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Arguidos da fraude europeia esperam medidas de coação

05 de às 09h18
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Quem fica em prisão preventiva e quem aguarda julgamento em liberdade – de entre todos os 14 arguidos da “Operação Admiral” – é o que vai ficar-se a saber amanhã, às 11H00, quando forem anunciadas as medidas de coação determinadas pelo juiz.
Até agora, depois do primeiro interrogatório judicial no Porto, só seis ficaram atrás das grades, de acordo com o pedido feito pelo respetivo procurador do Ministério Público. Trata-se do mediático processo de fuga aos impostos a nível europeu, com venda de telemóveis e informática online e troca de faturas falsas entre milhares de empresas, muitas delas fictícias. Os nomes de topo da quadrilha são os da ex-apresentadora de televisão Ana Lúcia Matos e do seu companheiro, Max Cardoso, casal que tem dois filhos, de dois e três anos.

Empresa de Coimbra e moradia da Figueira da Foz
Coimbra e Figueira da Foz estão na rota dos crimes cometidos desde 2016, data determinada pelas investigações da Polícia judiciária que, entretanto, já constituiu um processo judicial de vários volumes de documentação apreendida em 30 países, com o processo coordenado pela Procuradoria Europeia.
Em Portugal o casal angariava pessoas com dificuldades financeiras, desafiando-as a criar empresas, mas cujas contas bancárias eram geridas por eles. Terá sido isso que aconteceu com a empresa de Coimbra Numbers Station de onde, de acordo com o Jornal de Notícias, foram arrestados pela justiça portuguesa 3,2 milhões de euros, resultantes de negócios ilícitos que, no total, terão ascendido, a nível europeu, à soma astronómica de 2,2 mil milhões de euros.
O processo identifica também uma casa na Figueira da Foz, cuja morada é atribuída ao pai de Max Cardoso, onde a PJ também fez buscas.

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