Coimbra Business School | ISCAC quer “ganhar escala” para reforçar o prestígio
O novo presidente da Coimbra Business School | ISCAC, Alexandre Gomes da Silva, garantiu ontem que a escola pretende “fomentar a ciência, os projetos e as publicações, ganhando escala e reforçando a notoriedade e o prestígio de Coimbra”. No seu discurso de tomada de posse, o docente traçou como objetivos para os próximos quatro anos continuar a ser “uma instituição de ensino forte, autónoma e aberta à formação académica e científica”. Para tal, deverá acompanhar os tempos de mudança como a transição digital decorrente “da criação do Digital Single Market e dos Digital innovation Hub, alterando a economia que passou a digital”.
Adaptar os cursos às novas necessidades laborais e criar mais ofertas na área da análise de dados são outros dos objetivos de “uma viagem que irá durar quatro anos” e em que são essenciais aspetos como a promoção do sucesso escolar, o desenvolvimento de uma relação forte e contínua com empresas e organizações, a promoção da certificação e reconhecimento dos cursos e das escolas e o aumento da produção científica e o número de projetos para a sociedade.
Uma das principais frquezas são o espaço e o orçamento. “O número de formações e de alunos da escola torna o espaço insuficiente para todos os projetos que pretendemos realizar, bem como sendo uma das maiores escolas do IPC é apenas a quinta em termos de orçamento”, frisou o docente, que deu ainda posse aos novos vice-presidentes Bruno Almeida e António Calheiros.
Crise económica pode parar projetos
O presidente do Instituto Politécnico de Coimbra (IPC), Jorge Conde, alertou ontem os convidados e a restante comunidade académica para o facto da instituição viver uma situação complicada, motivada pela pandemia e guerra. “Se podemos dizer que ainda não abandonamos nenhum projeto, também não sabemos por quanto tempo tal vai ser possível”, disse.
Sobre a ampliação das atuais instalações do ISCAC, Jorge Conde afirmou que o tema será agora “objeto de avaliação com a nova liderança”. Para além de louvar “o caminho que foi feito” pelas anteriores direções, o docente defende a continuidade do trabalho já efetuado.
“Mais doutores, mais especialistas, mais envolvimento na investigação financiada, mais parcerias de instituições académicas com os nossos congéneres do mundo inteiro, mais publicações, mais patentes… e naturalmente mais sinergias internas entre todas as escolas e departamentos”, pediu o presidente do IPC aos novos responsáveis.


