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Autarquia da Figueira da Foz ajuda ACES a resolver falta de pessoal

29 de às 09h25
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O executivo camarário e o Agrupamento de Centros de Saúde (ACES) do Baixo Mondego vão assinar um protocolo que visa colmatar a crónica escassez de assistentes técnicos nos Cuidados de Saúde Primários (CSP), apurou o DIÁRIO AS BEIRAS. A falta destes recursos humanos está na origem do encerramento temporário das extensões de saúde da Marinha das Ondas e de São Pedro, cuja reabertura está prevista para a próxima segunda-feira.
A solução avançada pela Câmara da Figueira da Foz prevê a criação de uma bolsa de assistentes técnicos (administrativos), pelo município, para preencher as férias e as baixas médicas dos profissionais das unidades de saúde. Esta solução contribuirá para evitar que se repitam episódios de encerramento temporário de extensões de saúde no concelho por falta destes funcionários.
A autarquia dispõe destes profissionais nos seus quadros, que adquiriram conhecimentos na área de cuidados de saúde no centro de vacinação covid-19. No entanto, os funcionários municipais que vierem a ser destinados àquelas tarefas deverão receber formação mais específica. O protocolo terá a duração de um ano, sendo automaticamente renovado, por período idêntico, se não for denunciado por um dos outorgantes.

Parte do problema solucionado

No âmbito da delegação de competências dos CSP, da Administração Central para a Administração Local, as autarquias encarregam-se da construção de novos equipamentos e da manutenção dos existentes e podem contratar assistentes operacionais (serviço de limpeza). No entanto, estão impedidas de contratar médicos, enfermeiros e administrativos, profissionais que escasseiam no Serviço Nacional de Saúde.
O executivo camarário de Santana Lopes pretendia criar uma bolsa de recursos humanos que também incluísse médicos e enfermeiros, para assegurar que as unidades de saúde do concelho não terem de encerrar durante vários dias por falta de pessoal, como vem acontecendo. No entanto, a Administração Regional de Saúde do Centro inviabilizou a pretensão da autarquia, alegando falta de legislação habilitante.

Abordadas respostas para obras na ponte

Esta semana, Santana Lopes e a vereadora Olga Brás receberam o diretor do ACES do Baixo Mondego, o figueirense José Luís Biscaia. A reunião surgiu cerca de duas semanas depois do autarca ter afirmado, referindo-se àquele responsável: “Se não consegue atingir os seus objetivos, será que tem condições para continuar [no cargo]?”. O presidente da Câmara da Figueira da Foz proferiu estas palavras na sequência do encerramento provisório de unidades de saúde no concelho.
A referida reunião destinou-se a abordar assuntos relacionados com o funcionamento das unidades de CSP do concelho e as soluções a aplicar durante as obras de reabilitação da ponte Edgar Cardoso. Acerca do segundo tema, estão em análise diversas respostas, como o funcionamento 24 horas por dia do Centro de Saúde de Buarcos ou uma segunda Viatura Médica de Emergência e Reanimação, esta para a margem norte da cidade, mantendo a que está sediada no Hospital Distrital da Figueira da Foz, na margem sul.
Estas e outras medidas que possam contribuir para a mitigação dos efeitos da empreitada nos serviços de saúde estão a ser debatidas pelo executivo camarário com o ACES do Baixo Mondego e com o Hospital Distrital da Figueira da Foz. O condicionamento do trânsito na ponte Edgar Cardoso será mais acentuado a partir de fevereiro próximo e durante cerca de um ano e meio.

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