Carlos Lopes sobe o Pico para apoiar escola de cães-guia
“Esta subida foi uma ação simbólica, para que outros possam encarar esta iniciativa como uma inspiração, para que a autonomia das pessoas com deficiência seja valorizada em pleno, e ajudar a perceber que a atividade física é verdadeiramente inclusiva”, contou Carlos Lopes à Lusa.
Num desafio em que levou Cauê, o labrador preto que o guia, o antigo velocista paralímpico, cego, quis também alertar para a necessidade de apoiar a Associação Beira Aguieira de Apoio ao Deficiente Visual (ABAADV), a única formadora de cães-guia em Portugal, com lista de espera superior a três anos.
“Acho que conseguimos captar a atenção de particulares e empresas para a necessidade de apoiar uma associação única no país, que vive com 55% de apoios estatais, e 45% de donativos. Mas, ainda queremos, e precisamos, de mais. Não é pelo facto da iniciativa já estar concluída que as causas se extinguem”, afirmou.
As expectativas de conseguir subir aos 2.350 metros do Pico no sábado eram baixas, devido à chuva e ao vento, que impediram subidas nos dois dias anteriores, e também por isso, Carlos Lopes considerou que “foi ainda mais saboroso”.
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