{"id":259990,"date":"2023-03-31T10:49:27","date_gmt":"2023-03-31T10:49:27","guid":{"rendered":"https:\/\/www.asbeiras.pt\/?p=259990"},"modified":"2023-03-31T10:49:27","modified_gmt":"2023-03-31T10:49:27","slug":"opiniao-mais-do-que-discutirconversar","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/critecnow.com\/diariobeiras\/opiniao-mais-do-que-discutirconversar\/","title":{"rendered":"Opini\u00e3o &#8211;  Mais do que discutir\u2026conversar!"},"content":{"rendered":"<p><a href=\"https:\/\/www.asbeiras.pt\/2022\/10\/opiniao-jorge-fernandes-e-judo-e-competencia\/luis-santarino-opi-2\/\" rel=\"attachment wp-att-248925\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"aligncenter size-full wp-image-248925\" src=\"https:\/\/www.asbeiras.pt\/wp-content\/uploads\/2022\/10\/LUIS-SANTARINO-opi-1.jpg\" alt=\"\" width=\"1200\" height=\"628\" \/><\/a><\/p>\n<p>Antes mesmo do Governo \u201caparecer\u201d com uma proposta para a <strong>habita\u00e7\u00e3o<\/strong> em Portugal, j\u00e1 alguns cidad\u00e3os se debru\u00e7avam sobre essa mat\u00e9ria.<br \/>\nCidad\u00e3os com as mais variadas qualidades cient\u00edficas e t\u00e9cnicas, no sentido de ajudar a encontrar uma solu\u00e7\u00e3o global.<br \/>\nSignifica que a proposta do governo \u00e9 toda ela m\u00e1, que n\u00e3o encerra nenhum tipo de \u201cporta aberta\u201d que permita encontrar pontos de converg\u00eancia. Claro que n\u00e3o \u00e9 t\u00e3o m\u00e1 como a pintam, ainda que existam algumas que pela sua relev\u00e2ncia para o comum dos cidad\u00e3os n\u00e3o poder\u00e3o ser abandonadas.<br \/>\nMuita tinta ir\u00e1 correr, muita \u00e1gua passar\u00e1 por sob muitas pontes, muitos afirmar\u00e3o alguma coisa e o seu contr\u00e1rio!<br \/>\nSer\u00e1 isto o que o governo quer? Ou que parece querer? Parece-me que n\u00e3o, embora quest\u00f5es ideol\u00f3gicas como alguns afirmam, n\u00e3o sejam toleradas num pa\u00eds mais ao centro do que \u00e0 direita ou \u00e0 esquerda.<br \/>\nDe Coimbra para o Pa\u00eds seria \u2013 e mant\u00e9m-se \u2013 a inten\u00e7\u00e3o, apesar da pouca import\u00e2ncia dos \u201cpoderes\u201d darem import\u00e2ncia aos cidad\u00e3os que n\u00e3o vivem nas duas \u00e1reas geogr\u00e1ficas que t\u00eam uma popula\u00e7\u00e3o maiorit\u00e1ria.<br \/>\nAcredito que n\u00e3o seja por quest\u00f5es eleitorais porque as elei\u00e7\u00f5es aut\u00e1rquicas ainda v\u00eam longe, ainda por cima pelo facto de, a Associa\u00e7\u00e3o Nacional de Munic\u00edpios Portugueses n\u00e3o ter siso ouvida. Deveria ter sido?<br \/>\nPercebe-se porqu\u00ea. Esperando uma resposta dos munic\u00edpios portugueses, ela nunca chegaria porque a grande maioria dos munic\u00edpios n\u00e3o se situam nas \u00e1reas geogr\u00e1ficas j\u00e1 identificadas, al\u00e9m de que a grande maioria nem preocupada est\u00e1 com a quest\u00e3o da habita\u00e7\u00e3o. Por muitas e variadas raz\u00f5es, a explicar mais tarde. L\u00e1 iremos num futuro pr\u00f3ximo!<br \/>\nOra, toda a discuss\u00e3o se centra em Lisboa e no Porto \u2013 mais em Lisboa do que no Porto &#8211; onde existiu um enorme investimento privado em \u201ccasas de turismo\u201d tendentes a rendimento, o que \u00e9 justo para com quem investiu, mas injusto tanto para as pessoas que viviam nessas zonas e que foram deslocadas \u00e0 for\u00e7a do seu local de vida, para favorecer uma pol\u00edtica tur\u00edstica.<br \/>\nO resto do Pa\u00eds veio a correr dizer que tamb\u00e9m est\u00e1 interessado no parco dinheiro que lhes ir\u00e1 ser distribu\u00eddo, para a direccionar para uma constru\u00e7\u00e3o que ningu\u00e9m sabe o que vai ser, ou para uma reabilita\u00e7\u00e3o urbana que, eventualmente, n\u00e3o vai resolver a quest\u00e3o da habita\u00e7\u00e3o.<br \/>\nCoimbra tem um grave problema de habita\u00e7\u00e3o que s\u00f3 ser\u00e1 resolvido com um pacto de regime entre partidos pol\u00edticos, tamb\u00e9m com institui\u00e7\u00f5es do ensino superior mas, sobretudo, na abertura de um di\u00e1logo com quem sabe e n\u00e3o em plen\u00e1rios sem utilidade objectiva, que tende a envolver sempre os mesmos, os mesmos, que pouco ou nada j\u00e1 t\u00eam a dar \u00e0 cidade, ao concelho, ao distrito e muito menos \u00e0 regi\u00e3o.<br \/>\nA \u201cAlta da Cidade\u201d est\u00e1 completamente ao abandono onde alguns habitantes n\u00e3o t\u00eam uma sanita. Se caminharmos para a \u201cBaixa\u201d, percebe-se \u00e0 vista desarmada que ao longo dos anos n\u00e3o existiu, nem vontade pol\u00edtica nem capacidade t\u00e9cnica para a transformar numa zona com vida. Ambas, embora fazendo parte de uma parte protegida internacionalmente, nunca obtiveram a aten\u00e7\u00e3o que deviam.<br \/>\nChegamos ent\u00e3o a um ponto quase imposs\u00edvel de retorno a n\u00e3o ser que os v\u00e1rios poderes se entendam.<br \/>\nRegista-se a boa vontade do Presidente da C\u00e2mara Municipal de Coimbra que afirmou que iria investir uns milh\u00f5es de euros em cerca de 300 habita\u00e7\u00f5es na zona da freguesia de Taveiro.<br \/>\nJ\u00e1 temos bastantes \u201ccaixotes\u201d onde as pessoas se amontoam e, pior, guetos que s\u00e3o um insulto \u00e0 civiliza\u00e7\u00e3o ocidental. N\u00e3o o deveremos voltar a fazer. A realidade \u00e9 outra!<br \/>\nPor isso, existe todo um trabalho para fazer, nomeadamente pela escola p\u00fablica e privada, com a obrigatoriedade da frequ\u00eancia com notas valorativas da \u201cEduca\u00e7\u00e3o para a Cidadania\u201d! Transformar a escola numa \u201cverdadeira institui\u00e7\u00e3o do saber\u201d, onde todos saibam exactamente qual \u00e9 o seu papel. N\u00e3o tenhamos d\u00favidas. Olhem \u00e0 vossa volta. Percebam as muitas fam\u00edlias que de outras regi\u00f5es do mundo nos procuram.<br \/>\nSignifica que, se por absurdo as quest\u00f5es sociol\u00f3gicas n\u00e3o forem acauteladas, Portugal passar\u00e1 nos pr\u00f3ximos 20\/30 anos por muitas e graves disputas e dificuldades de relacionamento.<br \/>\n\u00c9 uma dica que deixo para estudo por quem saiba.<br \/>\nMas, para al\u00e9m da cidade propriamente dita, e partindo do princ\u00edpio que ap\u00f3s a recupera\u00e7\u00e3o da baixa da cidade a mesma n\u00e3o se transforme numa enorme \u201crep\u00fablica de estudantes\u201d, Autarquia e Universidade poder\u00e3o, ou mesmo dever\u00e3o, dada a enorme quantidade de alunos que nos procuram, encontrar uma solu\u00e7\u00e3o diferente e fundar um campus residencial, desportivo, social, cient\u00edfico, entre outros, porquanto, al\u00e9m de existirem terrenos para isso, h\u00e1 vontade de criar condi\u00e7\u00f5es para que a juventude tenha uma \u00e1rea onde se possa desenvolver na sua plenitude. Assim haja vontade e que a mobilidade seja uma realidade.<br \/>\nCoimbra tem essa capacidade, porque tem uma dimens\u00e3o mundial que nos coloca na lideran\u00e7a de todas as outras cidades portuguesas.<br \/>\nN\u00e3o se afirma isto por vaidade, mas pelo facto de, embora com poucos apoios, Coimbra tem empresas tecnol\u00f3gicas de refer\u00eancia que nos coloca no centro do conhecimento e reconhecimento mundial.<br \/>\nTem faltado uma cidade determinada, actuante, que apresente aos v\u00e1rios n\u00edveis do poder institu\u00eddo, propostas que nos coloquem na vanguarda das v\u00e1rias \u00e1reas do conhecimento.<br \/>\nEsta quest\u00e3o da habita\u00e7\u00e3o t\u00e3o cara aos agora comentadores e comentaristas do \u201cachismo\u201d que nada sabem sobre a quest\u00e3o, tem a enorme virtude de encontrar pontes de di\u00e1logo entre cidad\u00e3os das mais variadas \u00e1reas do pensamento, que permitir\u00e1 aos mais audazes e com a sua concord\u00e2ncia, fazer a s\u00edntese de um pensamento que nos orgulhar\u00e1.<br \/>\nPortugal n\u00e3o precisa de poderes interm\u00e9dios para tratar das \u201cmanilhas ou do muro para segurar a estrada\u201d, mas de uma regionaliza\u00e7\u00e3o forte e determinada que nos transporte para uma outra dimens\u00e3o.<br \/>\nO pa\u00eds parece que ainda n\u00e3o percebeu que j\u00e1 estamos a viver uma economia de guerra e que a vida vai ser dura para todos. Mesmo para aqueles que pensam que o dinheiro compra tudo. E compra realmente, mas \u00e9 preciso que esse \u201ctudo\u201d, exista!<br \/>\nMais do que discutir, teremos de conversar!<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Lu\u00eds Santarino, Consultor\/formador<\/p>\n","protected":false},"author":8,"featured_media":248925,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"_acf_changed":false,"footnotes":""},"categories":[31,5],"tags":[337,453,100],"class_list":["post-259990","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","category-geral","category-opiniao","tag-habitacao","tag-luis-santarino","tag-opiniao"],"acf":[],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/critecnow.com\/diariobeiras\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/259990","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/critecnow.com\/diariobeiras\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/critecnow.com\/diariobeiras\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/critecnow.com\/diariobeiras\/wp-json\/wp\/v2\/users\/8"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/critecnow.com\/diariobeiras\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=259990"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/critecnow.com\/diariobeiras\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/259990\/revisions"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/critecnow.com\/diariobeiras\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=259990"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/critecnow.com\/diariobeiras\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=259990"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/critecnow.com\/diariobeiras\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=259990"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}