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CHUC mandou para casa doente errada

22 de às 09h43
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O caso ocorreu em junho do ano passado: após ter dado alta a uma utente, os HUC diligenciaram o transporte da paciente para o domicílio. Todavia, por lapso, quem acabou por ser transportada foi outra doente que tinha dado entrada no Serviço de Urgência com sintomas de um AVC.
O caso consta no relatório de deliberações do quarto trimestre deste ano, divulgado pela Entidade Reguladora da Saúde (ERS). De acordo com informações prestadas à entidade reguladora, o CHUC esclareceu que a doente a quem tinha sido atribuída alta estava numa maca e foi transferida para uma cadeira-de-rodas.
A outra utente foi entretanto admitida e deitada nessa mesma maca, “que tinha sido retirada para higienizar e ser utilizada.”
“Aquando do momento da alta dirigiram-se à maca e, apesar de a enfermeira ter chamado pelo nome, a doente [que tinha 94 anos] não confirmou verbalmente”, refere o CHUC. A doente foi para o exterior e entregue para transporte aos Bombeiros da Cruz Vermelha Portuguesa de Pereira do Campo.
Porém, só em casa é que duas funcionárias do serviço de apoio domiciliário que presta auxílio à idosa deram conta da troca. Sem conseguir explicar o ocorrido, a equipa responsável pelo transporte levou a doente de volta ao hospital.
À Entidade Reguladora da Saúde, o CHUC assume “que em nenhum destes momentos o nome foi confirmado na pulseira pelos diferentes profissionais que cuidaram e falaram com a utente” que tinha tido alta.
Por isso, a ERS conclui que o CHUC não assegurou a correta identificação das utentes, “não sendo a sua conduta garantística dos direitos e interesses legítimos das mesmas, sobretudo do direito à proteção da saúde e à qualidade e segurança dos cuidados prestados”.
O regulador instruiu o CHUC para que garanta “a adequação dos procedimentos internos existentes sobre identificação inequívoca de utentes ao serviço de urgência” e que garanta “em permanência, que na prestação de cuidados de saúde, em contexto de Serviço de Urgência, sejam respeitados os direitos e interesses legítimos dos utentes, nomeadamente, o direito aos cuidados adequados e tecnicamente mais corretos, que devem ser prestados humanamente e com respeito pelo utente”.
Na altura, num breve comunicado, o CHUC confirmou a troca e lamentou o incidente, tendo contudo sublinhado que da “ocorrência não resultou qualquer prejuízo para as utentes envolvidas” no processo.

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