{"id":256453,"date":"2023-02-06T10:24:50","date_gmt":"2023-02-06T10:24:50","guid":{"rendered":"https:\/\/www.asbeiras.pt\/?p=256453"},"modified":"2023-02-06T10:24:50","modified_gmt":"2023-02-06T10:24:50","slug":"opiniao-eu-acredito-na-regiao","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/critecnow.com\/diariobeiras\/opiniao-eu-acredito-na-regiao\/","title":{"rendered":"Opini\u00e3o: Eu acredito na regi\u00e3o!"},"content":{"rendered":"<p><a href=\"https:\/\/www.asbeiras.pt\/wp-content\/uploads\/2023\/01\/Christophe-Coimbra-opi-1.jpg\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"alignnone wp-image-254149 size-full\" src=\"https:\/\/www.asbeiras.pt\/wp-content\/uploads\/2023\/01\/Christophe-Coimbra-opi-1.jpg\" alt=\"\" width=\"1200\" height=\"628\" srcset=\"https:\/\/critecnow.com\/diariobeiras\/wp-content\/uploads\/2023\/01\/Christophe-Coimbra-opi-1.jpg 1200w, https:\/\/critecnow.com\/diariobeiras\/wp-content\/uploads\/2023\/01\/Christophe-Coimbra-opi-1-300x157.jpg 300w, https:\/\/critecnow.com\/diariobeiras\/wp-content\/uploads\/2023\/01\/Christophe-Coimbra-opi-1-1024x536.jpg 1024w, https:\/\/critecnow.com\/diariobeiras\/wp-content\/uploads\/2023\/01\/Christophe-Coimbra-opi-1-768x402.jpg 768w, https:\/\/critecnow.com\/diariobeiras\/wp-content\/uploads\/2023\/01\/Christophe-Coimbra-opi-1-600x314.jpg 600w\" sizes=\"auto, (max-width: 1200px) 100vw, 1200px\" \/><\/a><\/p>\n<p>No passado dia 16 de Janeiro, tive o prazer de ser convidado a juntar-me a um grupo de ilustres pessoas em Coimbra para a 1\u00aa sess\u00e3o do Movimento Acreditar. Movimento criado pelo Partido Social Democrata para discuss\u00e3o, com a sociedade civil, de v\u00e1rios temas estruturantes para o Pa\u00eds. Nesta primeira sess\u00e3o, o tema base foi a demografia.<br \/>\nPermitam-me duas notas pr\u00e9vias para o devido enquadramento. Primeiro, estive nesta sess\u00e3o a t\u00edtulo pessoal, mas com intuito de dar a minha opini\u00e3o sobre os desafios de uma regi\u00e3o (em particular para os munic\u00edpios do interior do distrito), onde me radiquei pessoal e profissionalmente e a qual considero ser deixada demasiado ao abandono por parte dos altos respons\u00e1veis pol\u00edticos. Vi neste evento uma excep\u00e7\u00e3o face \u00e0s \u201cnormais\u201d visitas de circunst\u00e2ncia das altas individualidades do panorama pol\u00edtico para as inaugura\u00e7\u00f5es, comemora\u00e7\u00f5es de feriados municipais ou campanhas eleitorais. Em segundo, a independ\u00eancia, caracter\u00edstica aponte como preferencial pela organiza\u00e7\u00e3o do evento e na qual eu permane\u00e7o, permitiu apresentar opini\u00f5es verdadeiras, sinceras e sem v\u00ednculos.<br \/>\nA evolu\u00e7\u00e3o demogr\u00e1fica do nosso pa\u00eds assume cada vez mais uma dimens\u00e3o preocupante, n\u00e3o h\u00e1 d\u00favida: 257 dos 308 munic\u00edpios Portugueses perderam popula\u00e7\u00e3o durante a \u00faltima d\u00e9cada. Com o continuado envelhecimento da popula\u00e7\u00e3o e a perspectiva de um saldo natural continuadamente negativo para os pr\u00f3ximos anos, o panorama n\u00e3o parece melhorar. Do distrito de Coimbra todos os concelhos perderam popula\u00e7\u00e3o (perda m\u00e9dia de 5%). Este cen\u00e1rio piora quando a an\u00e1lise se centra nos munic\u00edpios mais do interior do distrito. Estes al\u00e9m do saldo natural negativo e da emigra\u00e7\u00e3o sofrem ainda da litoraliza\u00e7\u00e3o\/fuga para a capital.<br \/>\nUsei a oportunidade que me foi dada para apresentar, do meu ponto de vista, o papel que as empresas podem ter nesta \u201ctarefa\u201d da invers\u00e3o demogr\u00e1fica e de como julgo ser importante haver a coragem de discriminar positivamente estes territ\u00f3rios.<br \/>\nO emprego (e em particular o emprego bem remunerado) \u00e9 condi\u00e7\u00e3o essencial para que uma pessoa decida fixar-se num determinado local. A possibilidade de criar esses empregos \u00e9 maioritariamente da responsabilidade da economia privada, mas \u00e9 um facto que essa responsabilidade n\u00e3o pode ser desligada das pol\u00edticas p\u00fablicas que s\u00e3o definidas e muito em concreto das pol\u00edticas fiscais. Por dados conhecidos recentemente, fic\u00e1mos a saber que no \u00edndice de competitividade fiscal de 2022 Portugal ocupa a 36\u00aa posi\u00e7\u00e3o em 38 pa\u00edses em an\u00e1lise. Face a 2021 descemos mais duas posi\u00e7\u00f5es. Em particular, no que toca \u00e0s empresas, apresentamos a segunda taxa nominal de impostos sobre os lucros (IRC e derramas) \u2013 31,5% \u2013 mais elevada da UE e da OCDE. \u00c9 f\u00e1cil perceber que pelas pol\u00edticas seguidas ao longo dos \u00faltimos anos, as empresas s\u00e3o consideradas cada vez mais uma fonte de gera\u00e7\u00e3o de receita para o estado por via dos impostos. Defendo que, face \u00e0 evolu\u00e7\u00e3o demogr\u00e1fica (mas tamb\u00e9m econ\u00f3mica do pa\u00eds) as empresas, mais que fonte de receita, t\u00eam que ser vistas pela nossa governa\u00e7\u00e3o como parceiros chave para promover o desenvolvimento dos nossos territ\u00f3rios.<br \/>\nPara territ\u00f3rios de baixa densidade populacional e onde a evolu\u00e7\u00e3o demogr\u00e1fica atinge dimens\u00f5es ainda mais preocupantes, disse e digo que \u00e9 necess\u00e1rio ter a coragem de os discriminar positivamente por via da fiscalidade, da desburocratiza\u00e7\u00e3o e da aplica\u00e7\u00e3o dos fundos comunit\u00e1rios. Mas para que tal n\u00e3o seja visto como um pedido de um empres\u00e1rio que espera apenas lucrar com as medidas que defende &#8211; porque esse n\u00e3o \u00e9 o desejo que tenho e porque as empresas n\u00e3o s\u00e3o mais que as pessoas que as comp\u00f5em &#8211; defendo que estas medidas sejam vinculadas \u00e0 cria\u00e7\u00e3o de emprego, \u00e0 valoriza\u00e7\u00e3o das carreiras profissionais, \u00e0 progress\u00e3o salarial desses empregos e \u00e0 fixa\u00e7\u00e3o das pessoas nos territ\u00f3rios em causa. Ganham as empresas, ganham as pessoas, ganham os territ\u00f3rios. Poder-se-\u00e1 dizer que perde o estado? N\u00e3o concordo. Territ\u00f3rios pouco habitados, quase ao abandono, ter\u00e3o certamente custos superiores.<br \/>\nProblemas que nos afectam a todos resolvem-se com o envolvimento de todos. Importa Acreditar!<\/p>\n<p>*Por decis\u00e3o pessoal, o autor do texto n\u00e3o escreve segundo o novo Acordo Ortogr\u00e1fico.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Christophe Coimbra<\/p>\n","protected":false},"author":8,"featured_media":254149,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"_acf_changed":false,"footnotes":""},"categories":[31,5],"tags":[594,100],"class_list":["post-256453","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","category-geral","category-opiniao","tag-christophe-coimbra","tag-opiniao"],"acf":[],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/critecnow.com\/diariobeiras\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/256453","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/critecnow.com\/diariobeiras\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/critecnow.com\/diariobeiras\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/critecnow.com\/diariobeiras\/wp-json\/wp\/v2\/users\/8"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/critecnow.com\/diariobeiras\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=256453"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/critecnow.com\/diariobeiras\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/256453\/revisions"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/critecnow.com\/diariobeiras\/wp-json\/wp\/v2\/media\/254149"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/critecnow.com\/diariobeiras\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=256453"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/critecnow.com\/diariobeiras\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=256453"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/critecnow.com\/diariobeiras\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=256453"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}