{"id":256765,"date":"2023-02-09T10:51:19","date_gmt":"2023-02-09T10:51:19","guid":{"rendered":"https:\/\/www.asbeiras.pt\/?p=256765"},"modified":"2023-02-09T10:51:19","modified_gmt":"2023-02-09T10:51:19","slug":"opiniao-os-sete-dias-da-semana","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/critecnow.com\/diariobeiras\/opiniao-os-sete-dias-da-semana\/","title":{"rendered":"Opini\u00e3o: Os sete dias da semana"},"content":{"rendered":"<p><a href=\"https:\/\/www.asbeiras.pt\/wp-content\/uploads\/2022\/11\/PEDRO-LACERDA-CRUZ.jpg\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"alignnone wp-image-250338 size-full\" src=\"https:\/\/www.asbeiras.pt\/wp-content\/uploads\/2022\/11\/PEDRO-LACERDA-CRUZ.jpg\" alt=\"\" width=\"1200\" height=\"628\" \/><\/a><\/p>\n<p>Na sequ\u00eancia do \u00faltimo artigo sobre a astronomia e a origem do tempo, vamos hoje debru\u00e7ar-nos um pouco mais sobre a origem dos sete dias da semana.<br \/>\nAntes de mais, porqu\u00ea sete? Na Antiguidade e Idade M\u00e9dia existiram outros sistemas: Celtas e Romanos tinham oito dias por semana, Eg\u00edpcios e Chineses dez, vikings Islandeses cinco, Maias e Astecas treze. Mais recentemente, Napole\u00e3o tentou impor uma semana decimal com dez dias, e trabalhadores fabris Sovi\u00e9ticos tinham semanas de cinco ou seis dias. No entanto, a semana de sete dias acabou por dominar as nossas vidas.<br \/>\nN\u00e3o se sabe ao certo, mas pensa-se que a semana de sete dias tenha tido origem na antiga Babil\u00f3nia (ou mesmo nos seus antecessores Sum\u00e9rios). Registos arqueol\u00f3gicos indicam que estas civiliza\u00e7\u00f5es foram das primeiras a atribuir especial import\u00e2ncia ao n\u00famero sete. O fasc\u00ednio dos Babil\u00f3nios pelos n\u00fameros e pelo c\u00e9u est\u00e1 patente no famoso MUL.APIN, um comp\u00eandio de observa\u00e7\u00f5es criteriosas de estrelas registado em t\u00e1buas com cerca de 3000 anos. \u00c9 assim prov\u00e1vel que o sete tenha sido introduzido no imagin\u00e1rio destas civiliza\u00e7\u00f5es pelos astros. Desde ent\u00e3o, o n\u00famero tornou-se preponderante em religi\u00f5es, celebra\u00e7\u00f5es, supersti\u00e7\u00f5es, e no n\u00famero de dias da semana.<br \/>\nOnde no c\u00e9u ter\u00e3o os Babil\u00f3nios ido buscar o sete? As hip\u00f3teses mais prov\u00e1veis s\u00e3o tr\u00eas. Primeiro, dois dos mais antigos e imponentes asterismos\u2014as Pl\u00eaiades, em destaque no MUL.APIN, e a Ursa Maior\u2014t\u00eam sete estrelas vis\u00edveis a olho nu cada. Note-se que no terceiro mil\u00e9nio AEC (h\u00e1 quase 5 mil anos) a Ursa Maior aparecia muito mais perto da estrela polar (que era outra, Thuban, devido a precess\u00e3o do eixo da Terra) e estava sempre bem alto no c\u00e9u. Segundo, os astros que os Babil\u00f3nios viam mover-se sobre as estrelas fixas s\u00e3o sete: o Sol, a Lua, Merc\u00fario, V\u00e9nus, Marte, J\u00fapiter e Saturno. Finalmente, as fases da Lua aparecem aproximadamente a cada 7 dias, de lua nova, a quarto crescente, a lua cheia, a quarto minguante. Um destes \u201csetes\u201d, ou a combina\u00e7\u00e3o dos tr\u00eas ter\u00e1 dado ao n\u00famero a sua import\u00e2ncia.<br \/>\nJ\u00e1 agora, na maioria das l\u00ednguas rom\u00e2nicas, os dias da semana t\u00eam os nomes dos sete astros que percorrem o c\u00e9u estrelado: Lua, Marte, Merc\u00fario, J\u00fapiter, V\u00e9nus, Saturno e Sol. Em Castelhano temos lunes, martes, mi\u00e9rcoles, jueves, viernes e s\u00e1bado. O domingo vem de dies dominicus, ou dia do Senhor, mas o ingl\u00eas preserva o Sunday. Porque \u00e9 que os nomes aparecem nesta ordem? E porque s\u00e3o diferentes em portugu\u00eas? Veremos numa pr\u00f3xima coluna.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Pedro Lacerda<\/p>\n","protected":false},"author":8,"featured_media":250338,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"_acf_changed":false,"footnotes":""},"categories":[31,5],"tags":[100,2066],"class_list":["post-256765","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","category-geral","category-opiniao","tag-opiniao","tag-pedro-lacerda"],"acf":[],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/critecnow.com\/diariobeiras\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/256765","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/critecnow.com\/diariobeiras\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/critecnow.com\/diariobeiras\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/critecnow.com\/diariobeiras\/wp-json\/wp\/v2\/users\/8"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/critecnow.com\/diariobeiras\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=256765"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/critecnow.com\/diariobeiras\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/256765\/revisions"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/critecnow.com\/diariobeiras\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=256765"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/critecnow.com\/diariobeiras\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=256765"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/critecnow.com\/diariobeiras\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=256765"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}