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16 municípios da CIM-RC distinguidos pelo apoio dado às famílias

27 de às 10h27
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São 16 os municípios da Comunidade Intermunicipal Região de Coimbra (CIM-RC) que receberam, em 2022, as bandeiras verdes de autarquias familiarmente responsáveis. Nesta edição, há mais três municípios relativamente a 2021.
Entre as 16 condecoradas, Montemor-o-Velho, Mira e Penacova estrearam-se, assumindo assim as linhas mestras que o Observatório das Autarquias Familiarmente Responsáveis (OAFR) exige. Ao todo, são 24 as autarquias da região Centro de Portugal (distritos de Coimbra, Viseu e Guarda) a receberem a distinção.
Dentro das autarquias da CIM-RC há também 12 municípios que já recebem esta condecoração há três ou mais anos. A completar a lista está também Condeixa-a-Nova, que recebe a bandeira verde há menos de dois anos.
Os concelhos de Mealhada, Figueira da Foz, Góis, Montemor-o-Velho, Miranda do Corvo, Oliveira do Hospital, Penacova, Soure e Vila Nova de Poiares pertencem também à rede europeia de municípios amigos das famílias.
Rosário Carneiro, representante do OAFR, agradeceu a todos os 95 municípios que receberam a bandeira verde pelo trabalho que desenvolveram.
“Quero destacar os municípios galardoados, porque quer dizer que se empenharam em criar medidas e práticas para que as famílias numerosas sejam beneficiadas”, vincou. A representante da OAFR fez questão de reiterar algumas medidas amplamente desenvolvidas pelas autarquias.
“Gostava de realçar, por exemplo, a tarifa familiar dos serviços de fornecimento de água, saneamento e resíduos, ou a majoração do IMI Familiar”, afirmou.

Fazer o que o Governo não fez
Já Rita Mendes Correia, presidente da Associação Portuguesa de Famílias Numerosas (APFN), apelou a que todos os municípios façam mais para colmatar a falta de políticas desenvolvidas pelo Governo.
“As famílias portuguesas numerosas estão sob grande pressão devido à inflação. Até agora, o Governo não adotou uma única medida que sugerimos, por isso, pedimos aos municípios para o fazerem. É um apelo que deixamos aos municípios”, assumiu.
Nuno Moita, representante da Associação Nacional de Municípios Portugueses, reiterou a importância do trabalho das autarquias, apelando também para que mais municípios se juntem à causa. “É essencial não deixar ninguém ter fome. Esta é a base mínima que temos que cumprir, mas temos que fazer muito mais. É por isso que lanço o desafio para que todos os 308 municípios sejam familiarmente responsáveis. É fulcral para que possamos ajudar as famílias que mais precisam de nós”, reiterou.

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