{"id":259728,"date":"2023-03-27T09:23:34","date_gmt":"2023-03-27T09:23:34","guid":{"rendered":"https:\/\/www.asbeiras.pt\/?p=259728"},"modified":"2023-03-27T09:23:34","modified_gmt":"2023-03-27T09:23:34","slug":"opiniao-humanos-e-alienigenas","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/critecnow.com\/diariobeiras\/opiniao-humanos-e-alienigenas\/","title":{"rendered":"Opini\u00e3o: Humanos e alien\u00edgenas"},"content":{"rendered":"<p><a href=\"https:\/\/www.asbeiras.pt\/wp-content\/uploads\/2022\/11\/Pio-Abreu-opi.jpg\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"alignnone size-full wp-image-249553\" src=\"https:\/\/www.asbeiras.pt\/wp-content\/uploads\/2022\/11\/Pio-Abreu-opi.jpg\" alt=\"\" width=\"1200\" height=\"628\" \/><\/a><\/p>\n<p>Em tempos de guerra e cat\u00e1strofe, logo aparecem as grandes teorias e cren\u00e7as, cultivadas em c\u00edrculos restritos, que tendem a ultrapassar a realidade ou a chamar at\u00e9 si as pessoas que entretanto morreram. N\u00f3s, humanos, somos dos poucos animais que sabem que v\u00e3o morrer, mas n\u00e3o aceitamos este facto. Foi por isso que sempre nos apropri\u00e1mos de uma alma imortal. Mas quando partem os nossos pr\u00f3ximos, procuramos por todos os meios que eles venham \u00e0 nossa presen\u00e7a. Conseguimo-lo por vezes nos sonhos. Mas nem isso nos chega. Procuramos a sua presen\u00e7a mais ass\u00eddua, com a possibilidade de falarmos com eles e lhes perguntarmos como est\u00e3o.<br \/>\nFoi essa necessidade que estimulou o culto do espiritismo, que se desenvolveu a partir do S\u00e9culo XIX depois dos livros de Allan Kadec. Ele explodiu durante as guerras nos Estados Unidos e na Europa. A presen\u00e7a dos esp\u00edritos era assegurada por um conjunto de recursos, mas principalmente por interm\u00e9dio de \u201cm\u00e9diuns\u201d, pessoas fragilizadas que assumiam a personalidade das almas do al\u00e9m. Faziam-no atrav\u00e9s de procedimentos, hoje razoavelmente conhecidos, que implicam altera\u00e7\u00f5es fisiol\u00f3gicas e cerebrais. S\u00e3o os mesmos procedimentos que Mesmer utilizava com as suas \u201chist\u00e9ricas\u201d e ainda hoje utilizados em certas igrejas evang\u00e9licas que exp\u00f5em as suas \u201cendemoinhadas\u201d e \u201cmilagradas\u201d. A exist\u00eancia de patologia e o seu aproveitamento est\u00e3o mal delimitadas em diversos contextos.<br \/>\nEstamos hoje de novo em tempos de cat\u00e1strofe e de guerra. Os tempos mudaram entretanto, e as incarna\u00e7\u00f5es dos esp\u00edritos deixaram de existir em c\u00edrculos fechados. As pr\u00e1ticas mesmerianas evolu\u00edram para as v\u00e1rias formas de hipnose que s\u00e3o abundantemente ensinadas e demonstradas na Internet e em cursos diversos que v\u00e3o da hipnose cl\u00ednica at\u00e9 ao \u201ccoaching\u201d. \u00c9 dif\u00edcil fugir a alguma destas influ\u00eancias e, qualquer pessoa que passe por um psiquiatra ou psic\u00f3logo, j\u00e1 foi submetida a alguma destas experi\u00eancias, tal como antes frequentavam as bruxas ou videntes. V\u00e3o desde inofensivas ou ben\u00e9ficas sugest\u00f5es (incluindo o efeito placebo), at\u00e9 \u00e0 viv\u00eancia de vidas passadas.<br \/>\nH\u00e1 pouco tempo aconteceu-me receber uma rapariga perfeitamente normal, bem instru\u00edda e executando bem o seu trabalho de grande responsabilidade. S\u00f3 tinha um problema: antes de sair de casa perdia algum tempo a fazer verifica\u00e7\u00f5es para se certificar de que n\u00e3o deixaria nada ligado ou aceso. Tinha medo de se queimar, a si ou aos seus pertences, porque tinha a certeza de que numa vida anterior, onde foi conduzida atrav\u00e9s de hipnose, teria sido queimada viva. N\u00e3o h\u00e1 modo de provar o contr\u00e1rio, e um n\u00famero cada vez maior de pessoas acredita na metempsicose. H\u00e1 mesmo quem diga que algumas experi\u00eancias de vidas passadas se podem provar por documentos hist\u00f3ricos.<br \/>\nAt\u00e9 a\u00ed, tudo bem. O problema foi quando a jovem me identificou como um alien\u00edgena. J\u00e1 tinha consultado outros psiquiatras, mas eles eram humanos, nada de especial, e ela n\u00e3o acreditou neles. Eu pertencia a outro mundo ou teria sido infectado por aliens, tal como os habitantes da Matrix. Fiquei um pouco perplexo e a pensar nos caminhos a que a Internet, com os algoritmos que refor\u00e7am as nossas cren\u00e7as, nos podem levar.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Pio Abreu<\/p>\n","protected":false},"author":8,"featured_media":249553,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"_acf_changed":false,"footnotes":""},"categories":[31,5],"tags":[100,102],"class_list":["post-259728","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","category-geral","category-opiniao","tag-opiniao","tag-pio-abreu"],"acf":[],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/critecnow.com\/diariobeiras\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/259728","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/critecnow.com\/diariobeiras\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/critecnow.com\/diariobeiras\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/critecnow.com\/diariobeiras\/wp-json\/wp\/v2\/users\/8"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/critecnow.com\/diariobeiras\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=259728"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/critecnow.com\/diariobeiras\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/259728\/revisions"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/critecnow.com\/diariobeiras\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=259728"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/critecnow.com\/diariobeiras\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=259728"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/critecnow.com\/diariobeiras\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=259728"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}