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Académica: Congelados e sem brio no último lugar

05 de às 09h51
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DB/Foto de Pedro Ramos

Duas equipas à procura de pontos para fugir ao fundo da tabela foram a jogo no Estádio Cidade de Coimbra. Na 11.ª e última jornada da primeira volta o objetivo era claro para Académica e Real: ganhar e conquistar os três pontos para fugir aos últimos lugares. Terminada a partida só a turma de Massamá tem motivos para sorrir pois saiu de Coimbra com uma vitória, 2-0, deixando a Briosa ainda mais isolada no último lugar.
Não foi o início de jogo que os adeptos das duas equipas teriam em mente. Tal como a meteorologia, também os primeiros 20 minutos foram frios no relvado. Os dois primeiros lances de algum perigo surgiram na área dos estudantes. Hidalgo falhou uma saída da baliza e Benny quase aproveitou, mas o desvio da defensiva academista para canto evitou males maiores. No lance seguinte, Rosas surgiu nas costas da defesa e rematou para grande intervenção de Hidalgo.
A Académica tardava em entrar no jogo e o Real tinha maior posse de bola, embora com aproximações ténues à área. Só na reta final do primeiro tempo é que os comandados de Zé Nando conseguiram dar um ar da sua graça. Nketia, na sequência de um livre, desviou de cabeça para defesa segura de Iuri Miguel.
Em cima do minuto 45, Hugo Seco arrancou pela direita, ultrapassou com um toque de qualidade Ibrahim e serviu Paciência que tentou, mas não conseguiu, desviar de calcanhar para a baliza. O lance de maior perigo da formação da casa acabaria por surgir dos pés de David Brás. No último dos dois minutos de compensação, o médio encontrou espaço na entrada da área e com um remate pleno de intenção forçou Iuri Miguel a defesa apertada para canto.
Pouco depois o árbitro deu por terminada uma 1.ª parte que poucas saudades deixará aos adeptos.

Jogar com mais um não foi benéfico
O descanso até trouxe uma Briosa com maior vontade de chegar ao golo. Teles atirou à figura de Iuri Miguel e, pouco depois, o médio Montenegro travou a progressão de Vasco Paciência e recebeu ordem de expulsão (segundo cartão amarelo).
Reduzido a 10 jogadores, o Real deu a iniciativa de jogo à Académica, que não soube aproveitar a vantagem numérica. Zé Nando mexeu na equipa, mas o maior domínio territorial dos academistas não resultava em ocasiões no último terço e os últimos 15 minutos acabariam por ser fatais para a turma da casa.
Dino, 75’, deixou um aviso com um cruzamento/remate que saiu muito perto do poste da baliza de Hidalgo. A defensiva local não “aprendeu” com esse aviso e no minuto seguinte, Diogo Castro aproveitou a autoestrada sem portagens no lado direito da defesa da Académica, fletiu para o meio e, quase sem ser importunado pelos defesas contrários atirou para o fundo da baliza, 1-0, num golo que gelou o Estádio Cidade de Coimbra.
A resposta da turma de Coimbra surgiu dos pés de Vasco Gomes, 80’, que atirou à barra.

Real “mata” o jogo
Não marcou a Académica voltou a ser letal o conjunto de Massamá. No 84.º minuto, Paulinho cruzou do lado esquerdo e, na zona do segundo poste, Ibrahim empurrou para o 2-0. Se o golo de Diogo Castro deixou a Académica desnorteada, o segundo tento do Real “matou” qualquer hipótese de conquista de pontos por parte da Briosa.
Até ao final, o melhor que os estudantes conseguiram foi um remate por cima do jovem Di Cardoso. Com o apito final vieram reações diferentes das bancadas. Se alguns adeptos bateram palmas à equipa, também foram audíveis, entre outros cânticos, pedidos de “joguem à bola”. A Académica encerra a primeira volta com sete pontos e sete derrotas sofridas (três em casa) na Liga 3.

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