{"id":269355,"date":"2023-09-25T09:57:21","date_gmt":"2023-09-25T09:57:21","guid":{"rendered":"https:\/\/www.asbeiras.pt\/?p=269355"},"modified":"2023-09-25T09:57:21","modified_gmt":"2023-09-25T09:57:21","slug":"projeto-europeu-que-analisa-extremismo-arranca-em-portugal-em-outubro","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/critecnow.com\/diariobeiras\/projeto-europeu-que-analisa-extremismo-arranca-em-portugal-em-outubro\/","title":{"rendered":"Projeto europeu que analisa extremismo arranca em Portugal em outubro"},"content":{"rendered":"<div id=\"attachment_229681\" style=\"width: 1290px\" class=\"wp-caption alignnone\"><a href=\"https:\/\/www.asbeiras.pt\/wp-content\/uploads\/2022\/01\/universidadecoimbra.jpg\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" aria-describedby=\"caption-attachment-229681\" class=\"size-full wp-image-229681\" src=\"https:\/\/www.asbeiras.pt\/wp-content\/uploads\/2022\/01\/universidadecoimbra.jpg\" alt=\"\" width=\"1280\" height=\"720\" \/><\/a><p id=\"caption-attachment-229681\" class=\"wp-caption-text\">FOTO DR<\/p><\/div>\n<p>A primeira fase de um projeto europeu que pretende compreender e contrariar o di\u00e1logo pol\u00edtico extremista arranca em Portugal em outubro, com trabalho de campo levado a cabo por uma equipa da Universidade de Coimbra, foi hoje anunciado.<\/p>\n<p class=\"text-paragraph\">A primeira fase do projeto OppAttune, com financiamento de 3,1 milh\u00f5es de euros da Comiss\u00e3o Europeia, arranca em Portugal em outubro, com o objetivo de \u201ccompreender e desenvolver estrat\u00e9gias para contrariar o surgimento de narrativas, pr\u00e1ticas e comportamentos extremistas\u201d, afirmou a Universidade de Coimbra (UC), institui\u00e7\u00e3o portuguesa que participa no cons\u00f3rcio.<\/p>\n<p class=\"text-paragraph\">O projeto, que estar\u00e1 em curso at\u00e9 2026, vai envolver diversos p\u00fablicos, como \u201cjovens entre os 18 e os 24 anos e cidad\u00e3os de outras faixas et\u00e1rias, influenciadores digitais, decisores pol\u00edticos, atores pol\u00edticos locais e nacionais e investigadores\u201d, aclarou a UC, em nota de imprensa enviada \u00e0 ag\u00eancia Lusa.<\/p>\n<p class=\"text-paragraph\">O projeto pretende apoiar os cidad\u00e3os na \u201cavalia\u00e7\u00e3o da sua pr\u00f3pria suscetibilidade ao extremismo pol\u00edtico, na an\u00e1lise da sua capacidade de sintoniza\u00e7\u00e3o com outras posi\u00e7\u00f5es e na avalia\u00e7\u00e3o da sua capacidade de manter o di\u00e1logo em situa\u00e7\u00f5es altamente polarizadas\u201d.<\/p>\n<p class=\"text-paragraph\">Em Portugal, o trabalho de campo vai ser desenvolvido ao longo de dois anos, com a primeira fase a consistir na aplica\u00e7\u00e3o de m\u00e9todos etnogr\u00e1ficos para \u201cinvestigar os motores antropol\u00f3gicos do extremismo no n\u00edvel quotidiano\u201d.<\/p>\n<p class=\"text-paragraph\">Nessa primeira fase, a equipa ir\u00e1 selecionar volunt\u00e1rios residentes em localidades selecionadas pela equipa do projeto, com base em crit\u00e9rios como \u201caltera\u00e7\u00f5es profundas em padr\u00f5es de resultados eleitorais, peso e relev\u00e2ncia de comunidades de imigrantes, minorias sociais e popula\u00e7\u00f5es marginalizadas, contextos urbanos nos quais processos de gentrifica\u00e7\u00e3o est\u00e3o a ter lugar e outros crit\u00e9rios\u201d, referiu a coordenadora da equipa portuguesa, Joana Ricarte, citada na nota de imprensa.<\/p>\n<p class=\"text-paragraph\">A segunda fase, que decorre entre junho de 2024 e setembro de 2025, prop\u00f5e-se a utilizar ferramentas \u201ccomo autoetnografia e mem\u00f3ria colaborativa, trabalho de grupo narrativo, di\u00e1rios digitais e teatro f\u00f3rum\u201d, para \u201cintensificar a rela\u00e7\u00e3o dos participantes com a investiga\u00e7\u00e3o\u201d.<\/p>\n<p class=\"text-paragraph\">A equipa portuguesa ir\u00e1 explorar \u201ca emerg\u00eancia de narrativas, vis\u00f5es de mundo e condi\u00e7\u00f5es hist\u00f3ricas, locais e nacionais, que promovem pensamentos que podem resvalar para o extremismo violento\u201d.<\/p>\n<p class=\"text-paragraph\">\u201cAo lidar com uma perspetiva n\u00e3o-epis\u00f3dica, mas, sim, quotidiana, pretendemos identificar a raiz de discursos e pr\u00e1ticas normalizadoras e legitimadoras do que, em casos extremos e institucionalizados, passa a ser classificado pela grande media, pelos decisores pol\u00edticos e pela sociedade como extremismo pol\u00edtico violento\u201d, afirmou Joana Ricarte, tamb\u00e9m investigadora do Centro de Estudos Interdisciplinares (CEIS20).<\/p>\n<p class=\"text-paragraph\">Para a coordenadora da equipa, \u201cPortugal sempre foi descrito como uma esp\u00e9cie de o\u00e1sis, mas tem havido uma virada muito r\u00e1pida, traduzida em resultados eleitorais nos \u00faltimos sufr\u00e1gios ao n\u00edvel nacional, que est\u00e1 a colocar de forma institucionalizada nas inst\u00e2ncias de poder discursos, pr\u00e1ticas e projetos pol\u00edticos que s\u00e3o assumidamente de base exclusion\u00e1ria\u201d.<\/p>\n<p class=\"text-paragraph\">\u201cEstes resultados contradizem, uma vez mais, o argumento de que Portugal seria imune \u00e0 tend\u00eancia de crescimento de partidos antissistema e \u00e0 difus\u00e3o de ideologias extremistas\u201d, vincou Joana Ricarte, referindo que o projeto ir\u00e1 ainda avan\u00e7ar com testes-piloto de algumas das ferramentas durante as pr\u00f3ximas elei\u00e7\u00f5es europeias.<\/p>\n<p class=\"text-paragraph\">O cons\u00f3rcio europeu \u00e9 liderado pela The Open University (Reino Unido), sendo coordenado em Portugal pela Universidade de Coimbra, atrav\u00e9s do CEIS20 e do Instituto de Investiga\u00e7\u00e3o Interdisciplinar.<\/p>\n<p class=\"text-paragraph\">Ao todo, OppAttune re\u00fane 17 parceiros de 14 pa\u00edses.<\/p>\n<p class=\"text-paragraph\">\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>A primeira fase de um projeto europeu que pretende compreender e 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