10 anos de Coimbra Património Mundial da Humanidade
Para quem vive na cidade ou para quem a visita com regularidade, bastará um olhar comparativo para a evolução da fisionomia das nossas ruas nos últimos dez anos, da atratividade dos nossos monumentos e instituições mais representativas, do número de alojamentos disponibilizados e de casas antigas recuperadas, das revoadas de turistas, nacionais e estrangeiros que percorrem diariamente o Centro Histórico, para avaliar o efeito da inscrição da Universidade de Coimbra: Alta e Sofia, na lista de Património Mundial da UNESCO.
Dir-se-á que o aumento da procura não se restringe a Coimbra. É verdade. No entanto, no quadro de uma desastrada política de desenvolvimento regional e de ordenamento do território, que concentra em Lisboa e no Porto a esmagadora maioria dos investimentos, dos postos de trabalho e das oportunidades de futuro, que por isso se torna cada vez mais difícil de contrariar, e do qual Coimbra, pela sua posição geográfica, é a mais prejudicada das cidades portuguesas, a cada um compete procurar, nos fundamentos da sua identidade e especificidade próprias, na força das suas gentes e dos seus agentes, os meios para mitigar esta permanente sangria de recursos.
Notícia completa nas edições impressa e digital do DIÁRIO AS BEIRAS assinaturas@asbeiras.pt


