Atletismo: ”Para a ADAC a época 2021/2022 foi a melhor de sempre”
A ADAC terminou a última época com novo recorde de atletas e clubes filiados. Que balanço faz?
Depois da pandemia, com uma paragem bastante longa e muito dolorosa, o balanço é bastante positivo. Passámos, pelo quarto ano consecutivo, os 1.000 atletas filiados. Tivemos 50 clubes filiados, mas só 48 com atletas. O balanço é também positivo na parte em que os atletas bateram recordes pessoais e vários recordes distritais. Foi, de facto, um regresso à “normalidade” que nos trouxe muita felicidade, porque o atletismo está, ao longo dos anos, a crescer.
A última época está entre as melhores de sempre?
Para a ADAC a época 2021/2022 foi a melhor de sempre. A ADAC tem vindo a crescer e os resultados são muito valiosos. Os clubes têm, tal como a ADAC, tirado mais valias em termos de número e de qualidade dos atletas. Nos Campeonatos de Clubes, os nossos estão a aparecer como clubes de referências nas várias divisões.
O apoio das autarquias também está a crescer. As autarquias começam a olhar para o atletismo como uma modalidade importante e estão a fazer um esforço para proporcionar aos cidadãos dos seus concelhos as melhores condições de trabalho. Na maioria dos municípios, e estamos em 14 dos 17 concelhos do distrito, o atletismo tem sido a modalidade com mais atletas federados.
Esta temporada, a ADAC já tem 1360 atletas. O recorde de atletas é para bater novamente?
Sim. Neste momento já temos 1368 atletas filiados. Nós pensamos que os números do ano passado vão ser alcançados. Pensamos que será batido, até porque nesta fase de inverno há menos atletas a filiarem-se. Na fase de verão, com a pista ao ar livre, aparecem mais atletas, até ao nível da formação. Contamos ultrapassar os 1500 atletas filiados este ano.
Quais são as principais infraestruturas que existem no distrito?
Temos três pistas homologadas: Estádio Cidade de Coimbra, Complexo Desportivo de Febres e Estádio Municipal de Tábua, que não está homologada na totalidade. Temos uma pista simplificada em Montemor-o-Velho, para onde há um projeto de requalificação e o executivo está a trabalhar nisso connosco. A ideia é transformar uma pista normal numa pista homologada.
Na Figueira da Foz temos uma pista simplificada na praia, que serve para treinos. Também já está concluída a 1.ª fase na pista do Estádio José Bento Pessoa (já tem o alcatrão) e esperamos que até 2024 seja colocado o tartan. O Centro de Lançamentos, em Coimbra, está na 2.ª fase. Temos uma pista de corta-mato em Mira, e temos projetada, também para Coimbra, uma pista de corta-mato, junto à pista de BMX, na zona do Choupal.
Também há uma pista que está em projeto e cujos trabalhos de terraplanagem já começaram, em Chã, no concelho de Penacova, que tem traçado ideal para provas de corta-mato.
Temos também outra pista, no Estádio Universitário de Coimbra, que gostaríamos de ver em funções. Também sabemos que existe a vontade, em Condeixa-a-Nova, para se fazer uma pista. Ainda temos muitos quilómetros para correr e muito trabalho para fazer.
Em 2022, o atletismo teve uma “prenda”
que foi a Pista de Atletismo de Tábua Mário Pinto Claro…
As infraestruturas têm uma importância elevadíssima. A de Tábua, que foi inaugurada em 2022, é uma pista com seis corredores. Ainda não está completamente equipada, mas já pode receber algumas competições. Essa pista tem uma relevância extraordinária, porque na zona norte do distrito de Coimbra não existia nada.
Já lá tivemos uma competição e este ano vamos fazer duas ou três provas. O Km Jovem está pensado para ser realizado lá. Há uma evolução em termos da área da formação que está ligada ao crescimento e à melhoria das infraestruturas, porque sem elas não há hipótese de fazer formação. Nos últimos três anos temos crescido bastante. Havendo infraestruturas, o atletismo cresce, a formação aparece e o futuro está garantido.
O trail trouxe mais atletas. A nível distrital, que relevo tem?
O trail, de facto, cresceu muito. Nós fomos das primeiras associações a abraçar o trail, em 2015. Fomos pioneiros em organizar os campeonatos distritais e, mais recentemente, os circuitos distritais com provas feitas pelos nossos clubes. O trail é uma mais valia e tem contribuído de forma excelente para o aumento dos nossos filiados e dos nossos clubes.
Com o trail, principalmente na área dos veteranos, o aumento foi grande. Os próprios atletas que fazem trail estão a começar a trazer os filhos e os sobrinhos para a modalidade e eles próprios começam a participar em provas de corta-mato e de estrada distritais. Em termos de percentagem, de clubes e de atletas só de trail, neste momento, deverá rondar os 40% do total de filiados.


