{"id":264771,"date":"2023-06-19T10:24:46","date_gmt":"2023-06-19T10:24:46","guid":{"rendered":"https:\/\/www.asbeiras.pt\/?p=264771"},"modified":"2023-06-19T10:24:46","modified_gmt":"2023-06-19T10:24:46","slug":"opiniao-do-mal-o-menos","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/critecnow.com\/diariobeiras\/opiniao-do-mal-o-menos\/","title":{"rendered":"Opini\u00e3o: Do mal, o menos"},"content":{"rendered":"<p><a href=\"https:\/\/www.asbeiras.pt\/2022\/11\/opiniao-dia-mundial-dos-pobres\/nuno-santos-opi-3\/\" rel=\"attachment wp-att-249551\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"aligncenter size-full wp-image-249551\" src=\"https:\/\/www.asbeiras.pt\/wp-content\/uploads\/2022\/11\/Nuno-Santos-opi.jpg\" alt=\"\" width=\"1200\" height=\"628\" \/><\/a><\/p>\n<p>Afinal somos maus ou somos bons? Nascemos bons e depois \u00e9 que nos tornamos maus ou nascemos maus e depois podemos decidir ser bons?<br \/>\nIndependentemente da opini\u00e3o de cada um, a verdade \u00e9 que o mal est\u00e1 no dicion\u00e1rio existencial da humanidade. \u00c9 uma palavra que se conjuga com a vida. Quem nunca pensou mal, disse mal, fez mal, viu mal&#8230; e conheceu pessoas com maldade.<br \/>\nN\u00e3o deixa de ser engra\u00e7ado que todos n\u00f3s temos tanta facilidade em dizer mal das institui\u00e7\u00f5es e dos outros e ficamos muito escandalizados quando sabemos que algu\u00e9m disse mal da nossa institui\u00e7\u00e3o ou de n\u00f3s pr\u00f3prios.<br \/>\nGosto da ideia de \u2018dividir o mal pelas aldeias\u2019 e da coragem de \u2018cortar o mal pela raiz\u2019. Mas fico sempre a pensar na esperan\u00e7a \u2018escondida\u2019 do \u2018quando mal, nunca pior\u2019 e, sobretudo, do sentido do \u2018mal, o menos\u2019. Trata-se pensar que, \u2018apesar de se estar numa situa\u00e7\u00e3o problem\u00e1tica, o facto de haver algo positivo ou favor\u00e1vel, torna a situa\u00e7\u00e3o mais suport\u00e1vel ou animadora\u2019 (cf. dicion\u00e1rio online priberam).<br \/>\nPara mim, o mal, quanto menos melhor. Devo reconhecer que, apesar de todas as dificuldades e problemas, h\u00e1 muito bem em cada um de n\u00f3s e na sociedade.<br \/>\nH\u00e1 quem defenda que a maldade \u00e9 a aus\u00eancia da bondade, tal como a escurid\u00e3o \u00e9 a aus\u00eancia de luz&#8230; O que me preocupa \u00e9 que todos os meses temos de pagar a conta da luz (o que custa \u00e9 a luz e n\u00e3o a escurid\u00e3o)! De facto, custa ser bom.<br \/>\nNo fundo acredito que as pessoas nascem boas e com muito potencial para a bondade, contudo, as primeiras experi\u00eancias de vida, o contexto familiar, o contexto escolar, o contexto social&#8230; v\u00e3o condicionar muito.<br \/>\nA maldade n\u00e3o tem estrato social, nem cultural, n\u00e3o \u00e9 dos pobres, nem dos bairros sociais. A maldade n\u00e3o tem geografia, nem idade&#8230; a maldade habita o ser humano.<br \/>\nNo limite, quando atacados ou em situa\u00e7\u00f5es extremas, por ci\u00fame ou inveja, por inseguran\u00e7a ou car\u00eancia&#8230; todos podemos ser maus, agir mal, agredir, ofender, magoar, com mais ou menos consci\u00eancia. As cadeias est\u00e3o cheias de pessoas boas que um dia agiram mal.<br \/>\nSegundo a met\u00e1fora do livro dos G\u00e9nesis, Deus criou-nos \u00e0 sua imagem e semelhan\u00e7a para habitarmos no para\u00edso, mas pouco tempo depois surgiu o desejo de querer ser o centro, de abdicar da condi\u00e7\u00e3o criatural, de querer ocupar o lugar de Deus&#8230; a isso chama-se pecado (que de original tem pouco).<br \/>\nA humanidade foi criada por amor, para o amor (para\u00edso), mas rapidamente cedemos aos nossos ego\u00edsmos, desejos de poder, sentimentos de posse&#8230; Por isso, o pecado \u00e9 o contr\u00e1rio do amor.<br \/>\nNo entanto, importa enfrentar os problemas, encarar sem medo as dificuldades. N\u00e3o devemos confundir maldade com \u2018n\u00e3o ser inocente\u2019. Devemos ser \u201cprudentes como as serpentes e simples como as pombas\u201d (Mt 10,16b).<br \/>\nJesus que deu a vida por amor, que nos ensinou o mandamento do amor e a import\u00e2ncia de perdoar, foi o mesmo que \u201cfazendo um chicote de cordas, expulsou-os a todos do templo com as ovelhas e os bois; espalhou as moedas dos cambistas pelo ch\u00e3o e derrubou-lhes as mesas\u201d (Jo 2,15 )&#8230; por amor!<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Nuno Santos, Reitor do Semin\u00e1rio Maior de Coimbra<\/p>\n","protected":false},"author":8,"featured_media":249551,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"_acf_changed":false,"footnotes":""},"categories":[31,5],"tags":[99,100],"class_list":["post-264771","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","category-geral","category-opiniao","tag-nuno-santos","tag-opiniao"],"acf":[],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/critecnow.com\/diariobeiras\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/264771","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/critecnow.com\/diariobeiras\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/critecnow.com\/diariobeiras\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/critecnow.com\/diariobeiras\/wp-json\/wp\/v2\/users\/8"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/critecnow.com\/diariobeiras\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=264771"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/critecnow.com\/diariobeiras\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/264771\/revisions"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/critecnow.com\/diariobeiras\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=264771"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/critecnow.com\/diariobeiras\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=264771"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/critecnow.com\/diariobeiras\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=264771"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}