{"id":266792,"date":"2023-07-21T09:29:56","date_gmt":"2023-07-21T09:29:56","guid":{"rendered":"https:\/\/www.asbeiras.pt\/?p=266792"},"modified":"2023-07-21T09:29:56","modified_gmt":"2023-07-21T09:29:56","slug":"opiniao-a-marca-portugal-ou-a-sua-ausencia","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/critecnow.com\/diariobeiras\/opiniao-a-marca-portugal-ou-a-sua-ausencia\/","title":{"rendered":"Opini\u00e3o: A Marca Portugal (ou a sua aus\u00eancia)"},"content":{"rendered":"<p><a href=\"https:\/\/www.asbeiras.pt\/wp-content\/uploads\/2020\/12\/Vitor-Sereno.jpg\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"alignnone size-full wp-image-206630\" src=\"https:\/\/www.asbeiras.pt\/wp-content\/uploads\/2020\/12\/Vitor-Sereno.jpg\" alt=\"\" width=\"1200\" height=\"628\" \/><\/a><\/p>\n<p>Hoje trago-vos uma perspetiva diferente e um tanto humor\u00edstica sobre a quest\u00e3o da inexist\u00eancia da Marca \u201cPortugal\u201d. Num contexto onde existem in\u00fameras marcas relacionadas com o nosso pa\u00eds, desde o \u201cPorco.pt\u201d ao \u201cPortuguese Olive Oil\u201d, passando pelas \u201cConservas de Portugal\u201d, \u201cPortugal Original\u201d, \u201cPortugal sou Eu\u201d, \u201cCompro o que \u00e9 nosso\u201d, at\u00e9 aos \u201cWines of Portugal\u201d, \u00e9 dif\u00edcil ignorar o facto de n\u00e3o termos uma imagem unificada que represente de forma coerente e estrat\u00e9gica tudo o que temos para oferecer. E, infelizmente, n\u00e3o \u00e9 s\u00f3 no setor agroalimentar (aqui contei mais de quinze\u2026).<br \/>\nA verdade \u00e9 que, sem uma Marca unificada, perdemos a oportunidade de destacar a excel\u00eancia dos nossos produtos, servi\u00e7os e setores relacionados com o pa\u00eds. A falta de uma identidade \u00fanica impede-nos de nos diferenciarmos da concorr\u00eancia internacional e conquistar um lugar de destaque nos mercados globais.<br \/>\nPoder\u00edamos at\u00e9, no limite, criar um concurso nacional para encontrar a Marca \u201cPortugal\u201d. Imaginem s\u00f3: \u201c\u00c0 Procura da Marca Perdida\u201d. Os concorrentes enfrentariam desafios criativos e de marketing para tentar encontrar a combina\u00e7\u00e3o perfeita de elementos que representasse Portugal.<br \/>\nBrincadeiras \u00e0 parte, a falta de uma Marca \u201cPortugal\u201d unificada parece refletir a aus\u00eancia de uma vis\u00e3o estrat\u00e9gica e de um esfor\u00e7o conjunto entre o setor p\u00fablico e privado. \u00c9 necess\u00e1rio estabelecer parcerias colaborativas e um organismo respons\u00e1vel pela sua gest\u00e3o e promo\u00e7\u00e3o. Caso contr\u00e1rio, continuaremos a ser um pa\u00eds de m\u00faltiplas marcas isoladas, perdidas no oceano da concorr\u00eancia global, enquanto outros desfrutam do prest\u00edgio de ter uma \u00fanica, forte e reconhec\u00edvel, como por exemplo a It\u00e1lia e a sua associa\u00e7\u00e3o ao conceito \u201cEataly\u201d que at\u00e9 aqui em T\u00f3quio encontro.<br \/>\nCaros leitores, \u00e0 medida que nos aproximamos de celebrar 900 anos de hist\u00f3ria como na\u00e7\u00e3o independente, \u00e9 chegada a hora de refletirmos seriamente sobre o poder e o potencial que uma Marca unificada pode trazer para o nosso pa\u00eds.<br \/>\nImaginemos um Portugal que desperte a curiosidade e o fasc\u00ednio do mundo, levando-o a perguntar-se: \u201cO que \u00e9 que eles t\u00eam l\u00e1 que n\u00f3s n\u00e3o temos?\u201d Essa resposta reside na identidade \u00fanica, nas paisagens deslumbrantes, nos produtos de excel\u00eancia, na fant\u00e1stica gastronomia, cultura rica e na hospitalidade do nosso povo. Uma Marca forte e estrat\u00e9gica pode abrir ainda mais portas para o investimento estrangeiro, impulsionar o crescimento econ\u00f3mico e criar oportunidades de emprego para as gera\u00e7\u00f5es futuras.<br \/>\nO futuro est\u00e1 ao nosso alcance, basta que acreditemos.<br \/>\nPs \u2013 Na cr\u00f3nica anterior escrevi que o Porto tinha sido a primeira cidade a geminar-se com uma localidade japonesa, no caso, Nagasaqui, em 1979. N\u00e3o foi. O correto seria Leiria que se geminou com Tokushima em 1969. As minhas desculpas.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>T\u00f3quio\/Jap\u00e3o<br \/>\nV\u00edtor Sereno<\/p>\n","protected":false},"author":8,"featured_media":206630,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"_acf_changed":false,"footnotes":""},"categories":[31,5],"tags":[5455],"class_list":["post-266792","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","category-geral","category-opiniao","tag-marca-portugal"],"acf":[],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/critecnow.com\/diariobeiras\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/266792","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/critecnow.com\/diariobeiras\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/critecnow.com\/diariobeiras\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/critecnow.com\/diariobeiras\/wp-json\/wp\/v2\/users\/8"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/critecnow.com\/diariobeiras\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=266792"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/critecnow.com\/diariobeiras\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/266792\/revisions"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/critecnow.com\/diariobeiras\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=266792"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/critecnow.com\/diariobeiras\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=266792"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/critecnow.com\/diariobeiras\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=266792"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}