{"id":257351,"date":"2023-02-17T11:35:37","date_gmt":"2023-02-17T11:35:37","guid":{"rendered":"https:\/\/www.asbeiras.pt\/?p=257351"},"modified":"2023-02-17T11:35:37","modified_gmt":"2023-02-17T11:35:37","slug":"opiniao-1755-2011-2023","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/critecnow.com\/diariobeiras\/opiniao-1755-2011-2023\/","title":{"rendered":"Opini\u00e3o: 1755, 2011, 2023"},"content":{"rendered":"<p><a href=\"https:\/\/www.asbeiras.pt\/2020\/12\/opiniao-portugal-moderno-ecompetitivo\/vitor-sereno-2\/\" rel=\"attachment wp-att-206630\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"aligncenter size-full wp-image-206630\" src=\"https:\/\/www.asbeiras.pt\/wp-content\/uploads\/2020\/12\/Vitor-Sereno.jpg\" alt=\"\" width=\"1200\" height=\"628\" \/><\/a><\/p>\n<p>\u00c0s 14:46 de 11 de mar\u00e7o de 2011, um terramoto de <strong>magnitude<\/strong> 9.0 atingiu violentamente a costa do <strong>Jap\u00e3o<\/strong>. Seguido de um tsunami de propor\u00e7\u00f5es b\u00edblicas, o cataclismo vitimou cerca 20 mil pessoas, causou o colapso de tr\u00eas reatores da central nuclear de Fukushima e pesa gravemente, ainda hoje, no consciente coletivo japon\u00eas.<\/p>\n<p><strong>Portugal<\/strong> partilha, como todos sabemos, a hist\u00f3ria de um desastre semelhante, que nos demoliu a capital e que Voltaire eternizou no seu \u201cC\u00e2ndido\u201d. Essa mem\u00f3ria coletiva, de 1755 e 2011, revisitou-nos este m\u00eas, com as not\u00edcias de um novo terramoto avassalador, desta feita \u00e0s portas da Europa. O Jap\u00e3o respondeu prontamente, enviando as suas experientes equipas de busca e salvamento para a Turquia. Habituados aos recorrentes sismos resultantes da sua zona de falhas geol\u00f3gicas, saber\u00e3o como ningu\u00e9m ajudar nesta geografia em que convergem as placas da Anat\u00f3lia, Ar\u00e1bica e Africana. As imagens que recebemos da Turquia e da S\u00edria chegam para percebermos que, infelizmente, n\u00e3o lhes faltar\u00e1 trabalho.<\/p>\n<p>Por entre as ondas de consterna\u00e7\u00e3o e luto, com in\u00fameros paralelos tra\u00e7ados entre os dois terramotos, h\u00e1, por aqui, momentos marcantes. Conta-se, por exemplo, a hist\u00f3ria de uma equipa de trinta turcos que esteve na cidade de Shichigahama em 2011 para diversas opera\u00e7\u00f5es de apoio p\u00f3s-sismo. \u00c9 apenas natural que os locais queiram, agora, retribuir a ajuda.<\/p>\n<p>As li\u00e7\u00f5es que se podem retirar do sismo de 2011, que a tanto custo foram aprendidas, merecem considera\u00e7\u00e3o pelas autoridades turcas e s\u00edrias. N\u00e3o s\u00f3 no que \u00e0s buscas ou \u00e0 reconstru\u00e7\u00e3o dizem respeito, mas tamb\u00e9m &#8211; e talvez principalmente &#8211; no que toca ao apoio \u00e0s v\u00edtimas, aos sobreviventes, \u00e0s fam\u00edlias. O desastre atingiu o Jap\u00e3o em 2011, mas as r\u00e9plicas emocionais perduram, e, como as ondas do tsunami, assolam ainda hoje todo o povo japon\u00eas.<\/p>\n<p>PS. Deixei, em nome do Estado portugu\u00eas, as nossas condol\u00eancias na Embaixada da Turquia em T\u00f3quio. As p\u00e1ginas enchiam-se em in\u00fameros alfabetos. Quando a trag\u00e9dia destas recai sobre um povo, todos o sentimos, e todos devemos, \u00e0 nossa medida, ajudar.<\/p>\n<p>PS2 \u2013 Em 16 de mar\u00e7o de 2022, chegado h\u00e1 apenas 4 dias ao Jap\u00e3o vivi uma experi\u00eancia aterradora. Um grau 7 em Fukushima, um abano de 30 segundos (pareceram horas) em T\u00f3quio. Mais do que suficiente para ver o pr\u00e9dio (vivemos no 11.\u00ba andar) literalmente a mover-se de um lado para o outro, os livros a ca\u00edrem das prateleiras, o bairro inteiro de luz cortada e os elevadores com avisos sonoros de sismo. Um susto enorme e tr\u00eas vivas \u00e0 fant\u00e1stica constru\u00e7\u00e3o japonesa!<\/p>\n<p>Ps3 \u2013 Leio algures que desde 1958 (atualiza\u00e7\u00f5es em 1983 e 2019 ) que \u00e9 obrigat\u00f3rio preparar os edif\u00edcios, as pontes e as estruturas de engenharia civil, para resistirem aos sismos em Portugal. Dever\u00edamos fazer, o quanto antes, um debate nacional sobre este assunto e insistir na pedagogia. S\u00f3 h\u00e1 uma cidade pior na Europa, ao n\u00edvel do risco s\u00edsmico: Istambul\u2026<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>V\u00edtor Sereno<\/p>\n","protected":false},"author":8,"featured_media":206630,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"_acf_changed":false,"footnotes":""},"categories":[31,5],"tags":[1206,100,469,2275,1841],"class_list":["post-257351","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","category-geral","category-opiniao","tag-japao","tag-opiniao","tag-portugal","tag-terramoto","tag-vitor-sereno"],"acf":[],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/critecnow.com\/diariobeiras\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/257351","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/critecnow.com\/diariobeiras\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/critecnow.com\/diariobeiras\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/critecnow.com\/diariobeiras\/wp-json\/wp\/v2\/users\/8"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/critecnow.com\/diariobeiras\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=257351"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/critecnow.com\/diariobeiras\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/257351\/revisions"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/critecnow.com\/diariobeiras\/wp-json\/"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/critecnow.com\/diariobeiras\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=257351"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/critecnow.com\/diariobeiras\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=257351"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/critecnow.com\/diariobeiras\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=257351"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}