Arganil: Rádio Clube quer colocar-se ao serviço da Proteção Civil
Proceder à aquisição de geradores fixos e portáteis – para equipar o Centro Emissor da Aveleira, do Mont’Alto e dos estúdios –, de modo a que a rádio esteja ao serviço da Proteção Civil, é um dos projetos da atual direção da Rádio Clube de Arganil (RCA).
O presidente da direção, Jorge Silva, esclareceu que, para o efeito, é necessário “equipar o Mont’Alto, onde temos o repetidor, e a Aveleira, com geradores portáteis ou de arranque automático”. “Se for de arranque automático, é um investimento grande”, sublinhando a “obrigação de apresentar o projeto a quem de direito, no sentido de obtermos um financiamento para o mesmo”.
O projeto tem vindo a ser pensado há dois anos, lembrando que “num passado recente” – quando deflagraram os incêndios de 2017 – esteve “em causa” a divulgação e a comunicação com as populações, revelou o responsável, acrescentando que, “na Aveleira, temos a infraestrutura feita, é só uma questão de a preparar e fazer a instalação elétrica, para, em caso de falta de energia, a rádio não deixar de estar no ar”.
Em Assembleia Geral, Jorge Silva disse que “as verbas envolvidas obrigam a outros apoios ou a uma eventual candidatura”, porque implicará um investimento na ordem dos “10 ou 12 mil euros”.
Orçamento não chega aos 60 mil euros
Numa perspetiva mais abrangente, o orçamento da Rádio Clube de Arganil apresentado para 2023 é de 57.500 euros: “Tivemos em conta a situação económica do país e mundial, que se prevê difícil, com algumas empresas a reduzirem custos, nomeadamente ao nível da publicidade”, esclareceu o presidente da direção, aludindo a que “as rádios locais têm algumas questões a negociar com o Governo” relacionadas com a distribuição dos tempos de antena e da publicidade institucional.
Explicando que a APR – Associação Portuguesa de Radiodifusão (a cujos órgãos sociais a RCA também pertence) “está a negociar com o Governo a distribuição dos tempos de antena em todas as eleições”, o responsável por esta estação emissora sublinhou que as rádios locais “só têm direito a ser financiadas nas eleições autárquicas e não têm financiamento em tempos de antena em qualquer outro tipo de eleições”.
RCA sente-se preterida nas verbas do Estado
“O Estado distribui por ano milhões de euros de publicidade pelas rádios e meios de comunicação e nós chegamos a ter zero, 60 ou 70 euros de uma campanha que nos chega”, informou, criticando que “é uma vergonha o que se passa ao nível da publicidade do Estado”, já que “esses milhões são absorvidos por grandes grupos e às rádios e aos jornais locais essa verba não chega”, sustentou.
No que concerne ao marketing, “a aposta da RCA será na renovação do sítio oficial da rádio”, adiantou o responsável, enquanto no âmbito da intervenção social e cultural, “vamos tentar que a rádio esteja presente nos grandes acontecimentos da Beira Serra”.


