Teixeira Veríssimo: “Iremos ser claramente interventivos em tudo o que possa prejudicar o desempenho dos médicos”
Toma hoje posse como presidente da Secção Regional do Centro da Ordem dos Médicos (SRCOM). Que mensagem gostaria de transmitir aos médicos?
Transmitir-lhes a mensagem de que podem confiar nesta equipa, que tudo fará para que as/os médicos tenham as melhores condições de trabalho possíveis, sendo aposta forte a formação, a valorização das carreiras, o estímulo à liderança médica e o apoio solidário para os que necessitarem.
Que medidas considera prioritárias neste início do seu mandato como presidente da Secção Regional do Centro da Ordem dos Médicos?
Manter e melhorar o que de bom foi feito nos mandatos anteriores e, em particular, insistir junto da tutela na necessidade de tornar o Serviço Nacional de Saúde (SNS) mais atrativo para os médicos, especialmente nas regiões e nas especialidades onde há maiores carências. Não há falta de médicos em Portugal, há sim falta de médicos no SNS. Por isso, o SNS tem de se reformular e tornar-se mais atrativo e competitivo, quer com o estrangeiro, quer com outras áreas da Saúde em Portugal
Quando apresentou a sua candidatura, tinha referido que este mandato seria de continuidade em relação ao anterior, mas com ideias e um cunho próprios.
Sim, foi uma candidatura de continuidade, não só porque alguns dos elementos já pertenciam à equipa anterior, mas, essencialmente, porque nos revemos no trabalho inovador e de proximidade feito pelos nossos antecessores. No entanto, a evolução exige mudança e, por isso, mantendo o que de bom foi feito, tentaremos trazer inovação que se traduza em proveito para os médicos e para os doentes.
Nessa altura, afirmou que iria ter uma “intervenção assertiva e construtiva” na defesa dos doentes, dos médicos e da qualidade da Medicina praticada em Portugal. Pode especificar?
Quer dizer que iremos ser claramente interventivos em tudo o que possa prejudicar o desempenho dos médicos, o que só por si prejudica a qualidade da Medicina praticada, mas também em todas as situações em que seja necessário defender os direitos dos doentes, como a acessibilidade e a qualidade dos cuidados de saúde prestados. Esta intervenção assertiva será, contudo, sempre construtiva, pois iremos sempre tentar, em conjunto com as instituições, encontrar soluções para os problemas.


