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Alerta vermelho para setor bancário dos EUA

14 de às 13h45
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No passado dia 7, a Moody’s (uma das três maiores agências de notação financeira) baixou o rating de 10 bancos norte-americanos de pequena e média dimensão. Ao mesmo tempo, colocou seis outros grandes bancos (entre eles o U. S. Bancorp e o Bank of New York Mellon) na lista de observação para eventual baixa do risco de crédito, e mais 11 bancos com perspectivas negativas.

O relatório da Moody’s salientou que o sector bancário dos EUA está a enfrentar “múltiplas pressões”, incluindo pressões financeiras e deficiências regulamentares, sendo a dificuldade de financiamento o maior problema para a banca norte-americana.

Desde o início deste ano, vários bancos enfrentaram dificuldades de solvência, o que tem obrigado as entidades reguladoras a injectar muito dinheiro para ajudar esses bancos. O bem informado jornal britânico Financial Times noticiava, no passado dia 7, que alguns bancos regionais dos Estados Unidos sobrevivem graças a milhares de milhões de dólares de financimento governamental.

Desde então, para fazer face à inflação, a Reserva Federal continuou a aumentar as taxas de juro, o que resultou na desvalorização das obrigações dos Estados Unidos e de outros activos detidos pelos bancos, sentindo-se uma enorme pressão na actividade bancária.

Esta vulnerabilidade do sector bancário norte-americano, é uma consequência da mudança brusca da política económica dos Estados Unidos e da tendência para “assumir riscos”. Durante muito tempo, os políticos americanos tenderam a aumentar as despesas e a adotar políticas fiscais e monetárias expansionistas, para atrair os eleitores.

Por influência dos interesses partidários e do lobby dos bancos de pequena e média dimensão, os EUA introduziram, em 2018, um projeto de lei que aumentou de 50 mil milhões de dólares para 250 mil milhões de dólares, o limiar de activos dos bancos regionais sujeitos a “escrutínio rigoroso”. Isto fez com que 25 bancos norte-americanos deixassem de estar sujeitos a uma supervisão rigorosa.

Não é coincidência que, em apenas alguns dias, duas das maiores agências internacionais de notação (a Fitch e a Moody’s) tenham baixado o rating dos Estados Unidos de AAA para AA+.

Alguns analistas referem que estes factos são um aviso e uma crítica à governação dos politicos norte-americanos, que se têm preocupado mais em garantir votos do que em arranjar soluções para os problemas.

E alertam que quando esta crise bancária se reflectir na economia real, isso afectará não só a economia norte-americana, mas poderá mesmo prejudicar a recuperação económica mundial.

 

 

(Centro de Programas de Línguas da Europa e América Latina da China)

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