u00e3o movimenta\u00e7\u00e3o? De n\u00e3o ter havido mais candidatos?<\/h4>\n<p>Olhe, n\u00e3o fa\u00e7o uma leitura muito positiva, honestamente. A leitura que eu fa\u00e7o \u00e9 que certamente houve pessoas que pensaram em candidatar-se e que tiveram medo de perder. E foi isso que, h\u00e1 quatro anos, eu demostrei que n\u00e3o tinha. Sempre pratiquei desporto e tenho um esp\u00edrito muito aberto em rela\u00e7\u00e3o a estas coisas. Para mim, quando a pessoa se candidata, pode ganhar e pode perder. E quando a pessoa se candidata porque entende que vai ganhar de certeza, ela n\u00e3o ser\u00e1 adequada para o exerc\u00edcio da fun\u00e7\u00e3o de reitor. Portanto, acho que o que aconteceu n\u00e3o \u00e9 um bom sinal.<\/p>\n<h4>Em rela\u00e7\u00e3o ao seu programa, disse que ser\u00e1 de continuidade, mas que ter\u00e1 novos vetores. Pode concretizar?<\/h4>\n<p>S\u00e3o desafios novos. Eu creio que Portugal j\u00e1 era pequeno para a Universidade de Coimbra. Ainda \u00e9 mais pequeno agora. N\u00f3s, felizmente, desenvolvemos tecnologia para nos tornarmos cada vez mais internacionais \u2013 esse \u00e9 um vetor da internacionaliza\u00e7\u00e3o, que temos que aprofundar mais. E temos que ser mais fortes na investiga\u00e7\u00e3o do que somos, embora j\u00e1 sejamos bastante mais fortes do que \u00e9ramos. Depois h\u00e1 outros desafios que s\u00e3o absolutamente claros e que tamb\u00e9m resultam muito da pandemia e da guerra: a quest\u00e3o da sustentabilidade, da efici\u00eancia energ\u00e9tica, das altera\u00e7\u00f5es clim\u00e1ticas, s\u00e3o aspetos em que a universidade tem papel (ou deve ter um papel) relevante. Eu tenho a cabe\u00e7a feita nesse sentido e, portanto, irei certamente promover a\u00e7\u00f5es nessa \u00e1rea. \u2029Depois h\u00e1 um aspeto que eu creio que \u00e9 crucial, que tem a ver com a oferta pedag\u00f3gica, a inova\u00e7\u00e3o pedag\u00f3gica e a reforma pedag\u00f3gica. N\u00f3s temos que mudar muito a nossa forma de ver o futuro. Essa reforma tem que ser feita. \u00c9 uma reforma que vai demorar bastante tempo. Mexe com pessoas porque obriga \u00e0 mudan\u00e7a de mentalidades, mas \u00e9 uma reforma que tem que ser feita pensando nos pr\u00f3ximos 20 anos ou mais. Temos que mudar completamente um conjunto de coisas na universidade. E esse \u00e9 um trabalho (creio que \u00e9 um trabalho dif\u00edcil, mas ao mesmo tempo aliciante), que tem que ser feito. Em 2006, era eu a pessoa que representava a Faculdade de Farm\u00e1cia quando foi o Processo de Bolonha. Tenho experi\u00eancia nessa \u00e1rea e quando olho agora para aquilo que n\u00f3s temos e para aquilo que n\u00f3s dever\u00edamos ter, vejo muitas altera\u00e7\u00f5es em perspetiva. N\u00e3o sei se vou conseguir mobilizar a Academia para essas altera\u00e7\u00f5es, mas pelo menos indicarei o caminho. E depois, se conseguirmos seguir o caminho, espero que tenhamos sucesso. Se n\u00e3o conseguirmos seguir o caminho, isso depois \u00e9 um problema coletivo.<\/p>\n<h4>Mas pode concretizar? Que tipo de altera\u00e7\u00f5es?<\/h4>\n<p>Muitas altera\u00e7\u00f5es. Por exemplo, n\u00f3s temos demasiados cursos. Temos uma oferta demasiado est\u00e1tica, pouco flex\u00edvel. Na \u00e1rea de mestrados e doutoramentos, temos muitas situa\u00e7\u00f5es que s\u00e3o absolutamente inaceit\u00e1veis do ponto de vista, at\u00e9, de racionalidade. Por exemplo: uma pessoa doutora-se e cria uma cadeira de op\u00e7\u00e3o. Para qu\u00ea? Para satisfa\u00e7\u00e3o pessoal? Ou, por exemplo, ter cursos de doutoramento com muito pouca gente e que consomem imensos recursos. Por um lado, n\u00f3s temos que racionalizar um conjunto de coisas. Por outro, temos que olhar para a sociedade e perceber que os jovens mudaram. A forma como eles olham para a vida e como olham para o ensino superior mudou muito. Temos que nos adaptar a essa mudan\u00e7a, temos que ser din\u00e2micos. N\u00f3s vamos come\u00e7ar a ver o ensino superior completamente diferente no mundo inteiro. E a n\u00edvel nacional vamos ter aqui duas ou tr\u00eas coisas muito relevantes, e eu creio que serei, talvez a pessoa mais bem posicionada em Coimbra para trabalhar nessas mat\u00e9rias.<\/p>\n<h4>Em que mat\u00e9rias?<\/h4>\n<p>Nomeadamente, o financiamento do ensino superior, o emprego cient\u00edfico e a forma como vamos conduzir os pr\u00f3ximos quatro anos, num contexto em que, muito previsivelmente, vamos ter 40 e tal universidades e doutoramentos nos atuais polit\u00e9cnicos. E, portanto, isso vai originar uma disrup\u00e7\u00e3o no sistema muito grande. Acho que tenho responsabilidade de usar o meu conhecimento a favor da Universidade de Coimbra e tentar que a Universidade de Coimbra, no meio de tudo isto, saia o melhor poss\u00edvel. Creio que isso vai acontecer.<\/p>\n<h4>Est\u00e1 a referir-se ao facto de os polit\u00e9cnicos come\u00e7arem a ministrar doutoramentos?<\/h4>\n<p>N\u00e3o. Isso n\u00e3o me preocupa. Estou a falar da altera\u00e7\u00e3o de denomina\u00e7\u00e3o das entidades.<\/p>\n<h4>Para universidades polit\u00e9cnicas, \u00e9 isso?<\/h4>\n<p>Sim.<\/p>\n<h4>E em termos de inova\u00e7\u00e3o tecnol\u00f3gica?<\/h4>\n<p>Isso vamos continuar. As pessoas, em geral, n\u00e3o t\u00eam consci\u00eancia do tamanho e da dimens\u00e3o que tem o edif\u00edcio digital da UC, quer do ponto de vista de funcionalidades, quer em rela\u00e7\u00e3o \u00e0 componente estrat\u00e9gica. E, depois, h\u00e1 outros componentes que t\u00eam a ver com a cria\u00e7\u00e3o de melhores estruturas da universidade. A requalifica\u00e7\u00e3o do patrim\u00f3nio &#8211; continuar com tudo isto. Portanto, temos muita coisa&#8230;<\/p>\n<h4>E o Biomed?<\/h4>\n<p>O Biomed tem que ser conclu\u00eddo. E espero come\u00e7ar a expans\u00e3o do ICNAS. A expans\u00e3o n\u00e3o depende s\u00f3 de mim, mas diria, com um grau de probabilidade elevado, que iremos ter a expans\u00e3o do ICNAS e constru\u00e7\u00e3o da Subunidade 2 + 4 da Medicina, que \u00e9 o que falta para acabar o Polo III e para a Faculdade de Medicina se poder transferir toda para o Polo III. Isso \u00e9 outro dado adquirido. E no Polo II tamb\u00e9m criar estruturas que permitam uma maior articula\u00e7\u00e3o entre os diferentes departamentos das engenharias. Temos que ter uma marca nas engenharias e temos que ter condi\u00e7\u00f5es para sermos mais atrativos. Isso exige trabalho, exige altera\u00e7\u00f5es no Polo II, mesmo do ponto de vista f\u00edsico, e isso tamb\u00e9m vai ter que ser trabalhado com a FCTUC, naturalmente.<br \/>\nE continuar o que estamos a fazer. A recuperar. N\u00f3s temos obras na [faculdade de] Psicologia, temos obras na Economia, temos obras do Desporto. Portanto, estamos a recuperar muito patrim\u00f3nio.<\/p>\n<h4>Quais s\u00e3o as obras na Faculdade de Ci\u00eancias do Desporto?<\/h4>\n<p>No Desporto est\u00e1 a ser feita uma biblioteca. Fizemos o audit\u00f3rio e iremos fazer mais porque o est\u00e1dio universit\u00e1rio ir\u00e1 ser intervencionado.<br \/>\nE temos depois a quest\u00e3o territorial: temos o campus da Figueira da Foz, que vai ser obviamente alvo de investimento bastante forte. Porque eu acho (e espero n\u00e3o estar enganado), que hoje j\u00e1 \u00e9 uma pe\u00e7a da UC, mas daqui a uns anos largos ser\u00e1 uma pe\u00e7a imprescind\u00edvel para UC.<\/p>\n<h4>Em rela\u00e7\u00e3o \u00e0 sua futura equipa, haver\u00e1 grandes mudan\u00e7as?<\/h4>\n<p>N\u00e3o \u00e9 um assunto que neste momento esteja em cima da mesa. Est\u00e1 na minha cabe\u00e7a, mas n\u00e3o est\u00e1 em cima nem desta mesa nem de nenhuma. Tenho que pensar no assunto mais \u00e0 frente. Neste momento ,tenho uma audi\u00e7\u00e3o p\u00fablica e privada com o Conselho Geral, que \u00e9 o pr\u00f3ximo passo. Depois h\u00e1 uma elei\u00e7\u00e3o a 6 de fevereiro. Depois pensarei nesse assunto.<\/p>\n<h4>Qual foi o momento mais feliz no seu mandato?<\/h4>\n<p>Houve momentos bons, mas n\u00e3o consigo identificar o momento. N\u00e3o houve nenhum momento em que a minha felicidade fosse t\u00e3o grande, t\u00e3o grande, t\u00e3o grande&#8230; Houve, por vezes, pequenas not\u00edcias \u2013 algumas at\u00e9 nem se conhecem \u2013que me deram alguma satisfa\u00e7\u00e3o. Mas a maior satisfa\u00e7\u00e3o foi termos conseguido ultrapassar a pandemia sem ter havido um surto real na universidade, garantindo as ferramentas para que as pessoas acabassem os seus cursos ou fizessem as suas teses. Portanto, eu acho que, nesse sentido, apesar de tudo aquilo por que pass\u00e1mos e chegar ao momento de hoje&#8230; Olhe, por exemplo, um n\u00famero que soube h\u00e1 poucos dias: pela primeira vez na hist\u00f3ria da Universidade, a nossa execu\u00e7\u00e3o or\u00e7amental ultrapassou os 200 milh\u00f5es [em financiamento competitivo]. Portanto, no contexto em que vivemos a todos os n\u00edveis, \u00e9 um n\u00famero extraordin\u00e1rio. E porque \u00e9 que atingiu este valor? Porque tivemos muito sucesso, temos tido muito sucesso nas candidaturas europeias de investiga\u00e7\u00e3o e, portanto, isso deixa-me muito satisfeito.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>N\u00e3o foi um mandato f\u00e1cil. Nos \u00faltimos quatro anos, o reitor da Universidade de Coimbra (UC) foi confrontado com uma pandemia, uma guerra, a perda de um presidente da AAC e de um membro do Conselho Geral. Apesar de tudo, a equipa que lidera conseguiu cumprir 85% daquilo a que se tinha proposto. <\/p>\n","protected":false},"author":13,"featured_media":255575,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"_acf_changed":false,"footnotes":""},"categories":[39,31],"tags":[301,672,304,197],"class_list":["post-255573","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","category-coimbra-2","category-geral","tag-amilcar-falcao","tag-entrevista","tag-reitor","tag-uc"],"acf":[],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/critecnow.com\/diariobeiras\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/255573","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/critecnow.com\/diariobeiras\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/critecnow.com\/diariobeiras\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/critecnow.com\/diariobeiras\/wp-json\/wp\/v2\/users\/13"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/critecnow.com\/diariobeiras\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=255573"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/critecnow.com\/diariobeiras\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/255573\/revisions"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/critecnow.com\/diariobeiras\/wp-json\/wp\/v2\/media\/255575"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/critecnow.com\/diariobeiras\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=255573"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/critecnow.com\/diariobeiras\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=255573"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/critecnow.com\/diariobeiras\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=255573"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}