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Académica: Derrota da Briosa em duelo de últimos classificados

31 de às 12h26
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FPF

Num duelo de últimos classificados, a Académica perdeu, este sábado, em Olhão, na casa emprestada do Moncarapachense, por 1-0, em jogo da 7.ª jornada da Liga 3.
“Quem te viu e quem te vê, Briosa”, dirão alguns adeptos. Enquanto isso outros exclamam “esta cara não me é estranha!”.
Nem no pior pesadelo os adeptos mais céticos pensariam, que a equipa que derrotou, em Coimbra, o Atl. Madrid, por 2-0 estaria, 10 anos depois, a arrastar-se pelo terceiro escalão do futebol nacional, derrota após derrota.
Cada vez mais afogados num mar de dúvidas, não há tábua de salvação à vista para uma equipa à deriva, que parece sem forças para nadar para bom-porto.
Quatro pontos em sete jogos – menos um na tabela, devido a castigo – ou seja cinco derrotas.
Os estudantes já tinham perdido em casa do Fontinhas e agora perderam frente ao Moncarapachense, duas equipas que tinham subido do Campeonato de Portugal e, por isso, teoricamente as duas equipas mais acessíveis do campeonato.
Ao cabo de sete jornadas continuam as experiências. Em relação à goleada sofrida em casa frente ao Caldas, Hidalgo regressou à titularidade.
A defesa, com Stich novamente no “onze” foi o único setor sem alterações.
As novidades aconteceram também no meio-campo, com Pepo a assumir o lugar de Caiado e na frente, com Paciência no lugar de Prazeres.
Nos primeiros minutos até podia dizer-se que as substituições tinham produzido efeito. Pepo era o mais rematador, mas quase sempre por cima e Paciência, encostado à linha esquerda, mostrou bom entrosamento com Nketia, mas voltou a mostrar-se muito pouco consequente nas suas ações.
Nos primeiros 45 minutos pode dizer-se que foi a Académica quem mais tentou – os da casa quase nunca incomodaram Hidalgo – mas quase sempre sem perigo.
A jogada mais perigosa aconteceu aos 35’, na sequência de um remate cruzado de Stich que ninguém apareceu a desviar para o fundo da baliza.

Um mergulho para o fundo
Ao intervalo Paciência deu lugar a David Teles e o recomeço da partida não podia ter sido pior para a Académica.
Isabelinha – que tem o mesmo apelido que um dos históricos sócios e adeptos da Briosa, falecido em 2009, igualmente escalabitano – cruzou para a área e aparece Benny a cabecear em voo para o fundo da baliza. Tudo parecia perfeito não fosse o marcador do golo o central da Académica e a baliza igualmente a da Académica…
Os estudantes tentaram reagir, David Teles ainda assustou num livre, mas a bola desviou e saiu ao lado do poste esquerdo de Tiago Martins.
Do “banco” dos estudantes saíram várias substituições. O destaque vai para a estreia do jovem Di Cardoso, júnior de 18 anos, mas ninguém que viesse verdadeiramente acrescentar alguma coisa ao jogo.
Aos 73 minutos já o guardião da casa se atirava para o chão a pedir assistência. Até final, foram mudando os intervenientes, mas sucederam-se os pedidos de assistência médica.

Onde é que já se viu isto?
A Académica jogou mais perto da baliza adversária, tentou, de forma atabalhoada, chegar ao golo do empate, mas nunca se mostrou verdadeiramente uma ameaça e, quando assim é, fica no ar a ideia de que não será fácil arrepiar caminho.
Aos 89’ ainda se gritou golo, mas o menino Di Cardoso, no momento do remate, estava em fora de jogo.
A direção da Académica estabeleceu como objetivo ficar nos quatro primeiros lugares na 1.ª fase. Faltam quatro jogos para acabar a 1.ª volta do campeonato e os estudantes estão a oito pontos do 4.º lugar.
Disputar a fase de subida de divisão parece cada vez mais uma miragem e começa a pairar no ar um espectro que lembra a época passada. Os jogos passam e o rumo não se altera.
Só mudaram os intervenientes. O guião parece o mesmo e se ninguém inverter o caminho já se viu como termina este filme.

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