{"id":266959,"date":"2023-07-27T10:20:20","date_gmt":"2023-07-27T10:20:20","guid":{"rendered":"https:\/\/www.asbeiras.pt\/?p=266959"},"modified":"2023-07-27T10:20:20","modified_gmt":"2023-07-27T10:20:20","slug":"opiniao-chuva-de-rochas","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/critecnow.com\/diariobeiras\/opiniao-chuva-de-rochas\/","title":{"rendered":"Opini\u00e3o: Chuva de rochas"},"content":{"rendered":"<p><a href=\"https:\/\/www.asbeiras.pt\/wp-content\/uploads\/2022\/11\/PEDRO-LACERDA-CRUZ.jpg\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"alignnone size-full wp-image-250338\" src=\"https:\/\/www.asbeiras.pt\/wp-content\/uploads\/2022\/11\/PEDRO-LACERDA-CRUZ.jpg\" alt=\"\" width=\"1200\" height=\"628\" \/><\/a><\/p>\n<p>Todos os anos a Terra \u00e9 atingida por dezenas a centenas de milhar de toneladas de material interplanet\u00e1rio. A esmagadora maioria deste material chega-nos sob a forma de pequen\u00edssimas part\u00edculas de poeira rochosa, do tamanho de pequenos gr\u00e3o de areia. Mas h\u00e1 part\u00edculas maiores, com mil\u00edmetros, cent\u00edmetros, dec\u00edmetros, metros, etc. quanto maiores, mais raras s\u00e3o. A \u201cpart\u00edcula\u201d de cerca de 10 km que extinguiu os dinossauros chegou-nos da mesma maneira, mas felizmente \u00e9 muito raro. As part\u00edculas t\u00eam origem em colis\u00f5es entre aster\u00f3ides e nas caudas de cometas.<br \/>\nQuando estas part\u00edculas rochosas entram na atmosfera terrestre e se deparam com o atrito do ar, aquecem muit\u00edssimo e brilham incandescente, dando origem \u00e0s chamadas \u201cestrelas cadentes\u201d. Como v\u00eam, n\u00e3o s\u00e3o estrelas. O termo t\u00e9cnico para uma estrela cadente \u00e9 \u201cmeteoro\u201d. Na sua viagem entre o aster\u00f3ide ou cometa e a Terra, as mesmas part\u00edculas chamam-se \u201cmeteor\u00f3ides\u201d, e se sobreviverem a passagem atrav\u00e9s da atmosfera e chegarem \u00e0 superf\u00edcie da Terra, passam a chamar-se \u201cmeteoritos\u201d. Estes pequenos fragmentos de rocha espacial s\u00e3o mais f\u00e1ceis de encontrar no gelo da Ant\u00e1rctida, onde se realizam expedi\u00e7\u00f5es para os procurar. Posteriormente s\u00e3o estudados por cientistas para obter informa\u00e7\u00f5es sobre a composi\u00e7\u00e3o e a origem dos objectos que lhes deram origem. A dificuldade em saber exactamente quantas toneladas a Terra \u201cengorda\u201d por ano, \u00e9 que a maioria destes \u201cmeteoros\u201d cai nos oceanos e \u00e9 armazenado no fundo do mar.<br \/>\nO ver\u00e3o \u00e9 fant\u00e1stico para ver \u201cestrelas cadentes\u201d. N\u00e3o s\u00f3 por n\u00e3o estar frio e assim podermos ficar at\u00e9 mais tarde a olhar para o c\u00e9u, mas tamb\u00e9m porque entre meados de Julho e o final de Agosto a Terra atravessa o trilho de detritos do cometa Swift-Tuttle. Este cruzar do nosso planeta do rasto do cometa d\u00e1 origem a uma chuva de meteoros, a que chamamos Pers\u00e9iades. O nome tem a ver com a direc\u00e7\u00e3o no c\u00e9u de onde as riscas de luz parece vir, que se localiza na constela\u00e7\u00e3o de Perseus.<br \/>\nO ponto alto da chuva de meteoros Pers\u00e9iades \u00e9 por volta de 12 de Agosto. Nessa noite podemos esperar ver cerca de 60 estrelas cadentes por hora. N\u00e3o \u00e9 certo, mas \u00e9 uma boa estimativa. Quem gosta de pedir um desejo quando v\u00ea uma estrela cadente ter\u00e1 mais do que uma oportunidade.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Pedro Lacerda<br \/>\nInstituto Pedro Nunes<\/p>\n","protected":false},"author":8,"featured_media":250338,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"_acf_changed":false,"footnotes":""},"categories":[39,5],"tags":[5523,5524],"class_list":["post-266959","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","category-coimbra-2","category-opiniao","tag-asteroides","tag-chuva-de-rochas"],"acf":[],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/critecnow.com\/diariobeiras\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/266959","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/critecnow.com\/diariobeiras\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/critecnow.com\/diariobeiras\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/critecnow.com\/diariobeiras\/wp-json\/wp\/v2\/users\/8"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/critecnow.com\/diariobeiras\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=266959"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/critecnow.com\/diariobeiras\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/266959\/revisions"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/critecnow.com\/diariobeiras\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=266959"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/critecnow.com\/diariobeiras\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=266959"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/critecnow.com\/diariobeiras\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=266959"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}