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Alto risco obriga a gestão cautelosa do Mondego

14 de às 10h59
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DB/Foto de Pedro Ramos

Foi com um misto de preocupação sobre se o rio Mondego iria galgar as margens em Coimbra, ao mesmo tempo que geria o caudal face à previsão de chuva nos próximos dias, que a Proteção Civil Municipal viveu a última noite. Neste equilíbrio instável, as comportas da barragem da Aguieira estavam a debitar, ontem à noite, cerca de 450 m3 por segundo, caudal que é comportável para o leito do Mondego, dizem os especialistas, mas com o risco de um dos seus afluentes – rio Ceira – aumentar muito de caudal e, nesse caso, sem que haja uma albufeira que possa conter as águas. Entretanto, a ponte/açude estava a debitar, às 22H00 de ontem, 938 m3 por segundo.

Inundações no Cabouco

A montante, a povoação de Cabouco, na Freguesia de Ceira, registava água à porta das casas da zona baixa, enquanto, a jusante, os cerca de 15 mil hectares do Baixo Mondego “encaixavam” a água que passava.
O comandante Distrital de Operações de Socorro de Coimbra (CDOS), Carlos Luís Tavares, afirmava ontem à noite que “a situação tende a estabilizar”, fazendo fé na previsão de chuva fraca e aguaceiros para a madrugada, mas com agravamento a partir das 9H00 de hoje, quarta-feira.

Número de ocorrências em linha com o fim de semana

Entre o meio-dia e as 19H30 de ontem, o CDOS de Coimbra registou quatro dezenas de ocorrências: quatro quedas de árvores, nove derrocadas e deslizamentos, 16 inundações, uma queda de uma estrutura e nove limpezas de vias.
Antes, durante todo o período de estado de alerta – entre as 16H00 de sábado e as 12H00 de ontem – tinham ocorrido no distrito 161 situações a exigir intervenção: 38 quedas de árvores, 17 deslizamentos, 71 inundações, nove quedas de estruturas e 25 limpezas de via.
Carlos Luís Tavares revelou ao DIÁRIO AS BEIRAS que, neste período, não se registaram quaisquer vítimas nem desalojados no distrito de Coimbra.
O Estado de Alerta Especial Amarelo mobilizou um dispositivo que envolveu 460 operacionais, na sua maioria bombeiros e serviços municipais de proteção civil, apoiados por 200 viaturas, concluiu o comandante distrital de Operações de Socorro (CODIS).

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