{"id":261780,"date":"2023-04-29T10:10:04","date_gmt":"2023-04-29T10:10:04","guid":{"rendered":"https:\/\/www.asbeiras.pt\/?p=261780"},"modified":"2023-04-29T10:10:04","modified_gmt":"2023-04-29T10:10:04","slug":"aos-40-anos-de-existencia-fenprof-esta-a-travar-uma-das-maiores-batalhas-dos-professores","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/critecnow.com\/diariobeiras\/aos-40-anos-de-existencia-fenprof-esta-a-travar-uma-das-maiores-batalhas-dos-professores\/","title":{"rendered":"Aos 40 anos de exist\u00eancia, Fenprof est\u00e1 a travar uma das maiores batalhas dos professores"},"content":{"rendered":"<div id=\"attachment_205245\" style=\"width: 1210px\" class=\"wp-caption alignright\"><a href=\"https:\/\/www.asbeiras.pt\/wp-content\/uploads\/2020\/11\/07-CONF-IMPRENSA-FENPROF-FOTO-CJM.jpg\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" aria-describedby=\"caption-attachment-205245\" class=\"size-full wp-image-205245\" src=\"https:\/\/www.asbeiras.pt\/wp-content\/uploads\/2020\/11\/07-CONF-IMPRENSA-FENPROF-FOTO-CJM.jpg\" alt=\"\" width=\"1200\" height=\"629\" \/><\/a><p id=\"caption-attachment-205245\" class=\"wp-caption-text\">Arquivo DB-Carlos Jorge Monteiro<\/p><\/div>\n<p>Ap\u00f3s 40 anos desde a funda\u00e7\u00e3o da Fenprof, o secret\u00e1rio-geral da considera que uma das maiores batalhas dos professores est\u00e1 a ser travada agora e rejeita a ideia de a organiza\u00e7\u00e3o estar a perder for\u00e7a para um novo sindicalismo.<\/p>\n<p class=\"text-paragraph\">H\u00e1 40 anos (30 de abril de 1983) nasceu aquela que viria a tornar-se a organiza\u00e7\u00e3o sindical mais representativa dos docentes, hoje com cerca de 48 mil associados.<\/p>\n<p class=\"text-paragraph\">Ao longo das suas quatro d\u00e9cadas de hist\u00f3ria, a Federa\u00e7\u00e3o Nacional dos Professores (Fenprof) fez parte de v\u00e1rios momentos que marcaram a luta dos professores, mas uma das principais batalhas est\u00e1 a ser travada atualmente.<\/p>\n<p class=\"text-paragraph\">Quem o diz \u00e9 o secret\u00e1rio-geral da federa\u00e7\u00e3o, em refer\u00eancia ao longo per\u00edodo de contesta\u00e7\u00e3o, iniciado ainda em outubro do ano passado, para exigir a recupera\u00e7\u00e3o de todo o tempo de servi\u00e7o e o fim das vagas de acesso aos 5.\u00ba e 7.\u00ba escal\u00f5es da carreira docente.<\/p>\n<p class=\"text-paragraph\">M\u00e1rio Nogueira \u00e9 professor desde 1979 e, em entrevista \u00e0 ag\u00eancia Lusa, recorda que se sindicalizou no mesmo ano em que foi colocado. Quatro anos depois, j\u00e1 era delegado sindical quando foi fundada a Fenprof, que lidera desde 2007.<\/p>\n<p class=\"text-paragraph\">Em quatro d\u00e9cadas de hist\u00f3ria, M\u00e1rio Nogueira cruzou-se com muitos ministros da Educa\u00e7\u00e3o e assistiu a muitas mudan\u00e7as no setor, algumas na sequ\u00eancia da a\u00e7\u00e3o dos sindicatos, outras apesar dela.<\/p>\n<p class=\"text-paragraph\">A lei de bases do sistema educativo, em 1986, e o estatuto da carreira docente, em 1990, com uma greve de 13 dias nos meses que antecederam a sua aprova\u00e7\u00e3o, s\u00e3o os dois primeiros grandes diplomas em que o secret\u00e1rio-geral v\u00ea refletido o impacto da Fenprof.<\/p>\n<p class=\"text-paragraph\">Mais \u00e0 frente, recorda a primeira greve aos exames nacionais em 2005 e as tr\u00eas grandes manifesta\u00e7\u00f5es de 2008, ambos quando Maria de Lurdes Rodrigues estava \u00e0 frente da pasta, ou a greve aos exames em 2013, com Nuno Crato, e a greve \u00e0s avalia\u00e7\u00f5es em 2018, j\u00e1 sob a tutela de Tiago Brand\u00e3o Rodrigues, pelo tempo de servi\u00e7o.<\/p>\n<p class=\"text-paragraph\">\u201cParece que h\u00e1 ciclos de cinco anos\u201d entre os grandes momentos de luta, comenta M\u00e1rio Nogueira, recordando que, no ano passado, disse aos colegas: \u201cSe se confirmarem estes ciclos, para o ano vai ser luta a s\u00e9rio\u201d.<\/p>\n<p class=\"text-paragraph\">E foi, precisamente, dessa forma que 2023 arrancou, marcado por greves nas escolas e manifesta\u00e7\u00f5es a fazer lembrar as de 2008, com uma exig\u00eancia que, n\u00e3o sendo nova, os professores parecem n\u00e3o estar dispostos a largar desta vez: a recupera\u00e7\u00e3o de todo o tempo de servi\u00e7o.<\/p>\n<p class=\"text-paragraph\">\u201cEspero que n\u00e3o seja preciso esperar at\u00e9 2028 para voltarmos a ter uma grande luta dos professores. N\u00f3s precisamos \u00e9 de resolver rapidamente esta situa\u00e7\u00e3o, porque ela \u00e9 terr\u00edvel e as pessoas t\u00eam uma sensa\u00e7\u00e3o de injusti\u00e7a tremenda\u201d, sublinhou, defendendo que a recusa do Governo \u201c\u00e9, acima de tudo, um capricho do primeiro-ministro\u201d que, em 2019, amea\u00e7ou demitir-se se a proposta de recupera\u00e7\u00e3o do tempo dos professores, na altura em discuss\u00e3o no parlamento, fosse aprovada.<\/p>\n<p class=\"text-paragraph\">Sobre os v\u00e1rios ministros que passaram pela Educa\u00e7\u00e3o nos \u00faltimos 40 anos, M\u00e1rio Nogueira diz que as rela\u00e7\u00f5es foram muito diferentes, mas um dos mais desafiantes foi Tiago Brand\u00e3o Rodrigues, pela falta de di\u00e1logo com as organiza\u00e7\u00f5es sindicais, que o acusaram de impor um bloqueio negocial.<\/p>\n<p class=\"text-paragraph\">Por outro lado, considera que os mais dialogantes foram Guilherme d&#8217;Oliveira Martins, secret\u00e1rio de Estado Administra\u00e7\u00e3o Educativa entre 1995 e 1999, e depois ministro at\u00e9 2000, e Alexandra Leit\u00e3o, tamb\u00e9m secret\u00e1ria de Estado e a prop\u00f3sito da qual recorda uma reuni\u00e3o, em 2017, que durou 10 horas.<\/p>\n<p class=\"text-paragraph\">Sobre o atual ministro, Jo\u00e3o Costa, afirma: \u201cN\u00e3o podemos dizer que h\u00e1 falta de reuni\u00f5es, a quest\u00e3o \u00e9 que dessas reuni\u00f5es pouco saem as solu\u00e7\u00f5es que podem dar a resposta que as pessoas querem\u201d.<\/p>\n<p class=\"text-paragraph\">Olhando para tr\u00e1s, diz que o que nunca mudou foi a ess\u00eancia do trabalho da federa\u00e7\u00e3o, nas escolas e junto dos docentes.<\/p>\n<p class=\"text-paragraph\">\u201cPor isso \u00e9 que uma organiza\u00e7\u00e3o como a Fenprof consegue ter 40 anos de vida e, ao fim de 40 anos, continuar a ter a influ\u00eancia que tem junto daqueles que representa e junto da sociedade\u201d, afirmou, rejeitando a ideia de que a Fenprof possa estar a perder for\u00e7a para novos sindicatos e novas formas de sindicalismo.<\/p>\n<p class=\"text-paragraph\">Questionado, em concreto, sobre o Sindicato de Todos os Profissionais da Educa\u00e7\u00e3o (Stop), que ficou de forma da plataforma sindical, mas tem sido tamb\u00e9m um dos principais mobilizadores dos docentes recentemente, M\u00e1rio Nogueira diz que n\u00e3o existe qualquer competi\u00e7\u00e3o entre organiza\u00e7\u00f5es, reconhecendo, no entanto, diverg\u00eancias significativas nas formas de luta.<\/p>\n<p class=\"text-paragraph\">\u201cN\u00e3o basta lutar por lutar e vamos para uma greve que n\u00e3o acaba, mas depois acaba por si, porque as pessoas j\u00e1 n\u00e3o a fazem\u201d, referiu, em coment\u00e1rio \u00e0 greve por tempo indeterminado do Stop, que se prolongou por mais de quatro meses, acrescentando que a Fenprof est\u00e1 focada em \u201cconstruir propostas que possa apresentar no Minist\u00e9rio, defend\u00ea-las e lutar por elas\u201d.<\/p>\n<p class=\"text-paragraph\">\u201cEm muitos momentos pode parecer que os sindicatos da Fenprof pararam, mas quando n\u00f3s n\u00e3o temos essa visibilidade das a\u00e7\u00f5es \u00e9 porque estamos a reunir nas escolas, porque n\u00f3s temos que fazer trabalhos nas escolas. Este \u00e9 um trabalho que n\u00f3s fazemos, sempre fizemos e, portanto, n\u00e3o vamos alterar\u201d, disse.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>H\u00e1 40 anos (30 de abril de 1983) nasceu aquela que viria a tornar-se a organiza\u00e7\u00e3o sindical mais representativa dos docentes, hoje com cerca de 48 mil associados<\/p>\n","protected":false},"author":2,"featured_media":205245,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"_acf_changed":false,"footnotes":""},"categories":[39,31],"tags":[461,3833,1121],"class_list":["post-261780","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","category-coimbra-2","category-geral","tag-fenprof","tag-fundacao","tag-mario-nogueira"],"acf":[],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/critecnow.com\/diariobeiras\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/261780","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/critecnow.com\/diariobeiras\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/critecnow.com\/diariobeiras\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/critecnow.com\/diariobeiras\/wp-json\/wp\/v2\/users\/2"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/critecnow.com\/diariobeiras\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=261780"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/critecnow.com\/diariobeiras\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/261780\/revisions"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/critecnow.com\/diariobeiras\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=261780"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/critecnow.com\/diariobeiras\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=261780"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/critecnow.com\/diariobeiras\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=261780"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}