{"id":263983,"date":"2023-06-02T11:06:17","date_gmt":"2023-06-02T11:06:17","guid":{"rendered":"https:\/\/www.asbeiras.pt\/?p=263983"},"modified":"2023-06-02T11:06:17","modified_gmt":"2023-06-02T11:06:17","slug":"espetaculo-em-coimbra-explora-as-manifestacoes-da-cultura-popular-sobre-a-morte","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/critecnow.com\/diariobeiras\/espetaculo-em-coimbra-explora-as-manifestacoes-da-cultura-popular-sobre-a-morte\/","title":{"rendered":"Espet\u00e1culo em Coimbra explora as manifesta\u00e7\u00f5es da cultura popular sobre a morte"},"content":{"rendered":"<p><a href=\"https:\/\/www.asbeiras.pt\/wp-content\/uploads\/2023\/06\/347239377_985394236246644_1765082564708060492_n.jpg\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"alignnone size-full wp-image-263984\" src=\"https:\/\/www.asbeiras.pt\/wp-content\/uploads\/2023\/06\/347239377_985394236246644_1765082564708060492_n.jpg\" alt=\"\" width=\"960\" height=\"960\" \/><\/a><\/p>\n<p>O Grupo de Etnografia e Folclore da Academia de Coimbra (GEFAC) estreia na pr\u00f3xima semana \u201cPara L\u00e1 da Terra\u201d, um espet\u00e1culo com m\u00fasica, dan\u00e7a e teatro que explora a forma como a cultura popular portuguesa aborda a morte.<\/p>\n<p class=\"text-paragraph\">O espet\u00e1culo vai estar em cena nos dias 08, 09 e 11, \u00e0s 22:00, no Teatro de Bolso, no edif\u00edcio da Associa\u00e7\u00e3o Acad\u00e9mica de Coimbra.<\/p>\n<p class=\"text-paragraph\">O trabalho explora o tratamento da morte a partir das manifesta\u00e7\u00f5es da cultura popular e tradicional portuguesa, disse \u00e0 ag\u00eancia Lusa Carolina Rocha, do GEFAC.<\/p>\n<p class=\"text-paragraph\">\u201cSe para poder morrer basta existir, o quotidiano e imagin\u00e1rio do povo portugu\u00eas est\u00e3o repletos de ritos e ditos que libertam os vivos da sua morada terrena, encomendam almas para que atravessem a suspens\u00e3o do purgat\u00f3rio, trazem de volta, de tempos a tempos, a presen\u00e7a dos nossos mortos, para que ceiem connosco outra vez\u201d, sublinhou o grupo.<\/p>\n<p class=\"text-paragraph\">O espet\u00e1culo est\u00e1 dividido em tr\u00eas quadros.<\/p>\n<p class=\"text-paragraph\">Um primeiro centrado na viv\u00eancia do luto, outro sobre cerim\u00f3nias, como o vel\u00f3rio, as encomenda\u00e7\u00f5es de almas, mart\u00edrios e representa\u00e7\u00f5es das alminhas (a comida ou est\u00e1tuas que se deixam em encruzilhadas para as almas n\u00e3o se perderem), e um terceiro centrado na perce\u00e7\u00e3o de como \u201ca morte faz parte da vida e de como as cerim\u00f3nias coletivas possibilitam que a vida avance\u201d, explicou Carolina Rocha.<\/p>\n<p class=\"text-paragraph\">Num espet\u00e1culo sem hist\u00f3ria nem personagens, o GEFAC procura resgatar ritos que subsistem e que como que \u2018fintam\u2019 as tentativas de normaliza\u00e7\u00e3o dos rituais de luto por parte da Igreja Cat\u00f3lica, referiu.<\/p>\n<p class=\"text-paragraph\">\u201cNo processo de pesquisa, est\u00e1vamos \u00e0 espera de encontrar manifesta\u00e7\u00f5es de matriz religiosa, mas encontr\u00e1mos, na maior parte delas, testemunhos que falavam de cerim\u00f3nias que tinham uma raiz pag\u00e3 e que foram adaptadas ou assimiladas\u201d, real\u00e7ou.<\/p>\n<p class=\"text-paragraph\">Carolina Rocha recordou um testemunho de Idanha-a-Nova em que, face \u00e0 postura de um novo padre que recusava as encomenda\u00e7\u00f5es aos mortos que o povo fazia, as letras foram adaptadas, para incluir Jesus, Maria ou o esp\u00edrito santo.<\/p>\n<p class=\"text-paragraph\">\u201cEncontr\u00e1mos desses exemplos por todo o lado\u201d, sublinhou.<\/p>\n<p class=\"text-paragraph\">O espet\u00e1culo come\u00e7ou a ser preparado h\u00e1 dois anos, com um trabalho de pesquisa em fontes documentais, mas tamb\u00e9m \u00e0 procura de testemunhos nas fam\u00edlias dos membros do GEFAC, grupo que acaba por ter \u201cgente de todo o lado\u201d do pa\u00eds.<\/p>\n<p class=\"text-paragraph\">\u201cN\u00e3o quer\u00edamos que tivesse uma conota\u00e7\u00e3o pesada, de apenas tristeza profunda, mas de inevitabilidade, de um elemento que faz parte da vida\u201d, vincou Carolina Rocha.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>O Grupo de Etnografia e Folclore da Academia de Coimbra (GEFAC) estreia na pr\u00f3xima semana \u201cPara L\u00e1 da Terra\u201d, um espet\u00e1culo com m\u00fasica, dan\u00e7a e teatro que explora a forma como a cultura popular portuguesa aborda a 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