{"id":268980,"date":"2023-09-14T17:25:38","date_gmt":"2023-09-14T17:25:38","guid":{"rendered":"https:\/\/www.asbeiras.pt\/?p=268980"},"modified":"2023-09-14T17:25:38","modified_gmt":"2023-09-14T17:25:38","slug":"verao-de-2023-foi-o-mais-quente-desde-que-ha-registos","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/critecnow.com\/diariobeiras\/verao-de-2023-foi-o-mais-quente-desde-que-ha-registos\/","title":{"rendered":"Ver\u00e3o de 2023 foi o mais quente desde que h\u00e1 registos"},"content":{"rendered":"<div id=\"attachment_176881\" style=\"width: 660px\" class=\"wp-caption aligncenter\"><a href=\"https:\/\/www.asbeiras.pt\/wp-content\/uploads\/2019\/08\/sol-calor.jpg\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" aria-describedby=\"caption-attachment-176881\" class=\"size-large wp-image-176881\" src=\"https:\/\/www.asbeiras.pt\/wp-content\/uploads\/2019\/08\/sol-calor-1024x683.jpg\" alt=\"\" width=\"650\" height=\"434\" \/><\/a><p id=\"caption-attachment-176881\" class=\"wp-caption-text\">Arquivo<\/p><\/div>\n<p>O ver\u00e3o de 2023 foi o mais quente desde que h\u00e1 registos globais, em 1880, anunciou hoje o Instituto Goddard de Estudos Espaciais da NASA, em Nova Iorque.<\/p>\n<p class=\"text-paragraph\">Os meses de junho, julho e agosto, considerados ver\u00e3o meteorol\u00f3gico no Hemisf\u00e9rio Norte, foram 0,23 graus Celsius (\u00baC) mais quentes do que qualquer outro ver\u00e3o no registo da NASA e 1,2\u00baC mais quentes do que o ver\u00e3o m\u00e9dio entre 1951 e 1980.<\/p>\n<p class=\"text-paragraph\">Os cientistas da NASA conclu\u00edram que s\u00f3 o m\u00eas de agosto foi 1,2\u00baC mais quente do que a m\u00e9dia.<\/p>\n<p class=\"text-paragraph\">A NASA refere que este novo recorde surge num momento em que um calor excecional varreu grande parte do mundo, sendo agravado com inc\u00eandios florestais mortais no Canad\u00e1 e no Havai e ondas de calor na Am\u00e9rica do Sul, Jap\u00e3o, Europa e Estados Unidos, que contribu\u00edram simultaneamente para a ocorr\u00eancia de chuvas fortes em It\u00e1lia, Gr\u00e9cia e Europa Central.<\/p>\n<p class=\"text-paragraph\">\u201cAs temperaturas recorde do ver\u00e3o de 2023 n\u00e3o s\u00e3o apenas um conjunto de n\u00fameros &#8211; resultam em consequ\u00eancias terr\u00edveis no mundo real. Desde temperaturas sufocantes no Arizona e em todo o pa\u00eds, aos inc\u00eandios florestais no Canad\u00e1 e inunda\u00e7\u00f5es extremas na Europa e na \u00c1sia, o clima extremo est\u00e1 a amea\u00e7ar vidas e meios de subsist\u00eancia em todo o mundo&#8221;, disse o administrador da NASA, Bill Nelson.<\/p>\n<p class=\"text-paragraph\">Para Bill Nelson, \u201cos impactos das altera\u00e7\u00f5es clim\u00e1ticas s\u00e3o uma amea\u00e7a para o planeta e para as gera\u00e7\u00f5es futuras\u201d.<\/p>\n<p class=\"text-paragraph\">A NASA re\u00fane o seu registo de temperaturas, conhecido como GISTEMP, a partir de dados de temperatura do ar \u00e0 superf\u00edcie adquiridos por dezenas de milhares de esta\u00e7\u00f5es meteorol\u00f3gicas, bem como de dados de temperatura da superf\u00edcie do mar provenientes de instrumentos baseados em navios e boias.<\/p>\n<p class=\"text-paragraph\">Estes dados em bruto s\u00e3o analisados atrav\u00e9s de m\u00e9todos que t\u00eam em conta o espa\u00e7amento variado das esta\u00e7\u00f5es de temperatura em todo o mundo e os efeitos do aquecimento urbano que podem distorcer os c\u00e1lculos.<\/p>\n<p class=\"text-paragraph\">O cientista clim\u00e1tico da NASA Josh Willis sublinhou que as temperaturas excecionalmente elevadas da superf\u00edcie do mar, alimentadas em parte pelo regresso do El Ni\u00f1o, foram em grande parte respons\u00e1veis pelo calor recorde deste ver\u00e3o.<\/p>\n<p class=\"text-paragraph\">As observa\u00e7\u00f5es e an\u00e1lises cient\u00edficas efetuadas ao longo de d\u00e9cadas pela NASA, pela Administra\u00e7\u00e3o Nacional Oce\u00e2nica e Atmosf\u00e9rica (NOAA) e por outras institui\u00e7\u00f5es internacionais mostraram que este aquecimento tem sido impulsionado principalmente pelas emiss\u00f5es de gases com efeito de estufa de origem humana.<\/p>\n<p class=\"text-paragraph\">Simultaneamente, os fen\u00f3menos naturais do El Ni\u00f1o no Pac\u00edfico injetam calor adicional na atmosfera global e est\u00e3o frequentemente relacionados com os anos mais quentes de que h\u00e1 registo.<\/p>\n<p class=\"text-paragraph\">&#8220;Com o aquecimento de fundo e as ondas de calor mar\u00edtimas que se t\u00eam vindo a acumular h\u00e1 d\u00e9cadas, este El Ni\u00f1o fez-nos bater todos os recordes&#8221;, afirmou Willis, real\u00e7ando que \u201cas ondas de calor que se registam agora s\u00e3o mais longas, mais quentes e mais violentas\u201d, al\u00e9m de que a atmosfera tamb\u00e9m \u201cpode reter mais \u00e1gua e, quando est\u00e1 quente e h\u00famida, \u00e9 ainda mais dif\u00edcil para o corpo humano regular a sua temperatura&#8221;.<\/p>\n<p class=\"text-paragraph\">V\u00e1rios cientistas estimam que os maiores impactos do El Ni\u00f1o possam acontecer em fevereiro, mar\u00e7o e abril de 2024.<\/p>\n<p class=\"text-paragraph\">&#8220;Infelizmente, as altera\u00e7\u00f5es clim\u00e1ticas est\u00e3o a acontecer. Coisas que dissemos que iriam acontecer est\u00e3o a acontecer. E vai piorar se continuarmos a emitir di\u00f3xido de carbono e outros gases com efeito de estufa para a nossa atmosfera&#8221;, disse Gavin Schmidt, cientista clim\u00e1tico e diretor do Instituto Goddard de Estudos Espaciais da NASA.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>O ver\u00e3o de 2023 foi o mais quente desde que h\u00e1 registos globais, em 1880, anunciou hoje o Instituto Goddard de Estudos Espaciais da NASA, em Nova Iorque. Os meses de junho, julho e agosto, considerados ver\u00e3o meteorol\u00f3gico no Hemisf\u00e9rio Norte, foram 0,23 graus Celsius (\u00baC) mais quentes do que qualquer outro ver\u00e3o no registo [&hellip;]<\/p>\n","protected":false},"author":2,"featured_media":176881,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"_acf_changed":false,"footnotes":""},"categories":[31,33],"tags":[59,6301,2182],"class_list":["post-268980","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","category-geral","category-nacional","tag-59","tag-nasa","tag-verao"],"acf":[],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/critecnow.com\/diariobeiras\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/268980","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/critecnow.com\/diariobeiras\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/critecnow.com\/diariobeiras\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/critecnow.com\/diariobeiras\/wp-json\/wp\/v2\/users\/2"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/critecnow.com\/diariobeiras\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=268980"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/critecnow.com\/diariobeiras\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/268980\/revisions"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/critecnow.com\/diariobeiras\/wp-json\/"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/critecnow.com\/diariobeiras\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=268980"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/critecnow.com\/diariobeiras\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=268980"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/critecnow.com\/diariobeiras\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=268980"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}