CoimbraGeral

Casamentos da Rainha Santa Isabel com 25 casais inscritos

10 de às 10h50
0 comentário(s)

Foram 25 os casais que se inscreveram para os “Casamentos da Rainha Santa Isabel”, uma iniciativa que regressa em julho deste ano, com o objetivo de recuperar uma tradição da cidade.
Porém, apenas sete casais serão escolhidos. A seleção dos candidatos realiza-se hoje, após a realização de entrevistas por uma comissão executiva, composta por representantes das cinco entidades que compõem a organização (José Vieira, pela Confraria Rainha Santa Isabel; Dora Santana, pelo Município de Coimbra; Carlos de Figueiredo, pela Turismo do Centro; José Madeira, pela AHRESP e Filipe Carvalho, pela Escola de Turismo de Portugal de Coimbra). A obrigatoriedade de, pelo menos um dos elementos do casal, residir no concelho de Coimbra e de estarem os dois em condições de celebrar um casamento católico são alguns critérios de seleção.

Corte do bolo nos Claustros do Mosteiro
Os casamentos vão decorrer no domingo anterior ao dia 4 de julho, feriado municipal e dia da Solenidade da Rainha Santa Isabel.
Serão, contudo, celebrados em anos ímpares para que a iniciativa não coincida com a realização das procissões em louvor da padroeira da cidade.
Assim, nesta primeira edição, os casamentos vão decorrer no dia 2 de julho, na Igreja da Rainha Santa Isabel. De acordo com a organização, está já assegurado que os casais, após a celebração do casamento, vão ser acolhidos pelas entidades organizadoras nos Claustros do Mosteiro de Santa Clara-a-Nova, onde se realizará o corte dos bolos de casamento.

Vestidos de noiva oferecidos à Rainha Santa
Em janeiro, durante a conferência de imprensa que serviu para apresentar a iniciativa, o presidente da Confraria Rainha Santa Isabel, Joaquim Costa e Nora, esclareceu que a vontade de retomar os casamentos surgiu após uma exposição feita em 2021 por aquela entidade, na qual foram exibidos dois vestidos de noiva oferecidos à Rainha Santa.
“Nasceu logo a ideia que seria bonito retomar essa tradição”, afirmou. Esta é, também, uma forma de enriquecer o programa das celebrações nos anos em que não se realizam as habituais procissões.
Já em relação ao investimento financeiro, o presidente da Confraria Rainha Santa Isabel disse que a organização espera conseguir garantir donativos por parte de vários agentes económicos para assegurar hotel para a noite de núpcias, alianças, fatos de noivo e noiva ou até a boda.
Segundo o responsável, os últimos registos destes casamentos são do tempo da Presidência da República de Ramalho Eanes (1976 a 1986), que apadrinhou o evento que, na altura, teve a boda no Jardim da Manga.
Os casamentos da Rainha Santa Isabel eram destinados a casais com algumas dificuldades económicas, a quem eram oferecidos enxovais.

Autoria de:

Deixe o seu Comentário

O seu email não vai ser publicado. Os requisitos obrigatórios estão identificados com (*).


Coimbra

Geral