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Académica: Zé Nando à frente da equipa após saída de Valença

01 de às 11h46
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Arquivo/Pedro Ramos

Zé Nando é o homem que se segue no comando técnico da Académica, depois da saída de Miguel Valença.
Seis jogos sem vencer e apenas uma vitória em oito partidas. Os resultados foram determinantes para a saída de Miguel Valença, precipitada após novo desaire em Olhão, frente ao Moncarapachense.
O jovem treinador conimbricense deixa a Académica na última posição, com três pontos, fruto de uma vitória, à 2.ª jornada, e um, empate, à 3.ª, sendo que os estudantes começaram a época com menos um ponto devido a castigo.
Presidente e equipa técnica reuniram durante a manhã e a decisão de terminar a ligação foi comunicada a Miguel Valença, sendo que alguns elementos da e quipa técnica foram convidados a continuar, apurou o DIÁRIO AS BEIRAS.
O treino matinal passou para a tarde e o substituto já orientou a sessão da tarde: Zé Nando.
O até aqui diretor desportivo, antigo lateral esquerdo da Briosa, que acompanhou a preparação da época e a escolha do plantel, foi visto pela direção como a solução certa para inverter o rumo dos acontecimentos.
Aos 54 anos, o portuense, que terminou a carreira de jogador na Briosa, pega na equipa onde começou como treinador dos iniciados, em 2003, depois dos juniores, em 2004. No entretanto foi treinador principal do Vigor, na 3.ª Divisão, e regressou à Académica em 2006 para ser adjunto de Manuel Machado.
Saiu da Académica na época 2009/2010, já depois de uma experiência como treinador do Tourizense, satélite da Briosa na altura.
A carreira como treinador teve passagens pelo Catar, voltou a Portugal para ser novamente adjunto de Manuel Machado no Arouca (2016/2017), Moreirense (2017/2018) e Nacional (2020/2021). Pelo meio uma experiência na Jordânia, e ainda passagens como treinador principal pelo Louletano (2018-2020) e Rec. Águeda (2020/2021).

“Académica ficou melhor”
A oficialização da saída de Miguel Valença aconteceu ao início da tarde, com um comunicado de agradecimento por parte do clube. “Estávamos no final de junho e a equipa técnica havia sido apresentada há poucos dias. Ao chegarmos ao ginásio da Academia, encontrámos a equipa técnica a organizar-se para pegar no “rolo e na trincha”. Iriam pintar aquele espaço. Logo ali percebemos ao que vinham”, conta o clube.
Durante os quatro meses de ligação “Miguel Valença, e a sua equipa, fizeram sempre parte da solução”.
“Miguel Valença faz bem ao futebol, torna-o melhor. Pelo respeito que ganhou das pessoas que à sua volta trabalharam, pela sua forma sempre educada de estar. No entanto, a ditadura dos resultados leva a que a partir de hoje [ontem] volte à sua condição de sócio e adepto, cedendo, assim, o seu lugar no banco”, refere o comunicado que termina com uma certeza: “a Académica ficou melhor depois da tua passagem pelo nosso banco”.

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