{"id":260817,"date":"2023-04-14T12:10:35","date_gmt":"2023-04-14T12:10:35","guid":{"rendered":"https:\/\/www.asbeiras.pt\/?p=260817"},"modified":"2023-04-14T12:10:35","modified_gmt":"2023-04-14T12:10:35","slug":"opiniao-la-como-ca","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/critecnow.com\/diariobeiras\/opiniao-la-como-ca\/","title":{"rendered":"Opini\u00e3o &#8211; L\u00e1 como c\u00e1"},"content":{"rendered":"<p><a href=\"https:\/\/www.asbeiras.pt\/2020\/12\/opiniao-portugal-moderno-ecompetitivo\/vitor-sereno-2\/\" rel=\"attachment wp-att-206630\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"aligncenter size-full wp-image-206630\" src=\"https:\/\/www.asbeiras.pt\/wp-content\/uploads\/2020\/12\/Vitor-Sereno.jpg\" alt=\"\" width=\"1200\" height=\"628\" \/><\/a><\/p>\n<p>J\u00e1 aqui o abordei h\u00e1 umas semanas. A queda demogr\u00e1fica no <strong>Jap\u00e3o<\/strong> \u00e9 um problema crescente e preocupante. Segundo dados recentes, o n\u00famero de nascimentos, em 2022, foi o mais baixo desde que h\u00e1 registos, com menos de 800 mil, num total de 126 milh\u00f5es de habitantes.<\/p>\n<p>As causas s\u00e3o diversas e complexas. Entre elas, destaca-se a intensa urbaniza\u00e7\u00e3o, o alt\u00edssimo custo de vida, a falta de incentivos ao casamento e a baixa taxa de imigra\u00e7\u00e3o. Todos estes fatores contribuem para que cada vez menos casais desejem ter filhos, culminando numa popula\u00e7\u00e3o progressivamente mais idosa e uma queda na taxa de natalidade.<\/p>\n<p>Isto tem implica\u00e7\u00f5es significativas. A n\u00edvel econ\u00f3mico, a diminui\u00e7\u00e3o da popula\u00e7\u00e3o em idade ativa e o aumento da idosa coloca em causa a sustentabilidade das contas p\u00fablicas, uma vez que h\u00e1 menos trabalhadores para assegurar a seguran\u00e7a social e as pens\u00f5es. A n\u00edvel social e cultural, a queda demogr\u00e1fica est\u00e1 j\u00e1 a levar ao despovoamento de regi\u00f5es do pa\u00eds, \u00e0 diminui\u00e7\u00e3o da din\u00e2mica e vitalidade das comunidades e \u00e0 perda de identidade cultural. Muitas casas e vilas japonesas est\u00e3o atualmente abandonadas porque n\u00e3o h\u00e1 jovens para tomar conta delas, num fen\u00f3meno aqui conhecido como &#8220;akiya&#8221;.<\/p>\n<p>Para lidar com esse problema, o governo tem adotado diversas estrat\u00e9gias espec\u00edficas. Uma delas \u00e9 incentivar o aumento da taxa de natalidade, oferecendo subs\u00eddios e benef\u00edcios fiscais para as fam\u00edlias que decidem ter filhos. Outra \u00e9 promover a imigra\u00e7\u00e3o, especialmente de trabalhadores qualificados, para suprir a demanda por m\u00e3o-de-obra e estimular o crescimento econ\u00f3mico. Al\u00e9m disso, o Executivo vem tamb\u00e9m investindo em pol\u00edticas de apoio \u00e0 fam\u00edlia e na cria\u00e7\u00e3o de novos servi\u00e7os de creches e educa\u00e7\u00e3o infantil, que permitem que as m\u00e3es trabalhem sem comprometer a cria\u00e7\u00e3o dos filhos.<\/p>\n<p>Apesar de todas estas medidas, a situa\u00e7\u00e3o continua a ser (muito) preocupante. A queda demogr\u00e1fica \u00e9 um desafio que exige solu\u00e7\u00f5es complexas e de longo prazo. \u00c9 importante que o governo e a sociedade como um todo trabalhem juntos para encontrar formas de incentivar o aumento da taxa de natalidade, valorizar a fam\u00edlia e a maternidade, al\u00e9m de abrir mais espa\u00e7os para a imigra\u00e7\u00e3o e o acolhimento de novos trabalhadores. Somente assim, ser\u00e1 poss\u00edvel garantir um futuro sustent\u00e1vel para o Jap\u00e3o e para grande parte do mundo desenvolvido, incluindo Portugal.<\/p>\n<p>Ali\u00e1s, basta olharmos para os dados mais recentes do nosso INE. Em 2021 a percentagem de jovens portugueses (at\u00e9 14 anos) era de 13%, e a diminuir: entre 2011 e 2020 passou de 15% para 13,2%. J\u00e1 a popula\u00e7\u00e3o idosa, com 65 ou mais anos, aumentou de 19,2% em 2011 para 23,2% em 2020. Em 2021, quase 24% de toda a popula\u00e7\u00e3o em Portugal estava na faixa et\u00e1ria dos mais de 65 anos.<\/p>\n<p>L\u00e1 como c\u00e1, d\u00e1 que pensar e muito neste inverno demogr\u00e1fico, caros leitores\u2026<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>V\u00edtor Sereno<\/p>\n","protected":false},"author":8,"featured_media":206630,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"_acf_changed":false,"footnotes":""},"categories":[31,5],"tags":[1206,100,1841],"class_list":["post-260817","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","category-geral","category-opiniao","tag-japao","tag-opiniao","tag-vitor-sereno"],"acf":[],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/critecnow.com\/diariobeiras\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/260817","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/critecnow.com\/diariobeiras\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/critecnow.com\/diariobeiras\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/critecnow.com\/diariobeiras\/wp-json\/wp\/v2\/users\/8"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/critecnow.com\/diariobeiras\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=260817"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/critecnow.com\/diariobeiras\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/260817\/revisions"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/critecnow.com\/diariobeiras\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=260817"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/critecnow.com\/diariobeiras\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=260817"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/critecnow.com\/diariobeiras\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=260817"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}