Assistentes sociais pedem criação da Ordem
“Governo acorda, não pode haver mais demora” ou “Chega de Bla Bla Bla, queremos ação” foram alguns dos protestos que se podiam ver ontem em frente à Segurança Social em Coimbra.
Os assistentes sociais exigiram o cumprimento do Estatuto da Ordem. A Associação dos Profissionais de Serviço Social (APSS) pede a aprovação e publicação do Regime e Acesso e Exercício da Profissão de Assistente Social.
A lei foi aprovada na Assembleia da República dia 5 de julho de 2019 e publicada em Diário da República de 25 de setembro do mesmo ano, mas a ordem ainda não está em vigor.
Nuno Gomes e Graça Neto, dois assistentes sociais, reiteram que a concertação serviu para alertar o Governo.
“Queremos chamar a atenção do Governo para que cumpra o compromisso que fez com os assistentes sociais. Já devia ter constituído a ordem, tal como foi aprovado pela lei 121/2019. A regulamentação do estatuto profissional ainda não está aprovada e, por isso, ainda não temos a ordem”, vincou Graça Neto.
A assistente social fez um comparativo para explicar o porquê do protesto. “No mesmo dia em que foi aprovada a nossa ordem em Assembleia da República foi também aprovada a Ordem dos Fisioterapeutas e ela já existe há mais de um ano. Nós continuamos à espera”, disse.
Lóbi contra a ordem?
O assistente social expressou uma preocupação com um possível lobby contra a criação da Ordem dos Assistentes Sociais.
“Nós não queremos pensar que este atraso possa ter que ver com um lóbi de outros setores profissionais ou de alguma academia. Se isto for verdade preocupa-nos bastante e é muito grave, porque está a ser posta em causa uma lei aprovada pela Assembleia da República”, vincou.
Nuno Gomes vincou que o pedido dos assistentes sociais é simples e não compreende o motivo para a ordem não ser estabelecida.
“Na prática, só estamos a pedir para que se cumpra a lei. Numa altura em que vivemos uma crise económica e social, não se percebe como é que há esta demora. O Governo só tem que cumprir aquilo que legislou”, frisou.
Na concentração estiveram também presentes alguns estudantes do setor. Nuno Gomes esclareceu que a presença dos estudantes demonstra a preocupação do futuro da profissão.
“Os estudantes são o futuro e eles próprios têm uma debilidade na carreira porque a ordem que lhes foi prometida ainda não está implementada. Estão despertos para esta injustiça que está a acontecer”, assegurou.


