{"id":255996,"date":"2023-02-01T11:11:36","date_gmt":"2023-02-01T11:11:36","guid":{"rendered":"https:\/\/www.asbeiras.pt\/?p=255996"},"modified":"2023-02-01T11:11:36","modified_gmt":"2023-02-01T11:11:36","slug":"nova-estrategia-para-melhorar-avaliacao-do-risco-cardiovascular-criada-em-coimbra","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/critecnow.com\/diariobeiras\/nova-estrategia-para-melhorar-avaliacao-do-risco-cardiovascular-criada-em-coimbra\/","title":{"rendered":"Nova estrat\u00e9gia para melhorar avalia\u00e7\u00e3o do risco cardiovascular criada em Coimbra"},"content":{"rendered":"<div id=\"attachment_229681\" style=\"width: 1290px\" class=\"wp-caption alignnone\"><a href=\"https:\/\/www.asbeiras.pt\/wp-content\/uploads\/2022\/01\/universidadecoimbra.jpg\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" aria-describedby=\"caption-attachment-229681\" class=\"wp-image-229681 size-full\" src=\"https:\/\/www.asbeiras.pt\/wp-content\/uploads\/2022\/01\/universidadecoimbra.jpg\" alt=\"\" width=\"1280\" height=\"720\" \/><\/a><p id=\"caption-attachment-229681\" class=\"wp-caption-text\">FOTO DR<\/p><\/div>\n<p>Uma nova estrat\u00e9gia para melhorar a avalia\u00e7\u00e3o do risco cardiovascular associado a um enfarte do mioc\u00e1rdio foi desenvolvida por uma equipa de investigadores da Universidade de Coimbra (UC).<\/p>\n<p class=\"text-paragraph\">Em nota de imprensa enviada hoje \u00e0 ag\u00eancia Lusa, a UC explicou que a investiga\u00e7\u00e3o cient\u00edfica se centrou em \u201ct\u00e9cnicas de fus\u00e3o de informa\u00e7\u00e3o e intelig\u00eancia artificial\u201d, envolvendo um modelo de avalia\u00e7\u00e3o de risco \u2013 denominado GRACE, na sigla em ingl\u00eas, o mais utilizado na pr\u00e1tica cl\u00ednica em Portugal aquando da admiss\u00e3o de doentes em contexto hospitalar \u2013 que foi atualizado, passando a incorporar novos fatores de risco, como o n\u00edvel de hemoglobina.<\/p>\n<p class=\"text-paragraph\">A UC adiantou que o modelo atualmente utilizado baseia-se em oito fatores de risco registados na admiss\u00e3o hospitalar: \u201cidade, frequ\u00eancia card\u00edaca, press\u00e3o arterial sist\u00f3lica, creatinina, classe Killip, estado de paragem card\u00edaca, marcadores card\u00edacos elevados e desvio do segmento ST no eletrocardiograma\u201d.<\/p>\n<p class=\"text-paragraph\">A avalia\u00e7\u00e3o \u00e9 realizada ponderando os oito fatores, o que resulta numa pontua\u00e7\u00e3o que define a categoria de risco (baixo, interm\u00e9dio ou alto), frisou a equipa de investigadores do Centro de Inform\u00e1tica e Sistemas da Universidade de Coimbra (CISUC) da Faculdade de Ci\u00eancias e Tecnologia da Universidade de Coimbra (FCTUC).<\/p>\n<p class=\"text-paragraph\">O artigo cient\u00edfico tem como autores Afonso Neto, aluno de doutoramento do Departamento de Engenharia Inform\u00e1tica (DEI) da FCTUC, Jorge Henriques e Paulo Gil, investigadores do CISUC, e Jos\u00e9 Pedro Sousa, m\u00e9dico cardiologista do Centro Hospitalar e Universit\u00e1rio de Coimbra (CHUC).<\/p>\n<p class=\"text-paragraph\">A universidade acrescentou que o modelo GRACE \u201cpode ser considerado uma ferramenta de preven\u00e7\u00e3o secund\u00e1ria, sendo habitualmente aplicado a pacientes no momento da admiss\u00e3o hospitalar, resultante da ocorr\u00eancia de um epis\u00f3dio de s\u00edndrome coron\u00e1ria aguda (enfarte de mioc\u00e1rdio)\u201d.<\/p>\n<p class=\"text-paragraph\">\u201cO objetivo deste modelo \u00e9 estimar a probabilidade de morte ou de um novo evento de enfarte de mioc\u00e1rdio num determinado per\u00edodo de tempo, geralmente no m\u00eas seguinte ou nos pr\u00f3ximos seis meses\u201d, vincou.<\/p>\n<p class=\"text-paragraph\">No entanto, o GRACE, segundo o investigador do CISUC, \u201c\u00e9 um modelo que apresenta algumas limita\u00e7\u00f5es, nomeadamente devido \u00e0 utiliza\u00e7\u00e3o de um n\u00famero incompleto de vari\u00e1veis (fatores de risco) no c\u00e1lculo do progn\u00f3stico\u201d.<\/p>\n<p class=\"text-paragraph\">A investiga\u00e7\u00e3o, denominada GRACE PLUS, concluiu que \u201cexistem fatores de risco n\u00e3o contemplados no GRACE\u201d original, nomeadamente o n\u00edvel de hemoglobina no momento de admiss\u00e3o do doente no hospital.<\/p>\n<p class=\"text-paragraph\">\u201cCome\u00e7\u00e1mos por investigar formas de adicionar ao modelo GRACE novos fatores de risco, identificados pelo nosso parceiro cl\u00ednico (CHUC), com potencial para melhorar a precis\u00e3o do progn\u00f3stico, tais como a hemoglobina na admiss\u00e3o e marcadores de inflama\u00e7\u00e3o\u201d, contextualizou Jorge Henriques, investigador do CISUC.<\/p>\n<p class=\"text-paragraph\">\u201cPara manter a interpretabilidade do novo modelo e, por consequ\u00eancia, a sua confian\u00e7a, percecionada pela equipa cl\u00ednica, foi definido como requisito adicional manter a forma como na pr\u00e1tica cl\u00ednica o GRACE \u00e9 utilizado, sendo este sujeito a um fator de corre\u00e7\u00e3o, considerando a contribui\u00e7\u00e3o de novos fatores de risco, da\u00ed a justifica\u00e7\u00e3o de GRACE PLUS\u201d, precisou Jorge Henriques.<\/p>\n<p class=\"text-paragraph\">A ferramenta agora desenvolvida permite \u201cmelhorar a avalia\u00e7\u00e3o do risco cardiovascular e, dessa forma, proporcionar um suporte mais fundamentado \u00e0 decis\u00e3o cl\u00ednica em contexto real sem, no entanto, alterar a forma como essa decis\u00e3o \u00e9 atualmente efetuada pelos profissionais\u201d, garantiu.<\/p>\n<p class=\"text-paragraph\">Por outro lado, esta abordagem permitiu \u201cdeterminar para cada indiv\u00edduo o fator de corre\u00e7\u00e3o \u00f3timo a adicionar ao GRACE, tendo em conta o valor particular de hemoglobina, de forma a maximizar a precis\u00e3o de estratifica\u00e7\u00e3o determinada pelo modelo original\u201d.<\/p>\n<p class=\"text-paragraph\">Os autores do estudo argumentaram que, para al\u00e9m da melhoria da caracteriza\u00e7\u00e3o do risco cardiovascular, outra das vantagens adicionais do GRACE PLUS \u201cconsiste em potenciar a aplica\u00e7\u00e3o de cuidados de sa\u00fade proporcionais ao real risco que o doente apresente no momento da admiss\u00e3o hospitalar, podendo contribuir para uma gest\u00e3o efetiva de terap\u00eauticas e de recursos humanos\u201d.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Uma nova estrat\u00e9gia para melhorar a avalia\u00e7\u00e3o do risco cardiovascular associado a um enfarte do mioc\u00e1rdio foi desenvolvida por uma equipa de investigadores da Universidade de Coimbra 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