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Arganil: Plano de reflorestação a 40 anos da Serra de Açor começa a dar frutos

21 de às 09h48
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DB/Foto de Ana Catarina Ferreira

Três anos depois de ter sido constituída a associação “Floresta Serra do Açor” (FSA) – e de ter sido assinado um protocolo de financiamento de cinco milhões de euros com o grupo empresarial Jerónimo Martins para reflorestação das serranias do concelho de Arganil – cerca de 1/3 do total de árvores disponíveis para plantação já estão no terreno.
É o resultado de um trabalho persistente com o objetivo de recuperar parte dos 80% de floresta e mato que existia no concelho antes do grande incêndio rural de 15 de outubro de 2017.
O projeto FSA abrange um total de 2.500 hectares (cerca de 10% da área florestal do concelho), embora a área sujeita a rearborização seja inferior: 1.430 hectares. Em grande parte do território restante há intervenção dos proprietários e regeneração natural de algumas espécies.

600 mil árvores

É num terreno delimitado que estão a ocorrer as plantações, num total de 600 mil árvores até final da atual campanha anual que termina no final de maio. A intenção é plantar 1.841.700 árvores em seis anos.
Mas, só isto não basta para garantir que a floresta se vai regenerar. O protocolo prevê o acompanhamento das espécies plantadas e das de regeneração natural ao longo de quatro décadas, até 2060. É necessário fazer o acompanhamento a todo o tempo para garantir que as plantas não secam, e replantar as que não vingaram; fazer limpezas e desbastes.

Espécies autóctones intercaladas por pinheiro

Aliás, a técnica de plantação ao longo das serranias contempla um alinhamento em que, por cada duas plantas de carvalho, seja plantado um pinheiro bravo, árvore que, nos primeiros anos, tem uma função de proteção das restantes, mas que será cortado ao fim de 15 anos, de acordo com o planeado.
O presidente do Município de Arganil, Luís Paulo Costa, explicou ao DIÁRIO AS BEIRAS que “foi desenvolvido um projeto em conjunto com o Instituto Politécnico – Escola Superior Agrária de Coimbra, que foi apresentado à Jerónimo Martins”.
Isto aconteceu a partir de uma abordagem inicial feita ao autarca por uma equipa desta empresa, que é proprietária da insígnia de superfícies comerciais Pingo Doce. Foi logo a seguir aos grandes incêndios, indagando de como seria possível ajudar o território a recuperar.
O projeto de regeneração da floresta local foi apresentado, após o que foi “verificado e validado pela estrutura técnica interna da Jerónimo Martins”, explicou o autarca.

Protocolo de 2020

Nesta sequência foi assinado o protocolo de 20 de junho de 2020 contemplando “cinco milhões de euros, valor que assegura o financiamento do projeto a 40 anos”.
“Nos primeiros seis anos estão a decorrer intervenções de reflorestação. No final desta campanha, havemos de ficar com uma terça parte executada”, afirmou o presidente da câmara, concluindo que tudo “está a acontecer de acordo com o planeamento, após o que decorrerão os períodos de gestão e manutenção deste efetivo, com a limpeza e desbastes que vão ser necessários”.

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