{"id":265476,"date":"2023-06-29T11:28:32","date_gmt":"2023-06-29T11:28:32","guid":{"rendered":"https:\/\/www.asbeiras.pt\/?p=265476"},"modified":"2023-06-29T11:28:32","modified_gmt":"2023-06-29T11:28:32","slug":"opiniao-space-weather","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/critecnow.com\/diariobeiras\/opiniao-space-weather\/","title":{"rendered":"Opini\u00e3o: Space Weather"},"content":{"rendered":"<p><a href=\"https:\/\/www.asbeiras.pt\/wp-content\/uploads\/2022\/11\/PEDRO-LACERDA-CRUZ.jpg\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"aligncenter wp-image-250338 size-large\" src=\"https:\/\/www.asbeiras.pt\/wp-content\/uploads\/2022\/11\/PEDRO-LACERDA-CRUZ-1024x536.jpg\" alt=\"\" width=\"650\" height=\"340\" \/><\/a><\/p>\n<p>Decorreu no final de Junho na Universidade de Coimbra a Escola Ib\u00e9rica de Ver\u00e3o de Ci\u00eancia do Espa\u00e7o. A Escola, que acolhe umas dezenas de jovens investigadores de todo o mundo, foca-se em Space Weather.<\/p>\n<p>O termo resume uma s\u00e9rie de fen\u00f3menos com origem no espa\u00e7o que afectam o funcionamento de sat\u00e9lites e, directa ou indirectamente, o nosso dia-a-dia \u00e0 superf\u00edcie da Terra. O Space Weather engloba processos tais como o vento solar, e tempestades e quantidades de plasma provenientes do Sol, a radia\u00e7\u00e3o c\u00f3smica, e detritos de aster\u00f3ides e cometas. Felizmente, a atmosfera e o campo magn\u00e9tico da Terra protegem-nos dos aspectos mais nocivos do Space Weather.<\/p>\n<p>Do Sol, para al\u00e9m da luz que nos aquece e ilumina, chega-nos um fluxo de electr\u00f5es, prot\u00f5es, etc., que nos atinge \u00e0 velocidade absurda de 1,8 milh\u00f5es de km\/h. O campo magn\u00e9tico da Terra deflecte este vento solar em direc\u00e7\u00e3o aos p\u00f3los, onde choca com a atmosfera e produz a aurora.<\/p>\n<p>A superf\u00edcie do Sol, em permanente ebuli\u00e7\u00e3o e permeada por campos magn\u00e9ticos, ejecta grandes quantidades de plasma. Ao embater no campo magn\u00e9tico da Terra, estas provocam tempestades geomagn\u00e9ticas, cuja viol\u00eancia pode inutilizar sat\u00e9lites (aconteceu no in\u00edcio de 2022 com 40 sat\u00e9lites Starlink.)<\/p>\n<p>Do universo mais distante chega-nos radia\u00e7\u00e3o c\u00f3smica que atinge energias milh\u00f5es de vezes superiores \u00e0s que conseguimos produzir no laborat\u00f3rio do CERN. Esta radia\u00e7\u00e3o tem origem em supernovas, quasars e nos n\u00facleos de certos tipos de gal\u00e1xias, fen\u00f3menos que s\u00e3o alvo de investiga\u00e7\u00e3o continuada pela comunidade de astrof\u00edsicos. Ao embater na nossa atmosfera, esta radia\u00e7\u00e3o provoca cascatas de part\u00edculas que j\u00e1 chegam \u00e0 superf\u00edcie sem perigo para a nossa actividade.<\/p>\n<p>Ao longo da sua \u00f3rbita a Terra atravessa trilhos de detritos de aster\u00f3ides e cometas. Tamb\u00e9m estes s\u00e3o na sua grande maioria aniquilados na atmosfera, provocando as belas \u201cestrelas cadentes\u201d. Mas a possibilidade de colis\u00e3o com um detrito de maiores dimens\u00f5es existe, e miss\u00f5es tais como a DART levada a cabo em 2022, estudam maneiras de desviar tais riscos da \u00f3rbita de colis\u00e3o.<\/p>\n<p>Tal como o \u201cEarth Weather\u201d, o Space Weather precisa de ser permanente monitorizado. Com o crescente n\u00famero de sat\u00e9lites em \u00f3rbita, que nos ajudam em tarefas t\u00e3o habituais como, de telem\u00f3vel em punho, passear sem precisar de mapas em papel, aceder ao nosso e-banking e comunicar uns com os outros em qualquer lado, a import\u00e2ncia de antecipar e mitigar poss\u00edveis consequ\u00eancias do Space Weather \u00e9 crucial.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Decorreu no final de Junho na Universidade de Coimbra a Escola Ib\u00e9rica de Ver\u00e3o de Ci\u00eancia do Espa\u00e7o. A Escola, que acolhe umas dezenas de jovens investigadores de todo o mundo, foca-se em Space Weather. 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