A terra “tremeu” durante um minuto em Cantanhede
Baixar, proteger e aguardar. Três gestos que ontem fizeram parte de exercício público de preparação para o risco sísmico, que decorreu na Escola Secundária Lima-de-Faria, em Cantanhede.
A ação, denominada “A Terra Treme”, durou um minuto e teve como objetivo informar a população sobre o que deve fazer antes, durante e depois de um sismo, nomeadamente as medidas preventivas e os comportamentos de autoproteção a adotar, explica a Autoridade Nacional de Emergência e Proteção Civil.
Às 11H09 em ponto, a terra “tremeu” nas instalações da escola, com alunos, professores e funcionários a adotarem os três gestos, saindo depois de forma ordeira para o exterior, onde se concentraram até ao final do simulacro.
No total, o exercício envolveu 450 pessoas do estabelecimento de ensino, mais elementos da Proteção Civil Municipal, bombeiros e GNR locais, INEM, Direção Geral de Estabelecimentos Escolares e Agrupamento de Escolas Lima-de-Faria.
No final, Helena Teodósio admitiu aos jornalistas que o “exercício ultrapassou as nossas expectativas”, agradecendo ao Comandante Operacional Distrital (CODIS) pelo “desafio” proposto e felicitando o agrupamento de escolas pela “forma como se percebe que os alunos têm vindo a ser preparados para este tipo de acontecimento que pode surgir”.
A presidente da Câmara de Cantanhede elogiou a “resposta imediata” de alunos, funcionários e professores “quando se sentiu o sinal sonoro”.
“Estamos sempre disponíveis e queremos até ser mais pró-ativos, no sentido de haver um esclarecimento constante à população, neste caso, no setor muito específico da juventude, para que possa estar sempre preparado para alguma eventualidade que possa surgir”, acrescentou a autarca.
No final da 10.ª edição do simulacro “A Terra Treme”, o CODIS Carlos Luís Tavares fez um balanço “muito positivo” da atividade realizada em Cantanhede. “Quisemos assinalar o 10.º exercício”, referiu, sublinhando de seguida que “o objetivo principal é incutir na comunidade escolar os gestos que possam fazer a diferença e possam salvar”.
“Uma cultura de segurança é o que queremos para os nossos jovens, que são um veículo de excelência de transmissão para comportamentos de segurança na sociedade”, acrescentou. “Praticámos aqui três gestos: baixar, proteger e aguardar, durante um minuto, enquanto a “terra tremeu”, mas tivemos de seguida um exercício de suporte básico de vida, onde ensinámos os jovens a fazer reanimação a vítimas em paragem cardiorrespiratória”, concluiu.
| José Armando Torres


