{"id":260136,"date":"2023-04-03T12:58:58","date_gmt":"2023-04-03T12:58:58","guid":{"rendered":"https:\/\/www.asbeiras.pt\/?p=260136"},"modified":"2023-04-03T12:58:58","modified_gmt":"2023-04-03T12:58:58","slug":"opiniao-ivamos-ver-o-que-isto-vai-dar","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/critecnow.com\/diariobeiras\/opiniao-ivamos-ver-o-que-isto-vai-dar\/","title":{"rendered":"Opini\u00e3o: I\u2019Vamos ver o que isto vai dar"},"content":{"rendered":"<p><a href=\"https:\/\/www.asbeiras.pt\/wp-content\/uploads\/2023\/01\/Christophe-Coimbra-opi-1.jpg\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"alignnone size-full wp-image-254149\" src=\"https:\/\/www.asbeiras.pt\/wp-content\/uploads\/2023\/01\/Christophe-Coimbra-opi-1.jpg\" alt=\"\" width=\"1200\" height=\"628\" srcset=\"https:\/\/critecnow.com\/diariobeiras\/wp-content\/uploads\/2023\/01\/Christophe-Coimbra-opi-1.jpg 1200w, https:\/\/critecnow.com\/diariobeiras\/wp-content\/uploads\/2023\/01\/Christophe-Coimbra-opi-1-300x157.jpg 300w, https:\/\/critecnow.com\/diariobeiras\/wp-content\/uploads\/2023\/01\/Christophe-Coimbra-opi-1-1024x536.jpg 1024w, https:\/\/critecnow.com\/diariobeiras\/wp-content\/uploads\/2023\/01\/Christophe-Coimbra-opi-1-768x402.jpg 768w, https:\/\/critecnow.com\/diariobeiras\/wp-content\/uploads\/2023\/01\/Christophe-Coimbra-opi-1-600x314.jpg 600w\" sizes=\"auto, (max-width: 1200px) 100vw, 1200px\" \/><\/a><\/p>\n<p>Depois do \u201cpacote mais habita\u00e7\u00e3o\u201d, eis que foram anunciados os novos apoios \u00e0s fam\u00edlias no combate \u00e0 infla\u00e7\u00e3o.<br \/>\nS\u00e3o 5 pontos: cria\u00e7\u00e3o do cabaz alimentar de bens essenciais com IVA a 0%, apoio aos produtores agr\u00edcolas, presta\u00e7\u00e3o de um apoio extraordin\u00e1rio \u00e0s fam\u00edlias mais vulner\u00e1veis, aumento dos subs\u00eddios de refei\u00e7\u00e3o dos funcion\u00e1rios p\u00fablicos ( 15%) e aumentos salariais ( 1% para al\u00e9m dos pressupostos do Acordo de Rendimentos). Segundo o Ministro das Finan\u00e7as, este somat\u00f3rio de medidas custar\u00e1 aos cofres do Estado quase 2,5 mil milh\u00f5es de \u20ac. Se analisarmos o somat\u00f3rio dos valores noticiados para cada um destes pontos ( 1,575 mil milh\u00f5es de \u20ac) fica por encontrar o destino de cerca de mil milh\u00f5es de \u20ac. O futuro esclarecer-me-\u00e1.<br \/>\nCentro-me em concreto em duas das medidas anunciadas: o cabaz alimentar essencial e o apoio aos produtores agr\u00edcolas. O IVA, que sendo um imposto que incide maioritariamente sobre o consumidor final, em grande parte dos casos para as empresas apresenta-se como dedut\u00edvel, pouco impacto ter\u00e1 sobre a actividade empresarial. Se assim o \u00e9, e \u00e9-o de facto, tamb\u00e9m \u00e9 um facto que constitui a componente de pre\u00e7o que o consumidor tem de pagar. Mesmo considerando que a redu\u00e7\u00e3o do IVA para zero incide, na maioria dos casos, em produtos que eram taxados de forma reduzida ( 6%), n\u00e3o deixa de ser algo importante. O valor a pagar ser\u00e1 sempre menor. No que diz respeito ao apoio \u00e0 actividade agr\u00edcola, e em particular a algumas \u00e1reas espec\u00edficas da actividade agropecu\u00e1ria, estando alguns pre\u00e7os em valores quase inexplic\u00e1veis, justificados na maioria das vezes pelos pr\u00f3prios produtores como consequ\u00eancia da falta de rentabilidade da produ\u00e7\u00e3o face aos aumentos brutais dos custos de produ\u00e7\u00e3o (energia em particular), parece-me justific\u00e1vel. Interessa \u00e9 perceber o que \u00e9 entendido pela governa\u00e7\u00e3o como \u201capoio directo \u00e0 produ\u00e7\u00e3o\u201d e o que \u00e9 poss\u00edvel fazer \u00e0 dimens\u00e3o nacional com apenas 140 milh\u00f5es de \u20ac, num sector onde temos muito pouco de autossufici\u00eancia e em que interessa seguramente investir.<br \/>\nImporta ainda assim referir que mesmo que me sinta tentado apenas a dizer que \u00e9 pouco e que vem demasiado tarde, digo: vale mais tarde que nunca. E digo tamb\u00e9m que esta (e outras do g\u00e9nero) \u00e9 uma decis\u00e3o que \u00e9 devida aos Portugueses. \u00c9 ineg\u00e1vel &#8211; e os n\u00fameros da receita da execu\u00e7\u00e3o or\u00e7amental comprovam-no de forma inequ\u00edvoca &#8211; que o estado foi quem mais lucrou com a infla\u00e7\u00e3o. \u00c9 hora de colocar na m\u00e3o dos Portugueses (e na nossa economia) o excesso de cobran\u00e7a que foi realizada por consequ\u00eancia do aumento dos pre\u00e7os.<br \/>\nAt\u00e9 que os partidos mais \u00e0 esquerda insistam que estas medidas s\u00e3o um esfor\u00e7o do estado que mais n\u00e3o significa que um alargar dos lucros para os agentes da grande distribui\u00e7\u00e3o, \u00e9 necess\u00e1rio dar o exemplo. Dar o exemplo perante os consumidores, envolver todos os agentes desde a produ\u00e7\u00e3o \u00e0 comercializa\u00e7\u00e3o e conseguir entendimentos que travem definitivamente esta infla\u00e7\u00e3o. Apesar dos lucros do imediato poderem ser apetec\u00edveis, estou certo que todos a reconhecem como um problema e n\u00e3o como uma solu\u00e7\u00e3o. Se d\u00favidas houver, ser\u00e1 f\u00e1cil arranjar exemplos. \u00c9 que apesar das not\u00edcias nos dizerem que a infla\u00e7\u00e3o abrandou no m\u00eas de Mar\u00e7o, \u00e9 bom lembrar que se refere a infla\u00e7\u00e3o hom\u00f3loga, ou seja, por compara\u00e7\u00e3o com o mesmo m\u00eas do ano passado e que este se refere ao primeiro m\u00eas com impacto nos pre\u00e7os por in\u00edcio da guerra na Ucr\u00e2nia. A infla\u00e7\u00e3o abranda, mas os pre\u00e7os continuam a subir. E para mal dos nossos pecados, Portugal foi o Pa\u00eds da zona Euro onde os pre\u00e7os mais subiram face a Fevereiro.<br \/>\nQuando h\u00e1 quem se preocupe em usar o exemplo de Espanha (para medidas semelhantes) para atestar a nulidade dos proveitos para os consumidores, acho que nos devemos preocupar mais connosco. Afinal, e segundo os dados, n\u00e3o parece estar pior por l\u00e1. E n\u00e3o, n\u00e3o estou a celebrar o dia das mentiras.<\/p>\n<p>*Por decis\u00e3o pessoal, o autor do texto n\u00e3o escreve<br \/>\nsegundo o novo Acordo Ortogr\u00e1fico.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Christophe Coimbra<\/p>\n","protected":false},"author":8,"featured_media":254149,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"_acf_changed":false,"footnotes":""},"categories":[31,5],"tags":[594,100],"class_list":["post-260136","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","category-geral","category-opiniao","tag-christophe-coimbra","tag-opiniao"],"acf":[],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/critecnow.com\/diariobeiras\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/260136","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/critecnow.com\/diariobeiras\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/critecnow.com\/diariobeiras\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/critecnow.com\/diariobeiras\/wp-json\/wp\/v2\/users\/8"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/critecnow.com\/diariobeiras\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=260136"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/critecnow.com\/diariobeiras\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/260136\/revisions"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/critecnow.com\/diariobeiras\/wp-json\/wp\/v2\/media\/254149"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/critecnow.com\/diariobeiras\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=260136"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/critecnow.com\/diariobeiras\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=260136"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/critecnow.com\/diariobeiras\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=260136"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}