{"id":255579,"date":"2023-01-26T10:52:02","date_gmt":"2023-01-26T10:52:02","guid":{"rendered":"https:\/\/www.asbeiras.pt\/?p=255579"},"modified":"2023-01-26T10:52:02","modified_gmt":"2023-01-26T10:52:02","slug":"opiniao-bola-pra-sereia","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/critecnow.com\/diariobeiras\/opiniao-bola-pra-sereia\/","title":{"rendered":"Opini\u00e3o: Bola \u201cpr\u00e1\u201d Sereia"},"content":{"rendered":"<p><a href=\"https:\/\/www.asbeiras.pt\/wp-content\/uploads\/2022\/11\/Antonio-Veiga-Simao-opi.jpg\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"alignnone wp-image-249294 size-full\" src=\"https:\/\/www.asbeiras.pt\/wp-content\/uploads\/2022\/11\/Antonio-Veiga-Simao-opi.jpg\" alt=\"\" width=\"1200\" height=\"628\" \/><\/a><\/p>\n<p>O Jardim de Santa Cruz ou da Sereia, como ficou popularmente conhecido em Coimbra, \u00e9 uma das p\u00e9rolas desta cidade e do qual a cidade teima em n\u00e3o se apropriar devida e definitivamente, apesar da sua hist\u00f3ria secular e da sua beleza arquitet\u00f3nica, escult\u00f3rica, azulejar e paisag\u00edstica.<br \/>\nUma das mem\u00f3rias que guardo da minha juventude remonta ao m\u00edtico \u201cFestival S\u00f3 Rock\u201d, realizado entre maio e julho de 1981 no Jardim da Sereia. Este evento foi uma iniciativa da R\u00e1dio Comercial, no \u00e2mbito do programa \u201cRock em Stock\u201d do inigual\u00e1vel Lu\u00eds Filipe Barros e que contou com o apoio da C\u00e2mara Municipal de Coimbra e da empresa conimbricense, de som, \u201cFurac\u00e3o\u201d.<br \/>\nA vida d\u00e1 voltas e voltas e, vinte e dois anos depois do \u201cFestival S\u00f3 Rock\u201d, a minha atividade profissional leva-me ao Jardim da Sereia.<br \/>\nEm 2003 tenho a oportunidade de integrar a equipa municipal, que durante alguns meses interagiu com o arquiteto japon\u00eas Toyo Ito, que desenhou a galeria \u201cSerpentine\u201d nos Kensington Gardens, em Londres, na perspetiva que Toyo Ito fosse o respons\u00e1vel pelo projeto de requalifica\u00e7\u00e3o do espa\u00e7o, devolvendo-o aos conimbricenses de forma mais segura e mais atrativa \u00e0 sua frui\u00e7\u00e3o.<br \/>\nPor v\u00e1rios motivos este projeto, de requalifica\u00e7\u00e3o do Jardim da Sereia, n\u00e3o viu a luz do dia. Caso tivesse sido intervencionado da forma como foi apresentado \u00e0 C\u00e2mara Municipal, em pr\u00e9-projecto, tenho a certeza que Coimbra teria hoje um jardim que ombrearia com os melhores jardins urbanos do mundo.<br \/>\n\u201cSe bem me lembro\u201d, ao longo das \u00faltimas d\u00e9cadas, o Jardim da Sereia somente foi objeto de requalifica\u00e7\u00f5es pontuais de maior ou menor dimens\u00e3o, foi o caso da recupera\u00e7\u00e3o do pavimento, do refor\u00e7o e recupera\u00e7\u00e3o dos sistemas de drenagem de \u00e1guas pluviais, da recupera\u00e7\u00e3o dos torre\u00f5es, do jogo da pela e da cascata de tr\u00eas corpos, da adapta\u00e7\u00e3o da antiga casa do guarda e sanit\u00e1rios p\u00fablicos a casa de ch\u00e1, da substitui\u00e7\u00e3o dos bancos de jardim e papeleiras, da reabilita\u00e7\u00e3o parcial da ilumina\u00e7\u00e3o, da grande manuten\u00e7\u00e3o arb\u00f3rea e arbustiva realizada na v\u00e9spera da comemora\u00e7\u00e3o do Dia da Cidade de 2011 e dos trabalhos de limpeza e manuten\u00e7\u00e3o do patrim\u00f3nio arb\u00f3reo decorrentes dos fen\u00f3menos climat\u00e9ricos extremos entre 2018 e 2020.<br \/>\nNo que respeita a conte\u00fados, de lazer ou culturais e criativos, para al\u00e9m da casa de ch\u00e1, somente foi efetuada a instala\u00e7\u00e3o art\u00edstica \u201cO mundo fica em sil\u00eancio\u201d da autoria de Rui Chafes, no \u00e2mbito da exposi\u00e7\u00e3o \u201cAo Espelho da Sereia\u201d, realizada no ver\u00e3o de 2011, por iniciativa da C\u00e2mara Municipal e do CAV.<br \/>\nO Jardim da Sereia precisa de mais, de muito mais.<br \/>\nPrecisa de um trabalho que o devolva definitivamente aos cidad\u00e3os e que seja suficientemente arrojado para ombrear com os grandes jardins hist\u00f3ricos nacionais e internacionais, mesclando a sua caracter\u00edstica de jardim hist\u00f3rico com o s\u00e9culo XXI.<br \/>\nCarece de entre outras ideias, da reabilita\u00e7\u00e3o\/reconstru\u00e7\u00e3o da rede de abastecimento de \u00e1gua tradicional que se inicia na Fonte da Nogueira, onde se localiza o decapitado Trit\u00e3o, aproveitando o bra\u00e7o da m\u00e3e de \u00e1gua que a\u00ed brota, garantindo o regular e normal abastecimento de \u00e1gua ao grande lago, aos repuxos das ta\u00e7as de \u00e1gua localizadas nos patamares interm\u00e9dios da escadaria, ao grande repuxo e grande ta\u00e7a de \u00e1gua junto \u00e0 cascata e, ainda, do seu aproveitamento para a rega de manuten\u00e7\u00e3o do jardim, anulando a rega que hoje \u00e9 realizada a partir da \u00e1gua de abastecimento p\u00fablico. Precisa de equipamentos como: parques infantil, juvenil e geri\u00e1trico, precisa que se reabilite o decr\u00e9pito espa\u00e7o de merendas, precisa de manuten\u00e7\u00e3o e\/ou substitui\u00e7\u00e3o de esp\u00e9cies arb\u00f3reas e reintrodu\u00e7\u00e3o de novas, precisa da reconstru\u00e7\u00e3o do bucho, no seu desenho original, junto aos bustos do Mestre Cabral Antunes e do poeta Camilo Pessanha, precisa de manuten\u00e7\u00e3o dos torre\u00f5es, dos muros e do jogo da pela, precisa da manuten\u00e7\u00e3o\/reabilita\u00e7\u00e3o das cantarias e azulejos, precisa que o grande lago seja reabilitado, precisa que da fonte central do grande lago volte a jorrar \u00e1gua, precisa que o lago seja fru\u00eddo pelos cidad\u00e3os, precisa de luminotecnia que, a partir de fontes renov\u00e1veis de energia, realce a sua beleza e aumente a sua seguran\u00e7a.<br \/>\nNecessita ainda, de mais conte\u00fados culturais e criativos e de lazer, que atraiam os cidad\u00e3os a desfrutar daquele espa\u00e7o e a apropriar-se dele como seu.<br \/>\nCoimbra precisa da Sereia e a Sereia precisa que Coimbra a requalifique.<br \/>\nA Sereia e Coimbra precisam de um Plano Geral de Reabilita\u00e7\u00e3o do Jardim de Santa Cruz.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Ant\u00f3nio Veiga SIm\u00e3o<\/p>\n","protected":false},"author":8,"featured_media":249294,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"_acf_changed":false,"footnotes":""},"categories":[31,5],"tags":[1450],"class_list":["post-255579","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","category-geral","category-opiniao","tag-antonio-veiga-simao"],"acf":[],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/critecnow.com\/diariobeiras\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/255579","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/critecnow.com\/diariobeiras\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/critecnow.com\/diariobeiras\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/critecnow.com\/diariobeiras\/wp-json\/wp\/v2\/users\/8"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/critecnow.com\/diariobeiras\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=255579"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/critecnow.com\/diariobeiras\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/255579\/revisions"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/critecnow.com\/diariobeiras\/wp-json\/"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/critecnow.com\/diariobeiras\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=255579"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/critecnow.com\/diariobeiras\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=255579"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/critecnow.com\/diariobeiras\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=255579"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}