{"id":257255,"date":"2023-02-16T10:55:50","date_gmt":"2023-02-16T10:55:50","guid":{"rendered":"https:\/\/www.asbeiras.pt\/?p=257255"},"modified":"2023-02-16T10:55:50","modified_gmt":"2023-02-16T10:55:50","slug":"manuel-pureza-gostava-de-olhar-para-coimbra-como-um-exemplo-na-cultura","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/critecnow.com\/diariobeiras\/manuel-pureza-gostava-de-olhar-para-coimbra-como-um-exemplo-na-cultura\/","title":{"rendered":"Manuel Pureza: \u201cGostava de olhar para Coimbra como um exemplo na cultura\u201d"},"content":{"rendered":"<div id=\"attachment_257293\" style=\"width: 1210px\" class=\"wp-caption alignnone\"><a href=\"https:\/\/www.asbeiras.pt\/wp-content\/uploads\/2023\/02\/Manuel-Pureza-1.jpg\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" aria-describedby=\"caption-attachment-257293\" class=\"wp-image-257293 size-full\" src=\"https:\/\/www.asbeiras.pt\/wp-content\/uploads\/2023\/02\/Manuel-Pureza-1.jpg\" alt=\"\" width=\"1200\" height=\"628\" srcset=\"https:\/\/critecnow.com\/diariobeiras\/wp-content\/uploads\/2023\/02\/Manuel-Pureza-1.jpg 1200w, https:\/\/critecnow.com\/diariobeiras\/wp-content\/uploads\/2023\/02\/Manuel-Pureza-1-300x157.jpg 300w, https:\/\/critecnow.com\/diariobeiras\/wp-content\/uploads\/2023\/02\/Manuel-Pureza-1-1024x536.jpg 1024w, https:\/\/critecnow.com\/diariobeiras\/wp-content\/uploads\/2023\/02\/Manuel-Pureza-1-768x402.jpg 768w, https:\/\/critecnow.com\/diariobeiras\/wp-content\/uploads\/2023\/02\/Manuel-Pureza-1-600x314.jpg 600w\" sizes=\"auto, (max-width: 1200px) 100vw, 1200px\" \/><\/a><p id=\"caption-attachment-257293\" class=\"wp-caption-text\"><strong>Foto de Coyote Vadio<\/strong><\/p><\/div>\n<p><strong>A ideia que existe \u00e9 que as pessoas de Coimbra n\u00e3o sabem que \u00e9 de Coimbra. Esta \u00e9 uma perce\u00e7\u00e3o certa?<\/strong><br \/>\n\u00c9 uma perce\u00e7\u00e3o um bocadinho estranha. Em boa verdade, e com o \u00eaxito do \u201cP\u00f4r do Sol\u201d, houve um rebentar exponencial do interesse pelo meu trabalho e de onde \u00e9 que venho. Quando digo que sou de Coimbra h\u00e1 uma esp\u00e9cie de surpresa. N\u00e3o \u00e9 um problema das pessoas de Coimbra n\u00e3o me reconhecerem, \u00e9 uma coisa geral. H\u00e1 uma esp\u00e9cie de surpresa constante por ser conimbricense e isso deixa-me contente.<\/p>\n<p><strong>Como recorda a sua adolesc\u00eancia em Coimbra?<\/strong><br \/>\nNasci em Coimbra, vim muito pequenino para Lisboa e depois voltei para Coimbra aos meus 8 anos e estive em Coimbra at\u00e9 aos 17 anos. A minha adolesc\u00eancia toda foi passada nas escolas Infanta Dona Maria e Martim de Freitas com os meus amigos de Coimbra, que s\u00e3o os meus amigos de sempre. Foi uma adolesc\u00eancia muito feliz. \u00c9 uma cidade que me fez aprender muita coisa. A escala de Coimbra permitia-me fazer coisas que em Lisboa n\u00e3o conseguia. Em mi\u00fado, podia fazer da cidade o meu terreno sem medos.<\/p>\n<p><strong>Aos 17 anos deixou a cidade para seguir os estudos em cinema. Como foi essa separa\u00e7\u00e3o?<\/strong><br \/>\nFoi natural. Na altura, acho que foi o primeiro ano que abriu o curso de Estudos Art\u00edsticos em Coimbra. Tive uma discuss\u00e3o com os meus pais entre ser um erudito em cinema ou ser aquele que punha as \u201cm\u00e3os na massa\u201d e, portanto, teimosamente, decidi ir para o conservat\u00f3rio porque a minha paix\u00e3o era contar hist\u00f3rias. Muito mais do que falar do que os outros faziam ou especializar-me na cr\u00edtica. A minha ideia era tornar poss\u00edvel hist\u00f3rias que imaginava. De uma forma natural, tive o apoio dos meus pais e vim, com mais dois amigos para Lisboa para tentarmos a sorte no conservat\u00f3rio e acabamos por ficar os tr\u00eas.<\/p>\n<p><strong>O pai, Jos\u00e9 Manuel Pureza, \u00e9 bastante conhecido no panorama pol\u00edtico nacional. Qual a import\u00e2ncia dele na sua vida ?<\/strong><br \/>\nO meu pai \u00e9 muito importante para mim por ser meu pai, em primeiro lugar, e todas as suas op\u00e7\u00f5es pol\u00edticas s\u00e3o dele e s\u00e3o op\u00e7\u00f5es que eu n\u00e3o s\u00f3 respeito como admiro. O meu pai e a minha m\u00e3e s\u00e3o figuras centrais na minha edifica\u00e7\u00e3o pessoal e sobretudo, na l\u00f3gica de proporcionarem os meus sonhos e os da minha irm\u00e3 e, portanto, acho que neste momento somos duas pessoas muito bem sucedidas.<br \/>\nFalar de Manuel Pureza \u00e9 falar de \u201cP\u00f4r-do-sol\u201d ou de \u201cAt\u00e9 Que a Vida nos Separe?\u201d. O que significa o sucesso das s\u00e9ries?<br \/>\nS\u00e3o dois projetos que marcaram muito a minha carreira. O meu trabalho \u00e9 esse e eu estou muito orgulhoso dessas duas s\u00e9ries que s\u00e3o de dois g\u00e9neros diferentes. S\u00e3o marcos no meu percurso pessoal mas tamb\u00e9m da minha produtora, a \u201cCoyote Vadio\u201d que dirijo com a minha s\u00f3cia e mulher: a Andreia Esteves. O \u201cP\u00f4r do Sol\u201d foi uma esp\u00e9cie de confirma\u00e7\u00e3o de um investimento muito s\u00e9rio, adulto e honesto do trabalho de cada de um n\u00f3s e das nossas equipas. Fazer humor em qualquer parte do mundo parece uma coisa descontra\u00edda, bem-disposta e onde nos divertimos muito a faz\u00ea- -lo mas, por outro lado, \u00e9 um compromisso que nos faz perder muitas horas de sono. \u201cAt\u00e9 que a Vida nos Separe\u201d \u00e9 um marco na fic\u00e7\u00e3o nacional, na medida em que \u00e9 a primeira produ\u00e7\u00e3o portuguesa que chega a 197 pa\u00edses atrav\u00e9s da Netflix. Quando est\u00e1vamos a celebrar esse mesmo marco j\u00e1 est\u00e1vamos em produ\u00e7\u00e3o de \u201cP\u00f4r do Sol\u201d e esta s\u00e9rie foi o coroar de alguns anos de investimento, de muita cren\u00e7a.<\/p>\n<p><strong>Realizar o \u201cP\u00f4r do Sol\u201d foi arriscar um humor em hor\u00e1rio nobre na televis\u00e3o nacional. Como foi correr esse risco?<\/strong><br \/>\nQualquer projeto em que n\u00f3s investimos o nosso tempo e o nosso conhecimento corre o risco de, no limite, n\u00e3o ser compreendido. O \u201cP\u00f4r do Sol\u201d reunia uma s\u00e9rie de ingredientes que nos parecia bastante apetec\u00edveis pelo p\u00fablico e isso fez-nos acreditar que era poss\u00edvel construir uma coisa diferenciada. O \u201cP\u00f4r do Sol\u201d ganhou um lugar no discurso pol\u00edtico, nos concursos ou nas piadas que encontras no caf\u00e9. Isto \u00e9 uma esp\u00e9cie de coisa que vai juntando muita gente \u00e0 volta de uma hist\u00f3ria que n\u00e3o faz sentido mas que, ao mesmo tempo, nos faz rir e nos faz pensar porque \u00e9 que vemos novelas. N\u00e3o est\u00e1vamos \u00e0 espera deste <strong>\u201cboom\u201d mas quando resulta faz-nos pensar que, desta vez, a equa\u00e7\u00e3o funcionou.<\/strong><\/p>\n<p><strong>Da s\u00e9rie nasceu a banda \u201cJesus Quisto\u201d. Essa rela\u00e7\u00e3o com a m\u00fasica vem desde os \u201cMar \u00e0 Bilha\u201d, uma banda que integrava?<\/strong><br \/>\n(Risos) Os \u201cMar \u00e0 Bilha\u201d foi um devaneio muito pessoal.<\/p>\n<p><strong>\u201cJesus Quisto\u201d n\u00e3o \u00e9 um devaneio?<\/strong><br \/>\nOs \u201cJesus Quisto\u201d, enquanto banda jovem, \u00e9 um ingrediente fundamental nas novelas. Evidentemente que me fez lembrar muitas vezes as loucuras que os \u201cMar \u00e0 Bilha\u201d propunham enquanto um grande sucesso nacional (risos).<\/p>\n<p><strong>Pode estar a\u00ed o segredo do sucesso da s\u00e9rie?<\/strong><br \/>\nN\u00e3o, nem pensar! A s\u00e9rie resulta como um todo, de v\u00e1rios g\u00e9neros que a novela procura sublinhar. Claro que os \u201cJesus Quisto\u201d s\u00e3o um sucesso inacredit\u00e1vel. Ali\u00e1s, a digress\u00e3o dos \u201cJesus Quisto\u201d vai come\u00e7ar no pr\u00f3ximo m\u00eas de abril nos coliseus do Porto e de Lisboa. Isto \u00e9 um sintoma que das duas uma: ou isto \u00e9 um sucesso \u201cdo caneco\u201d ou o pa\u00eds est\u00e1 completamente louco.<\/p>\n<p><strong>Diz o fado que \u201cCoimbra \u00e9 uma li\u00e7\u00e3o\u201d. Qual a li\u00e7\u00e3o que se pode tirar da s\u00e9rie?<\/strong><br \/>\nA li\u00e7\u00e3o que podem tirar \u00e9 que n\u00e3o h\u00e1 nada nem nenhuma s\u00e9rie que nos d\u00ea li\u00e7\u00f5es. Diria que, \u00e0s vezes, \u00e9 bom darmos uma hip\u00f3tese a qualquer coisa que nos ponha no limite da loucura, do riso ou do entretenimento. Ficar a pensar na quantidade gigantesca de talento que h\u00e1 neste pa\u00eds mas que investe t\u00e3o pouco na cultura e nos artistas. Quando tu olhas para a Gabriela Barros, para o Rui Melo ou para qualquer ator que faz parte deste elenco tu n\u00e3o acreditas que eles representam uma classe pela qual h\u00e1 t\u00e3o pouco respeito e considera\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p><strong>Como \u00e9 que tem acompanhado o desenvolvimento de Coimbra?<\/strong><br \/>\nAs obras que est\u00e3o a decorrer mostram pouca consci\u00eancia ambiental e eu estou muito desse lado. Orgulhosamente, sou do tempo em que a zona cont\u00edgua ao Parque Verde da cidade tinha algumas \u00e1rvores centen\u00e1rias que foram deitadas abaixo, em nome de um progresso que tardou v\u00e1rios anos a chegar \u00e0 cidade. Eu sa\u00ed de Coimbra com 17 anos e j\u00e1 na altura se falava disso (Metro). Passaram 21 anos e continuamos num impasse que agora come\u00e7a a despertar. Acho que \u00e9 uma cidade que, infelizmente, tem tudo o que uma cidade de um pa\u00eds pequeno pode ter mas ainda n\u00e3o se conseguiu encontrar para l\u00e1 da placa que encontras na autoestrada a dizer que \u00e9 a cidade dos estudantes. Podendo apostar na ideia de que a academia \u00e9 o seu motor, \u00e9 uma cidade que, entre outras coisas, v\u00ea os seus cinemas estarem condenados \u00e0 Casa do Cinema de Coimbra e dois \u201cmultiplexs\u201d no Forum Coimbra e no Alma Shopping. Eu devia querer ir de Lisboa a Coimbra para ver um espet\u00e1culo e, para isso, era preciso que houvesse um maior apoio de uma cidade que deve ver para al\u00e9m das rotundas.<\/p>\n<p><strong>\u00c9s s\u00f3cio da Acad\u00e9mica. Como \u00e9 que tem visto os resultados e a vida do clube nos \u00faltimos anos?<\/strong><br \/>\nInesperadamente. Qualquer pessoa que se diga adepto da Acad\u00e9mica v\u00ea estes \u00faltimos tempos como tempos confusos, dif\u00edceis e sofr\u00edveis. Eu estive agora a acompanhar o jogo contra o Sporting B, que felizmente ganh\u00e1mos, vi o jogo a seguir em que ganh\u00e1mos tamb\u00e9m mas depois voltamos a perder com o Caldas, ou seja fica tudo um bocadinho aqu\u00e9m e confuso. \u00c9 um clube que se deixou levar por a\u00e7\u00f5es duvidosas a todos os n\u00edveis. Eu confesso que n\u00e3o fui acompanhando devidamente mas tenho pessoas da fam\u00edlia que est\u00e3o muito apostadas em recuperar a Acad\u00e9mica e at\u00e9 mesmo candidatar-se a um projeto diferente e inovador mas, enfim, isso \u00e9 uma coisa que tem tanto de bom e esperan\u00e7oso como de assustador. A Acad\u00e9mica \u00e9 um sintoma da cidade.<\/p>\n<p><strong>Consideras que o estado atual da Acad\u00e9mica, da cultura e da cidade espelham o que \u00e9 Coimbra atualmente?<\/strong><br \/>\nEu n\u00e3o fa\u00e7o ideia. Eu assumo a minha ignor\u00e2ncia. Sei \u00e9 que gostava de olhar para Coimbra como um exemplo na cultura e na aposta das camadas mais novas. Sempre que falamos da cultura de Coimbra, para al\u00e9m da extraordin\u00e1ria a\u00e7\u00e3o cultural e di\u00e1ria da R\u00e1dio Universidade de Coimbra, da Casa das Artes ou de mais dois ou tr\u00eas polos interessantes do ponto de vista da oferta cultural, voltamos a falar do Museu Machado de Castro mas este espa\u00e7o, apesar de toda a sua import\u00e2ncia, n\u00e3o pode ser o maior chamariz de uma cidade no centro de uma cidade que vive de uma popula\u00e7\u00e3o estudantil que se desvincula dos destinos da cidade. Sinto muitas vezes que Coimbra se limita a ser conhecida pela cidade onde se bebe mais cerveja na Queima das Fitas. Eu falo disto do ponto de vista \u201coutsider\u201d e confesso a minha ignor\u00e2ncia daquilo que se passa em Coimbra, mas penso que possa ser um sintoma de como a cidade passa das fronteiras da pr\u00f3pria cidade.<\/p>\n<p><strong>Em termos profissionais, o que \u00e9 que o futuro nos reserva?<\/strong><br \/>\nEste ano estamos a preparar o filme do \u201cP\u00f4r do Sol\u201d, j\u00e1 foi anunciado e estamos a trabalhar nele. H\u00e1 mais umas s\u00e9ries e mais uns projetos que est\u00e3o \u201cna calha\u201d. Al\u00e9m disso, a Coyote Vadio vai continuar \u00e0 procura de estar sempre ao lado das hist\u00f3rias que pretende contar, para que aconte\u00e7am, para que ganhem a \u201cluz do dia\u201d e sejam vistas por muita gente. Estamos a apostar nas nossas refer\u00eancias modernas e arrojadas como o \u201cP\u00f4r do Sol\u201d foi, mas a s\u00e9rie j\u00e1 est\u00e1 na curva final. A digress\u00e3o dos \u201cJesus Quisto\u201d tamb\u00e9m acho que vai ser marcante. V\u00e3o haver outros projetos que ir\u00e3o marcar pontos no nosso percurso.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Manuel Pureza \u00e9 um realizador conimbricense que nos \u00faltimos anos se deu a conhecer pelas s\u00e9ries \u201cP\u00f4r do sol\u201d da RTP e \u201cAt\u00e9 Que A Vida Nos Separe\u201d na Netflix<\/p>\n","protected":false},"author":3,"featured_media":257293,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"_acf_changed":false,"footnotes":""},"categories":[39,31],"tags":[672,2238,2239],"class_list":["post-257255","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","category-coimbra-2","category-geral","tag-entrevista","tag-manuel-pureza","tag-realizador"],"acf":[],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/critecnow.com\/diariobeiras\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/257255","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/critecnow.com\/diariobeiras\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/critecnow.com\/diariobeiras\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/critecnow.com\/diariobeiras\/wp-json\/wp\/v2\/users\/3"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/critecnow.com\/diariobeiras\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=257255"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/critecnow.com\/diariobeiras\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/257255\/revisions"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/critecnow.com\/diariobeiras\/wp-json\/wp\/v2\/media\/257293"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/critecnow.com\/diariobeiras\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=257255"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/critecnow.com\/diariobeiras\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=257255"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/critecnow.com\/diariobeiras\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=257255"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}