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Bispo de Coimbra pede para se recentrar a celebração do Natal

27 de às 09h11
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O Bispo de Coimbra, D. Virgílio Antunes, pediu este domingo para que se mantenha “o espírito originário” da celebração do Natal. Na Missa da Solenidade realizada anteontem na Igreja da Sé Nova, o prelado afirmou que “cada vez mais se acentuam entre nós as divergências entre o modo de celebrar crente e cristão e o modo de celebrar social e desprovido de fé”.
No entender do Bispo de Coimbra, a sociedade tem sido vulnerável a esta nova visão de celebrar este período, mas “é mau que deixemos perder no nosso coração, na nossa casa de família e na nossa comunidade cristã o essencial da sua celebração”. “Nessa altura perde-se a riqueza do acontecimento fundante e nós próprios corremos atrás das últimas novidades”, frisou. Para D. Virgílio Antunes, é necessário que o modo de celebrar o Natal corresponda “à realidade em que acreditamos pela fé, ou seja, que o Natal é a festa de encontro com Jesus, o Filho de Deus, que se faz homem para nos salvar”. E explicou porquê: “O Natal, para além de um acontecimento querido por Deus, de uma celebração que nós precisamos de realizar e de uma fé diária que assumimos na vida, traz-nos também uma riqueza imensa de mensagens inspiradoras para a definição dos ideais que nos movem como pessoas e dentro da sociedade”.

Ucrânia e Eutanásia

O Bispo de Coimbra solicitou ainda “o dom da paz para o mundo, concretamente para a Ucrânia, onde o sofrimento e a morte são as manifestações maiores do fechar-se sobre si mesmos de pessoas ou de povos”. Sobre a questão da eutanásia, apesar de nunca se referir diretamente à palavra, D. Virgílio Antunes entende que “não há lugar para o desespero no sofrimento, mesmo que ele seja grande e terminal, pois juntos havemos de encontrar forças e meios para que a esperança e o amor à vida prevaleçam”. “Quando somos para os outros não há lugar para qualquer forma de apressar a hora da morte, pois fomos criados para a vida”, referiu.
O prelado afirmou que a hora é de encontrar “juntos os caminhos para vencer as injustiças de toda a ordem, sejam a violência física ou psicológica, sejam os problemas da pobreza, sejam a intolerância para com o nosso próximo”.
Na noite de sábado (Missa do Galo), o Bispo de Coimbra pediu aos cristãos para “não ficar à espera de que sejam outros a resgatar o Natal dos grilhões que o vêm aprisionando”. “Essa tarefa pede-nos renúncia a muita coisa que se difundiu entre nós, pede-nos espírito de fé e de missão, exige-nos que, como nos disse o Senhor, não nos conformemos com o espírito do mundo, mas queiramos transformar o mundo”, afirmou.

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