{"id":256214,"date":"2023-02-03T10:41:03","date_gmt":"2023-02-03T10:41:03","guid":{"rendered":"https:\/\/www.asbeiras.pt\/?p=256214"},"modified":"2023-02-03T10:41:03","modified_gmt":"2023-02-03T10:41:03","slug":"ha-empreitadas-que-podem-colocar-em-risco-o-arranque-do-sistema-em-2024","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/critecnow.com\/diariobeiras\/ha-empreitadas-que-podem-colocar-em-risco-o-arranque-do-sistema-em-2024\/","title":{"rendered":"H\u00e1 empreitadas que podem colocar em risco o arranque do sistema em 2024"},"content":{"rendered":"<p><a href=\"https:\/\/www.asbeiras.pt\/wp-content\/uploads\/2023\/02\/01-JOAO-MARRANA-PR-17.jpg\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"alignnone size-full wp-image-256215\" src=\"https:\/\/www.asbeiras.pt\/wp-content\/uploads\/2023\/02\/01-JOAO-MARRANA-PR-17.jpg\" alt=\"\" width=\"1200\" height=\"628\" srcset=\"https:\/\/critecnow.com\/diariobeiras\/wp-content\/uploads\/2023\/02\/01-JOAO-MARRANA-PR-17.jpg 1200w, https:\/\/critecnow.com\/diariobeiras\/wp-content\/uploads\/2023\/02\/01-JOAO-MARRANA-PR-17-300x157.jpg 300w, https:\/\/critecnow.com\/diariobeiras\/wp-content\/uploads\/2023\/02\/01-JOAO-MARRANA-PR-17-1024x536.jpg 1024w, https:\/\/critecnow.com\/diariobeiras\/wp-content\/uploads\/2023\/02\/01-JOAO-MARRANA-PR-17-768x402.jpg 768w, https:\/\/critecnow.com\/diariobeiras\/wp-content\/uploads\/2023\/02\/01-JOAO-MARRANA-PR-17-600x314.jpg 600w\" sizes=\"auto, (max-width: 1200px) 100vw, 1200px\" \/><\/a><\/p>\n<p><strong>Quando em julho de 2019 foi convidado para presidir \u00e0 administra\u00e7\u00e3o da Metro Mondego, o que \u00e9 que o levou a aceitar esse convite?<\/strong><br \/>\nEu admito que foi um certo gosto pelos desafios. Achei que era um desafio interessante, que era um projeto particularmente relevante para a cidade de Coimbra e tamb\u00e9m por acreditar que \u00e9 um projeto que se vai concretizar dentro em breve.<\/p>\n<p><strong>Quais foram as primeiras dificuldades que enfrentou?<\/strong><br \/>\nO maior passivo que o projeto tem, ainda hoje, \u00e9 a falta de credibilidade decorrente de 15 anos em que esteve parado. Envolvendo promessas n\u00e3o cumprida, os projetos s\u00e3o mais dif\u00edceis de executar. Neste momento est\u00e1 a ocorrer uma viragem nesta mat\u00e9ria. As pessoas come\u00e7am a acreditar, nomeadamente porque come\u00e7am a sofrer com as obras que est\u00e3o a ser executadas na cidade e outras que j\u00e1 foram executadas na zona suburbana. Portanto, acho que est\u00e1 a ocorrer uma mudan\u00e7a positiva na credibilidade do projeto.<\/p>\n<p><strong>Quando \u00e9 que sentiu que o projeto tinha \u201crodas\u201d para andar?<\/strong><br \/>\nEu acreditei desde o in\u00edcio que o projeto tinha pernas para andar. Sen\u00e3o n\u00e3o tinha vindo para c\u00e1, tinha-me deixado estar onde estava. Pelo que me foi transmitido na altura pelo Governo, em particular pelo secret\u00e1rio de Estado das Infraestruturas, o projeto era para executar num prazo relativamente curto.<\/p>\n<p><strong>Sendo este o primeiro projeto do g\u00e9nero no pa\u00eds, h\u00e1 dificuldades na sua implementa\u00e7\u00e3o?<\/strong><br \/>\nEvidentemente que sim. Grande parte do projeto, em termos conceptuais, estava estabilizado, mas noutros aspetos n\u00e3o. \u00c9 certo que se trata do primeiro BRT no pa\u00eds, mas estamos a falar de um conceito relativamente estabilizado a uma escala mundial. A diferen\u00e7a relativamente \u00e0 maior parte dos projetos \u00e9 que neste caso se trata de um BRT numa zona urbana muito densa, muito consolidada. \u00c9 mais f\u00e1cil fazer um BRT nas avenidas com 40 metros de largura de Bogot\u00e1 do que na Baixa de Coimbra.<br \/>\nO que foi necess\u00e1rio alterar em rela\u00e7\u00e3o ao que estava inicialmente previsto para este tra\u00e7ado?<br \/>\nEm primeiro lugar, tivemos de desenvolver um conjunto de sistemas t\u00e9cnicos que garanta uma opera\u00e7\u00e3o com um n\u00edvel de seguran\u00e7a absolutamente an\u00e1logo ao do anterior. Aqui houve um esfor\u00e7o para acomodar que este \u00e9 um BRT com alguma originalidade. Nomeadamente devido \u00e0 via \u00fanica, aos t\u00faneis e \u00e0s pontes, a que se acrescentou a necessidade de um aumento do n\u00famero de pontos de cruzamento para facilitar a opera\u00e7\u00e3o. Houve algumas limita\u00e7\u00f5es t\u00e9cnicas relevantes que tivemos de ultrapassar, por exemplo, nos t\u00faneis atrav\u00e9s da coloca\u00e7\u00e3o de guiamento \u00f3tico para dar mais garantias de seguran\u00e7a. Outro dos aspetos relevantes foi o aumento do n\u00famero de pontos onde os ve\u00edculos se podem cruzar, que assim deixou de ser apenas nas esta\u00e7\u00f5es. Este era um dos aspetos cr\u00edticos na opera\u00e7\u00e3o do sistema.<\/p>\n<p><strong>Tem falado com algum cuidado sobre o arranque do sistema. Porque \u00e9 que o faz?<\/strong><br \/>\nPor v\u00e1rias raz\u00f5es. A primeiro \u00e9 porque o futuro a Deus pertence. Depois, porque h\u00e1 neste momento 11 empreitadas em curso e, portanto, acho que \u00e9 necess\u00e1rio que todas elas corram da melhor forma. Algumas delas est\u00e3o no caminho cr\u00edtico, outras n\u00e3o.<\/p>\n<p><strong>Quer especificar melhor?<\/strong><br \/>\nPor exemplo, a empreitada do tro\u00e7o suburbano n\u00e3o est\u00e1 no caminho cr\u00edtico. O tro\u00e7o entre o Alto de S\u00e3o Jo\u00e3o e a Portagem est\u00e1 a aproximar-se do caminho cr\u00edtico.<\/p>\n<p><strong>O que significa caminho cr\u00edtico?<\/strong><br \/>\nSignifica que as atividades ou as tarefas necess\u00e1rias que se encontrem no caminho cr\u00edtico para se poder colocar o sistema em opera\u00e7\u00e3o, caso derrapem, v\u00e3o implicar necessariamente um adiamento da entrada do servi\u00e7o.<\/p>\n<p><strong>Quais s\u00e3o as empreitadas nesta situa\u00e7\u00e3o?<\/strong><br \/>\nO Parque de Material e Oficinas (PMO) e os sistemas t\u00e9cnicos s\u00e3o os que est\u00e3o neste momento mais tensos. Ali\u00e1s, o que est\u00e1 mais cr\u00edtico s\u00e3o mesmo os sistemas t\u00e9cnicos, porque sem eles n\u00e3o se poder\u00e1 operar.<\/p>\n<p><strong>Pode garantir que o sistema, principalmente na zona suburbana, ir\u00e1 arrancar no primeiro trimestre de 2024?<\/strong><br \/>\nO que n\u00f3s pretendemos, na primeira fase, \u00e9 a liga\u00e7\u00e3o entre Serpins e a Portagem. A zona do Alto de S\u00e3o Jo\u00e3o n\u00e3o constitui provavelmente uma boa solu\u00e7\u00e3o em termos de t\u00e9rminus do servi\u00e7o na 1.\u00aa fase.<\/p>\n<p><strong>At\u00e9 \u00e0 sua entrada em funcionamento, o sistema vai ser bastante testado?<\/strong><br \/>\nV\u00e3o ser feitos muitos testes. S\u00f3 para ter uma ideia: o primeiro ve\u00edculo deve chegar no final de outubro e estar\u00e1 em testes durante seis meses. Para al\u00e9m dos testes no ve\u00edculo, v\u00e3o ser feitos testes dos sistemas t\u00e9cnicos, testes de guiamento \u00f3tico e testes do Posto de Comando Central (PCC). H\u00e1 um conjunto de testes adicionais que \u00e9 necess\u00e1rio fazer. Por exemplo, ap\u00f3s a rece\u00e7\u00e3o dos sistemas de bilh\u00e9tica, ter\u00e3o in\u00edcio os respetivos testes. Uma coisa posso garantir: quando n\u00f3s come\u00e7armos a testar as coisas, \u00e9 sinal de que j\u00e1 estamos a aproximar-nos da entrada em opera\u00e7\u00e3o do Sistema de Mobilidade do Mondego.<\/p>\n<p><strong>Falando por empreitadas: Serpins \u2013 Alto de S\u00e3o Jo\u00e3o?<\/strong><br \/>\nEst\u00e1 atrasada, mas n\u00e3o est\u00e1 no caminho cr\u00edtico.<\/p>\n<p><strong>Quantos meses?<\/strong><br \/>\nUm ano e qualquer coisa. Trata-se de um atraso que n\u00e3o nos perturba em termos da entrada em servi\u00e7o do sistema. Como j\u00e1 lhe disse, antes da entrada em funcionamento do sistema, tem de ser feito um conjunto de testes para podermos come\u00e7ar a transportar passageiros. Este sistema \u00e9 muito diferente daquele que come\u00e7ou a funcionar no Porto.<\/p>\n<p><strong>Quais s\u00e3o as diferen\u00e7as?<\/strong><br \/>\nQuando o Metro do Porto entrou em servi\u00e7o em 2002, estava em causa um modelo constru\u00eddo de uma forma estruturalmente diferente, nomeadamente porque este era um sistema Build-Operate-Transfer (BOT). Ou seja, foi encarregado um cons\u00f3rcio de empresas de fazer tudo: as obras, os sistemas t\u00e9cnicos, a bilh\u00e9tica e a aquisi\u00e7\u00e3o dos ve\u00edculos e o arranque da opera\u00e7\u00e3o. Aqui, a op\u00e7\u00e3o tomada foi diferente: as diversas empreitadas de infraestruturas est\u00e3o a ser feitas pela Infraestruturas de Portugal (IP), que depois faz a transfer\u00eancia dos ativos para a Metro Mondego. A Metro est\u00e1 a efetuar a compra dos ve\u00edculos e o concurso do Parque de Material e Oficinas, cabendo \u00e0 IP e \u00e0 Metro Mondego realizar o concurso dos sistemas t\u00e9cnicos. H\u00e1 muito mais componentes a intervir em todo o processo.<\/p>\n<p><strong>As obras das empresas \u00c1guas do Centro Litoral e \u00c1guas de Coimbra est\u00e3o a atrasar o processo?<\/strong><br \/>\nDo ponto de vista da cidade, s\u00e3o muito positivas essas interven\u00e7\u00f5es. Ou seja, acho que em bom momento as \u00c1guas do Centro Litoral, \u00c1guas de Coimbra e IP se entenderam na constru\u00e7\u00e3o de um agrupamento de entidades adjudicantes para fazer essa interven\u00e7\u00e3o apenas numa empreitada. N\u00e3o era muito razo\u00e1vel estarmos a fazer uma obra para introduzir o canal do Sistema de Mobilidade do Mondego e, passados alguns meses, voltar a obrigar os cidad\u00e3os a ter exatamente o mesmo problema com a realiza\u00e7\u00e3o de uma obra ao lado daquela onde houve anteriormente, daqui resultando um enorme impacto no funcionamento e circula\u00e7\u00e3o autom\u00f3vel da cidade. Acho que n\u00e3o faria sentido que fosse de outra maneira.<\/p>\n<p><strong>Mas tem conhecimento de que essas interven\u00e7\u00f5es estejam a condicionar a implementa\u00e7\u00e3o do sistema?<\/strong><br \/>\nO dono dessa obra \u00e9 a IP, em conjunto com a \u00c1guas do Centro Litoral e a \u00c1guas de Coimbra. Qualquer informa\u00e7\u00e3o ter\u00e1 de ser dada por este cons\u00f3rcio, mas em todo o caso, n\u00e3o temos essa informa\u00e7\u00e3o, isto \u00e9, que seja por causa disso que as obras no tro\u00e7o urbano estejam a entrar no caminho cr\u00edtico. Contido, n\u00e3o podemos esquecer que, quanto maior a empreitada maior a sua complexidade.<\/p>\n<p><strong>E nos tro\u00e7os urbanos? Qual o ponto de situa\u00e7\u00e3o?<\/strong><br \/>\nEst\u00e3o quase no caminho cr\u00edtico, mas nada que justifique, para j\u00e1, preocupa\u00e7\u00f5es mais sens\u00edveis.<\/p>\n<p><strong>Os automobilistas podem esperar alguns tempos complicados em termos de mobilidade?<\/strong><br \/>\nOs tempos j\u00e1 est\u00e3o a ser penosos do ponto de vista da circula\u00e7\u00e3o rodovi\u00e1ria. Mas est\u00e3o previstas algumas boas novidades. Algumas componentes da obra v\u00e3o come\u00e7ar a ser fechadas. Uma das zonas que se aproxima dessa condi\u00e7\u00e3o diz respeito \u00e0 avenida Fernando Namora que, em breve, deixar\u00e1 de estar em obra.<\/p>\n<p><strong>As altera\u00e7\u00f5es que t\u00eam vindo a ser introduzidas no projeto, a vosso pedido ou da autarquia, podem levar a que as empreitadas em curso sofram mais atrasos?<\/strong><br \/>\nAlgumas das interven\u00e7\u00f5es est\u00e3o a gerar alguns atrasos na obra. No caso da Pra\u00e7a 25 de Abril, na Solum, houve diversas altera\u00e7\u00f5es que geraram atrasos. Nos outros tro\u00e7os, n\u00e3o tenho consci\u00eancia de que haja nenhum atraso relevante.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Apesar de se mostrar confiante de que o tra\u00e7ado entre Serpins e a Portagem entrar\u00e1<br \/>\nem funcionamento no primeiro trimestre do pr\u00f3ximo ano, o presidente da Metro Mondego, Jo\u00e3o Marrana, alerta para a possibilidade da inaugura\u00e7\u00e3o ser adiada alguns meses<\/p>\n","protected":false},"author":6,"featured_media":256215,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"_acf_changed":false,"footnotes":""},"categories":[39,31],"tags":[1798,40,859,270],"class_list":["post-256214","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","category-coimbra-2","category-geral","tag-regiao-de-coimbra-sempre-verde","tag-coimbra","tag-joao-marrana","tag-metro-mondego"],"acf":[],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/critecnow.com\/diariobeiras\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/256214","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/critecnow.com\/diariobeiras\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/critecnow.com\/diariobeiras\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/critecnow.com\/diariobeiras\/wp-json\/wp\/v2\/users\/6"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/critecnow.com\/diariobeiras\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=256214"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/critecnow.com\/diariobeiras\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/256214\/revisions"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/critecnow.com\/diariobeiras\/wp-json\/wp\/v2\/media\/256215"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/critecnow.com\/diariobeiras\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=256214"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/critecnow.com\/diariobeiras\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=256214"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/critecnow.com\/diariobeiras\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=256214"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}